segunda-feira, 10 de setembro de 2012

PORTUGAL EM RETROCESSO CIVILIZACIONAL


A seguir à Revolução de 25 de Abril de 1974 foram criados os subsídios de férias e de Natal. Para as entidades patronais é mais ou menos indiferente dividir o salário anual de um trabalhador por 12 ou por 14 meses. Dividindo por 14 a entidade patronal até pode aplicar durante 6 meses o montante do subsídio dos empregados quer de férias quer de Natal e investir com alguma rentabilidade esse montante.
Para o assalariado a existência do subsídio de férias e de Natal tem um efeito disciplinador. Assim o assalariado habitua-se a esses subsídios e constrói um estilo de vida baseado no que recebe mensalmente. Faz assim poupança, ao fim de 6 meses já poupou para umas férias melhores, e para compensar alguns pequenos desvios nas despesas. E no Natal até pode investir algum dinheiro, nem que seja num depósito a prazo.
Pedro Passos Coelho não tem inteligência suficiente para ser primeiro-ministro, nem tem sensibilidade social, nem tem a noção da equidade nos sacrifícios.
Estamos a assistir a uma «révanche» contra os direitos adquiridos pelos trabalhadores, desde 25 de Abril de 1974, por parte da alta burguesia.
A política de Passos Coelho é profundamente classista, favorável ao Capital e contra o Trabalho.
Os homens e mulheres jovens começam a dar uma resposta demolidora a esta ausência de esperança no futuro, reproduzindo-se menos, o que leva a uma diminuição significativa da natalidade e da população.
A União Europeia está a tornar-se uma desunião em que os países mais exportadores se servem da Zona Euro para conseguirem mais compradores para os seus produtos.
O «BCE» ao ser um falso Banco Central, não tem legislação que o obrigue a actuar como um verdadeiro Banco Central. E assim não defende os Estados da moeda euro quando precisam. A prazo, a Zona Euro e a própria União Europeia podem colapsar, se o «BCE» não se tornar um autêntico Banco Central, com deveres para com todos os Estados da Zona Euro.
O «BCE» ao ser um falso Banco Central não tem meios de enfrentar uma crise financeira e económica.
Ser da Zona Euro, para cada vez mais países, está a tornar-se, na prática, um retrocesso civilizacional.

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