quinta-feira, 13 de setembro de 2012

RAZÕES BASE DA CRISE DA ZONA EURO


A origem do mal está na errada legislação da moeda euro e do BCE, anterior a Ângela Merkel e Sarkozy. «O euro (€) é a moeda oficial de 17 dos 27 países da União Europeia. O euro existe na forma de notas e moedas desde 1 de Janeiro de 2002, e como moeda teórica não circulante desde 1 de Janeiro de 1999». (In «Wikipedia»)
Ora uma moeda precisa de Um Banco Central que a defenda.
«O BCE foi fundado em 1 de Junho de 1998 com a adesão dos onze estados membros que tinham cumprido as condições necessárias para adoptarem a moeda única em 1 de Janeiro de 1999: Portugal, Bélgica, Alemanha, Espanha, França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda, Áustria e Finlândia.» (In «Wikipedia»)
Ora qualquer moeda dita normal tem que ter um Banco Central que proteja o Estado ou os Estados que a usam. Por exemplo o Banco Central dos EUA (conhecido por Reserva Federal) tem várias obrigações, sendo uma delas promover o emprego.
Um Banco Central normal imprime notas, se for necessário, dentro de um certo limite, e empresta dinheiro ao Estado a zero por cento de juros.
Ora o BCE é um falso Banco Central, que está proibido de emprestar dinheiro directamente aos Estados em condições normais. É obrigado a emprestar a bancos privados para estes ganharem com a intermediação. Assim o BCE emprestou dinheiro aos bancos privados a 1% para estes emprestarem ao Estado da Itália a 7%. É uma intermediação desnecessária e parasitária, altamente imoral.
Só empresta dinheiro directamente aos Estados em casos de «resgate» e a juros de 4%, a troco de uma política recessiva, que já arruinou a Grécia e está a arruinar Portugal. Portugal como «bom aluno da troika (FMI, CE e «BCE») está a aplicar medidas (recessivas) suicidárias que dão efeito contrário ao pretendido, que o estão a aproximar, perigosissimamente, da Grécia.
Sem a transformação do BCE num Banco Central semelhante à Reserva Federal dos EUA a moeda euro corre o risco de implodir e de fazer implodir a União Europeia.
Neste momento o país mais hostil à transformação do BCE num Banco Central autêntico é a Alemanha. Mas a Alemanha é especialista em provocar catástrofes na Europa.
Não foi a esperteza dos alemães que deu origem ao ilegítimo e perverso «BCE», foi um erro colectivo de todos os seus fundadores. Os alemães contra todos os outros fundadores do euro e do «BCE» nada podiam fazer. Os alemães estão é a aproveitar-se desse erro colectivo.
O teórico que está por detrás das actuais políticas neoliberais é o norte-americano da Universidade de Chicago, Milton Friedman (1912-2006), fascista assumido, que recebeu o prémio do Banco Central da Suécia. Os neoliberais corromperam o significado da palavra liberal, Friedman era comprovadamente fascista, apoiante do regime fascista de Pinochet ao ponto de ter sido conselheiro pessoal do assassino e ladrão Pinochet.
Para os ditos neoliberais a liberdade é a liberdade de os patrões explorarem os trabalhadores para níveis o mais próximos possível da escravatura. É também a liberdade de a burguesia financeira estar acima do Estado sem qualquer supervisão estatal sobre as suas falcatruas. O melhor exemplo disto é o Banco Goldman Sachs que vendeu de má-fé produtos tóxicos aos seus clientes, burlando-os e depois apostou na AIG contra os tais produtos tóxicos que vendeu. A AIG foi à falência, mas foi resgatada da falência pelos contribuintes norte-americanos, e pagou ao Goldman Sachs as referidas falcatruas do Goldman Sachs.
Ainda por cima, BaracK Obama, uma grande desilusão, colocou no poder aqueles e aquelas que provocaram a crise de 2008 ou que apoiaram os procedimentos que desencadearam a crise de 2008. E convém não esquecer que os professores de economia das principais universidades norte-americanas, recebem fortunas dos bancos, muitíssimo superiores aos seus vencimentos de docentes, para ensinarem o que os bancos querem que eles ensinem e para apoiarem, publicamente, as práticas corruptas dos bancos que os financiam.

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