sábado, 8 de setembro de 2012

PASSOS COELHO OU A ESTUPIDEZ NO PODER


Passos Coelho está a empobrecer os compradores, destruindo assim o mercado interno. Em Portugal há muitas empresas exportadoras, mas só cerca de 100 (cem) exportam mais de metade da produção. Quer isto dizer que a maioria das empresas exportadoras também precisam do mercado interno, porque embora ganhem muito dinheiro com as exportações, precisam de vender mais de metade da produção no mercado interno.
E quem faz funcionar o mercado interno, são, obviamente, os compradores dos produtos.
Ora, a maioria esmagadora dos compradores no mercado interno pertencem às classes médias e às classes abaixo das classes médias. O que este governo está a fazer é empobrecer as classes médias e as classes abaixo das médias. Dentro das chamadas classes médias vão escapando a estas medidas de empobrecimento algumas das chamadas classes médias altas.
As classes sociais estão como que numa pirâmide com escadas. Quanto mais escalões houver para o IRS maior é a justiça fiscal. Ao reduzir o número de escalões do IRS o governo vai promover a «ricos» muitos portugueses individuais ou famílias, mas no pior sentido da «promoção a ricos», porque vão ser promovidos «a ricos» sem o serem, para pagarem mais impostos. Isto é, são «promovidos a ricos» para ficarem mais pobres, de facto.
Passos Coelho não quer saber do Tribunal Constitucional para nada. Ora, em vez de ir buscar dinheiro ao Capital como sugere o acórdão do Tribunal Constitucional sobre os cortes nos subsídios de férias e de Natal só para alguns, mantém esses cortes para quem recebe pensões de reforma e ainda por cima dá ao Capital cerca de 2 300 milhões de euros. Em vez de tributar o Capital dá dinheiro ao Capital. E esse dinheiro é extorquido aos assalariados e aos reformados.
«O primeiro-ministro anunciou» em 7 de Setembro de 2012 «que os trabalhadores passam a pagar 18% para a segurança social e as empresas vêem a contribuição obrigatória reduzida para o mesmo valor.»

«Em declaração ao País em directo nas televisões, Pedro Passos Coelho anunciou duas medidas a aplicar no Orçamento de 2013: o aumento das contribuições dos trabalhadores para a Segurança Social (SS) para os 18% (actualmente este valor é 11%) e a redução da contribuição obrigatória das empresas para a SS dos atuais 23,75% para, igualmente, 18%.
Esta medida, afirmou o primeiro-ministro, aplicar-se-á tanto aos trabalhadores do sector privado como do sector público.
Quanto a estes, e após o Tribunal Constitucional ter vetado o corte dos dois subsídios (férias e Natal) do próximo ano, Passos afirmou que o Governo irá pagar um deles, mas dividindo-o por 12 meses. Valor que será 'absorvido' pelo aumento da contribuição para o seu esquema de protecção social, que grosso modo equivale ao corte de um mês de salários.
Já quanto aos pensionistas, disse Passos, os anunciados cortes nos dois subsídios manter-se-ão.» (In «Diário de Notícias» net)
Os mais sacrificados de todos são os pensionistas, numa clara confrontação com o Tribunal Constitucional.
Passos Coelho, além de muito estúpido e de perversamente injusto, é meio louco, está a levar a maioria dos portugueses e Portugal para o abismo.

Até João Proença, o sindicalista que mais tem traído os trabalhadores no seu colaboracionismo com o governo PSD-CDS, nas leis contra os trabalhadores, está contra estas novas medidas de Passos Coelho.
«As medidas de austeridade anunciadas na sexta-feira pelo Governo são "profundamente injustas", na opinião de João Proença, secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), que critica duramente os sacrifícios exigidos aos trabalhadores e pensionistas.

"São medidas profundamente injustas, que certamente chocaram todos os trabalhadores e pensionistas, ao exigir-lhes um esforço extraordinário e injustificado, até porque vão contribuir para o aumento do desemprego", afirmou João Proença, à margem do Fórum 2012 da Federação Nacional de Educação (FNE), em Lisboa.
O líder sindical reforçou que as novas medidas de austeridade "não vão criar mais emprego", mas antes "beneficiar alguns grandes grupos económicos de distribuição, como a Sonae, a Jerónimo Martins, e também a banca".
Na sua opinião, as pequenas e médias empresas (PME) não irão colher benefícios destas medidas.
"O que o Governo fez foi retirar recursos aos trabalhadores para dar lucro a algumas grandes empresas", realçou.
Questionado se estas medidas resultam de uma imposição da 'troika', João Proença considerou que "terá sido um misto de imposição da troika e do desejo do governo", acrescentando que "a 'troika' não queria aumento de impostos e o Governo arranjou uma medida que é um aumento disfarçado de impostos".» (In «Diário de Notícias» net)
Entretanto a alta burguesia vai cantando e rindo.

Sem comentários:

Enviar um comentário