terça-feira, 18 de setembro de 2012

O TRABALHO LIBERTA - ESTA É A MELHOR FRASE DOS ALEMÃES ENQUANTO POVO EM TODA A HISTÓRIA DA ALEMANHA


O TRABALHO LIBERTA – TERÁ ÂNGELA MERKEL MANDADO DIZER A DURÃO BARROSO

«A Comissão Europeia condicionou hoje o desembolso da próxima tranche do empréstimo a Portugal ao cumprimento integral da quinta revisão do memorando de entendimento, que incluiu a redução Taxa Social Única (TSU), “proposta pelo Governo”.

Questionado hoje em Bruxelas sobre a polémica em Portugal em torno da medida sobre a TSU e a possibilidade de um caminho alternativo, tal como sugerido na véspera pelo próprio líder do CDS-PP, Paulo Portas, o porta-voz dos Assuntos Económicos e Monetários escusou-se a “especular sobre um espaço de manobra” para substituir esta medida por outras, preferindo sublinhar que “o facto é que esta medida foi uma das acordadas no quadro da última revisão” do programa de ajustamento, tendo de resto sido colocada em cima da mesa pelas autoridades portuguesas.

Simon O’Connor indicou que o relatório final da missão da ‘troika’ será elaborado “nas próximas semanas”, e será com base no mesmo que o Eurogrupo (ministros das Finanças da zona euro) “vai tomar uma decisão formal sobre o desembolso da nova tranche, na sua próxima reunião”, agendada para 08 de Outubro, no Luxemburgo.

Quando questionado sobre se o desembolso está então dependente do cumprimento da redução da TSU, o porta-voz do comissário Olli Rehn insistiu que “o próximo desembolso está dependente do sucesso da revisão” do memorando de entendimento, e o relatório sobre o cumprimento integral das medidas “terá que ser assinado pelos ministros das Finanças da zona euro”.

Comentando a redução da TSU que tanta polémica tem criado em Portugal, merecendo não só a oposição do principal partido da oposição, o PS, como também diferentes posições entre os partidos da coligação, PSD e CDS-PP, Simon O’Connor observou que “esta medida foi proposta pelo Governo”, de modo a compensar outras consideradas irregulares pelo Tribunal Constitucional, e “visa aumentar a competitividade das empresas portuguesas, para melhorar a sua capacidade em termos de exportações, mas também de criação de emprego”.

“Visa criar mais empregos e tem de ser vista - e isto é muito importante na perspectiva da Comissão Europeia -, deve ser vista no contexto de um conjunto global de medidas que visam aumentar a competitividade na economia portuguesa”, afirmou.» (In jornal «i» net)
Esqueceu-se foi do recado de Ângela Merkel - «O TRABALHO LIBERTA», «ARBEIT MACHT FREI».


«O PCP acusou hoje a Comissão Europeia de fazer uma "lamentável ingerência" nos assuntos internos de Portugal, através de "ameaças", e defendeu que Portugal tem de ver-se livre rapidamente das ‘troikas' nacional e internacional.

A posição dos comunistas foi transmitida por José Lourenço, membro da comissão de assuntos económicos, após a Comissão Europeia ter condicionado a transferência da próxima ‘tranche’ para Portugal ao cumprimento integral dos objectivos da quinta revisão do memorando.

"As declarações da Comissão Europeia representam uma lamentável ingerência no nosso país, sendo uma pressão intolerável sobre o nosso povo. Uma vez mais, o PCP chama a atenção para a necessidade de o país se ver livre destas ‘troikas' internacional e nacional", declarou José Lourenço.

O dirigente do PCP referiu depois que este conjunto de entidades internacionais, através do financiamento externo, "condicionam as políticas económicas e sociais prosseguidas em Portugal, pondo em causa a soberania nacional".

"Dois dias depois das grandiosas manifestações que se verificaram na sábado passado, enquanto o Governo e as forças da direita se mantêm silenciosos, do lado de Bruxelas há ameaças", acrescentou.» (In jornal «i» net)



«O BE acusou hoje a Comissão Europeia de fazer "chantagem" a Portugal ao condicionar o desembolso da próxima tranche do empréstimo ao cumprimento integral da quinta revisão do memorando, incluindo a redução da taxa social única (TSU).

A posição do Bloco de Esquerda foi transmitida aos jornalistas na Assembleia da República pela dirigente e deputada do Bloco de Esquerda Ana Drago, que também desafiou o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, a esclarecer "se está do lado dos trabalhadores e das empresas portuguesas, que rejeitam as mudanças na TSU, ou se está do lado" da chanceler germânica Ângela Merkel.

Questionado hoje em Bruxelas sobre a polémica em Portugal em torno da medida sobre a TSU e a possibilidade de um caminho alternativo, tal como sugerido na véspera pelo próprio líder do CDS-PP, Paulo Portas, o porta-voz dos Assuntos Económicos e Monetários da Comissão Europeia escusou-se a "especular sobre um espaço de manobra" para substituir esta medida por outras.

Em contrapartida, Simon O'Connor, responsável comunitário, salientou que a medida para a redução da TSU "foi uma das acordadas no quadro da última revisão" do programa de ajustamento, tendo de resto sido colocada em cima da mesa pelas autoridades portuguesas.

Perante esta posição de Bruxelas, Ana Drago acusou o Governo de "ter dado de borla a destruição da economia portuguesa nas recentes negociações" com a ´troika' (Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional), "porque essa medida [da TSU] foi proposta pelo Governo".

"O país já respondeu a essa medida com uma esmagadora moção de censura, com manifestações em muitas cidades do país, demonstrando que os portugueses recusam nomeadamente as mexidas na TSU. Temos um Governo isolado, com desentendimentos manifestos internamente, e a Comissão Europeia veio hoje fazer esta declaração de chantagem sobre todos os cidadãos, sobre um país que conhece a sua economia e que não aceita caminhar para o empobrecimento e para a recessão", declarou Ana Drago.

Ana Drago, além de considerar "inaceitáveis" as declarações da Comissão Europeia, disse que está também em causa "saber quem elegeu Pedro Passos Coelho".

"É preciso saber se o Governo representa a vontade dos portugueses, dos seus trabalhadores e das suas empresas, ou se pelo contrário representa os interesses da senhora Merkel, que acha que Portugal deve ser um país pobre e que quer fazer com ele uma espécie de experiência académica com base nas receitas do neoliberalismo - receitas que claramente não estão a resultar", acrescentou a dirigente do Bloco de Esquerda.» (In jornal «i» net)

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