sexta-feira, 2 de novembro de 2012

A ACTUAL LEI ELEITORAL JÁ BENEFICIA OS DOIS PARTIDOS DO ROTATIVISMO PSD-PS


António José Seguro já afirmou, bem claro, que quer diminuir o número de deputados do Parlamento (para beneficiar, obviamente, os dois partidos do rotativismo PSD-PS, os dois partidos que colocaram Portugal à beira do abismo).
Mas, como escreveu, recentemente, no jornal Público, um dos rostos mais à Direita do PS, Francisco Assis, os inimigos do PS são os partidos da Esquerda e os seus aliados naturais são o PSD e o CDS.
Ora analisemos os resultados das eleições legislativas de 2011.
 PSD – 38,65% dos votos (2 159 742) – 46,97% das/os deputadas/os – 108 (cento e oito) – benefício de 8,32%

PS – 28,06% dos votos (1 568 168) – 32,17 % das/os deputadas/os – 74 (setenta e quatro) – benefício de 4,17%

CDS/PP – 11,70% dos votos (653 987) – 10,43 % das/os deputadas/os – 24 (vinte e quatro)

PCP-PEV – o7,91% dos votos (441 852) – 6,96 % das/os deputadas/os – 16 (dezasseis)

BE – 5,17% dos votos (288 973) – 3,48 % das/os deputadas/os –  8 (oito)
Passos Coelho e Vítor Gaspar querem entregar, totalmente, Portugal à alta burguesia, querem voltar ao século XIX. Dizem que não têm dinheiro para as Escolas do Estado mas dão dinheiro dos contribuintes a Escolas privadas, o Estado devia dar zero dos contribuintes a empresas privadas.
Contrariamente ao que muita gente pensa não há solução para a III República.
O PS devia ter deixado falir o banco BPN e não o fez, de má-fé. Os contribuintes portugueses só tinham a ganhar com a falência do BPN, por má gestão, mais concretamente por gestão criminosa. Ainda por cima, o PS nacionalizou os prejuízos, mas não nacionalizou as propriedades da sociedade detentora do BPN, em ostensivo prejuízo dos contribuintes.
As Parcerias Público-Privadas foram negociadas contra os interesses dos contribuintes, para favorecerem os privados, tanto pelo PSD como pelo PS.
Os eleitores votaram como votaram em 2011, escolheram estes carrascos que estão a arruinar Portugal. O voto tem consequências, tem graves consequências.
Há uma cultura europeia dominante na classe média que faz com que o voto vá sempre para os partidos que se ajoelham diante da alta burguesia.
Na América do Sul tem havido o chamado voto sociológico que faz com que os partidos servos da alta burguesia percam as eleições.
Na União Europeia é o contrário, há uma cultura de sacralização da alta burguesia. Os partidos da «Internacional Socialista» pouco se diferenciam dos partidos da Direita. Há os chamados partidos «democratas-cristãos» que são defensores da alta burguesia, o que faz supor que o Deus dos democratas-cristãos ama os milionários e despreza os trabalhadores.
Não há no plano teórico organizações partidárias que convençam os eleitores de que há boas alternativas aos partidos servos da alta burguesia. A implosão do marxismo-leninismo, e a sua prática passada em ditaduras terríveis da classe política, torna necessário inventar novas ideias, que convençam os eleitores.

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