domingo, 2 de setembro de 2012

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA MORSI FEZ MUDAR MUITO O EGIPTO



«A colisão entre o governo da «Irmandade Muçulmana» (IM), do presidente Mohamed Morsi, e a Junta Militar, comandada pelo marechal Moahamed Tantawi (…) resolveu-se de forma imprevisível a favor da confraria islâmica mediante um ‘contragolpe suave’ que depôs o ministro da defesa (marechal Tantawi) e o segundo homem forte da junta, Sami Anan, aproveitando os graves incidentes junto à fronteira do Sinai com Israel, que provocou a morte de vários guardas egípcios.

Morsi (…) aplicou um ‘contragolpe suave’. (…) A dissolução do recentemente eleito Parlamento com maioria da «Irmandade Muçulmana» dissolvido pela Junta Militar, a redacção da nova Constituição, e o controle do Poder Judicial manobrado pela junta e que podia causar problemas legais ao presidente, deram origem ao contragolpe presidencial.

Conforme se afirma no poder, Morsi terá margem de manobra para controlar os serviços secretos (…).
A depuração da cúpula dos omnipotentes serviços secretos por Morsi significou o início do seu ‘contragolpe suave’ contra os multigolpistas da Junta Militar.
(…) É de assinalar a aproximação da «Irmandade Muçulmana» do Egipto e dos seus aliados palestinianos do Hamas (…).

Mais (…) com a Irmandade Muçulmana e Morsi no poder mais se notará o regresso do Egipto ao primeiro plano da política no Médio Oriente (…) que se reflectiu espectacularmente na sua primeira visita global à China e o seu reposicionamento nos três vectores sub-regionais:
1)  Afastamento das monarquias petrolíferas sunitas da Arábia Saudita e do Quatar.
2) Reconciliação com o Irão (…).
3) A sua recente incrustação no conflito sírio com uma proposta viável de «solução islâmica» com as quatro potências regionais Egipto, Irão, Turquia e Arábia Saudita.» (In «Red Voltaire»)

Sem comentários:

Enviar um comentário