sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A DESUNIÃO EUROPEIA E O NEOLIBERALISMO OU ULTRALIBERALISMO


A formalmente chamada União Europeia é cada vez mais uma DESUNIÃO EUROPEIA capturada pelas altas burguesias.
Dentro da chamada União Europeia tem estado a decorrer uma violenta luta de classes onde a alta burguesia triunfante já, orgulhosamente, pôs muitas crianças a passar fome, nomeadamente em Portugal.
Dentro da alta burguesia é a alta burguesia financeira que está por cima. As leis da moeda euro e do falso «Banco Central Europeu» foram feitas por capatazes da alta burguesia financeira, concentrados no PPP (Partido Popular Europeu, que é uma associação de partidos políticos de Direita).
O criminoso escândalo que é obrigar o «BCE» a emprestar dinheiro à alta burguesia financeira, para esta, em condições ditas normais, como intermediária obrigatória, ir emprestar esse mesmo dinheiro ao Estado ou Estados a um juro muito superior, obtendo lucros de uma intermediação escandalosa, desnecessária, parasitária e criminosa, mostra o brutal domínio da Zona Euro pela alta burguesia financeira.
Estamos numa fase escandalosa de privatização dos lucros e de socialização dos prejuízos.
Por detrás de tudo isto está o caderno de encargos do chamado neoliberalismo ou ultraliberalismo, teorizado pelo fascista praticante Milton Friedman da Universidade de Chicago, que foi conselheiro pessoal do ladrão, raptor, torturador e assassino Pinochet, durante a ditadura fascista do Chile, que derrubou o presidente eleito em eleições livres Salvador Allende.

«Uns e outros procuram escamotear a evidência maior dos nossos dias, que é a do fim do ciclo ultraliberal iniciado entre finais dos anos 70 e começos dos anos 80 do século passado, com as respostas que Margaret Thatcher e Ronald Reagan deram às primeiras dificuldades que, com a crise do petróleo e as suas consequências, abalaram o horizonte de crescimento que enquadrava a economia ocidental desde os anos cinquenta.

Com características, variantes e ritmos muito diversos, a solução ultraliberal impôs-se por todo o lado, com o seu cortejo de desregulamentações, privatizações, flexibilizações e... endividamentos. E a Europa, ao contrário das piedosas ilusões tantas vezes proclamadas, deixou-se levar por esta miragem e por muitas das suas ideias, quando não foi ela própria um instrumento activo da sua adopção e da sua generalização. Convém, hoje, ter a lucidez de o reconhecer.

Quatro décadas passadas, a evidência que agora toma uma forma inequívoca é, contudo, a de que não há solução ultraliberal para a crise que enfrentamos, nacional e internacionalmente. Mas outra evidência emerge ao lado desta: a de que, apesar de esgotado, o modelo resiste tal como - na expressão de Pessoa - "um cadáver adiado que procria". O que caracteriza um fim de ciclo é sempre a indecisão, com os seus múltiplos e imprevisíveis efeitos, que bloqueiam tudo o mais. E é nisto que estamos, por todo o lado - daí, o grande impasse, bem como o dominó de pequenos impasses, em que vivemos.» (Manuel Maria Carrilho)

O presidente da República da França general De Gaulle sempre vetou a entrada do Reino Unido na União Europeia, alegando que os ingleses queriam destruir a União Europeia.
Não se percebe por que o Reino Unido está na União Europeia. O que parece é que o Reino Unido quer destruir a União Europeia.
Aproveitando a ideia do neoliberal inglês David Cameron de destruir a União Europeia outros países alinham na mesma onda, propondo um Orçamento da União Europeia muito baixo. A União Europeia é mais formal que factual. Cada vez há menos união, cada vez há mais desunião na chamada, hipocritamente, «União Europeia».

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