sexta-feira, 7 de setembro de 2012

NATO ALIA-SE À AL QAEDA CONTRA O GOVERNO DA SÍRIA


«Um líder do ramo da Al Qaeda, do Sul do Iémen, chegou a um acordo com os Estados Unidos e a Arábia Saudita que prevê o envio de 5 mil combatentes do Grupo terrorista para a Síria com o objectivo de reforçar os Contras e derrubar o presidente Bashar al Assad.


Todas estas informações e investigações que vão sendo documentadas pouco a pouco, procuram mostrar o que parecia inconcebível e inimaginável pela opinião pública mundial antes: os Estados Unidos e outras potências europeias, se não construíram o monstro da Al Qaeda como eles o dizem negando-o, em todo o caso hoje em dia alimentam-no, manipulam-no dirigem-no e apadrinham-no para as suas tácticas geopolíticas. Isto é mais que uma previsão, é uma realidade. (…)
A informação foi revelada por vários meios de comunicação social do Médio Oriente, entre os quais se encontram a agência de notícias iraniana Al Alam e o diário digital iemenita
AdenAlghad.net
Tudo acordado
Informa-se que Tariq al-Fadhli, um importante militante jiadista que lutou ao lado de Osama Bin Laden, fez um acordo com funcionários dos Estados Unidos e da Arábia Saudita, através da Turquia, o envio desde as cidades sul-iemenitas de Zanzibar e Jaar de 5 mil militantes para o território sírio para ajudar os Contras a lutar na guerra para com o regime de Al Assad. E então sobravam os meios o que explica a retirada repentina dos homens armados da região iemenita de Abyan.
Informa-se que os militantes, que se referem a si mesmos como defensores da «Sharia», se juntaram a outros grupos de combatentes da Al Qaeda que se infiltraram na Síria a partir da Líbia, do Iraque e da Turquia, com a ajuda da NATO e das monarquias do Golfo.
Al-Fadhli é descrito pela Agência Al Alam como um dos antigos da tribo de Abyan e ex-líder da Al Qaeda. O Iémen, por seu lado, denunciou Al-Fadhli como «um dos terroristas mais perigosos do país», segundo o diário estadunidense «The New York Times».
Amigos ou inimigos?
Deste modo, a organização considerada grupo terrorista por parte dos Estados Unidos, quase repete as declarações dos funcionários estadunidenses que clamam pelo fim do regime eleito de Al Assad, que segundo eles «perdeu a sua legitimidade» e comete crimes contra o seu povo.
E entretanto Washington colabora abertamente com a oposição armada no país, e surgem mais informações que indicam que a Al Qaeda reforça a sua ajuda aos insurgentes da Síria. Assim, o diário britânico «The Guardian» revelou que os combatentes da Al Qaeda estavam às ordens dos rebeldes sírios e ensinavam-nos a fazer bombas.» (In «Red Voltaire»)

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