quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A CRISE DA ZONA EURO E DA UNIÃO EUROPEIA


A crise da Zona Euro e da União Europeia foi importada dos Estados Unidos.
Foi a alta burguesia financeira dos EUA que desencadeou a crise de 2008-2012, porque foi colocada acima da lei, acima do Estado, porque podia fazer falcatruas como foi o caso do Banco Goldman Sachs, porque não havia fiscalização das suas falcatruas. Ora a crise financeira de 2008 nos Estados Unidos foi uma crise do neoliberalismo. Ela existiu por não haver supervisão do Estado sobre as falcatruas da alta burguesia financeira.
Sendo o Banco Goldman Sachs um centro de falcatruas bem sucedidas, aqueles que por lá passaram são diplomados em falcatruas, como o Mário Draghi, o Mário Monti, o António Borges e muitos outros.
São os causadores da crise que propõe soluções para a crise que eles de má-fé provocaram. O Banco Goldman Sachs vendeu produtos tóxicos aos seus clientes burlando-os e apostou na Companhia de Seguros AIG contra os produtos que vendeu aos seus clientes, porque sabia que eram produtos fraudulentos, e apesar da falência da AIG conseguiu o saque projectado e pretendido.
Mário Draghi foi vice-presidente e director executivo do Goldman Sachs e também membro da comissão de gestão do banco, comprovadamente fraudulento.
Dantes entrava-se para União Europeia para melhorar a qualidade de vida das populações. Hoje a União Europeia é um centro de empobrecimento e de retrocesso civilizacional, devido à ideologia neoliberal, devido às práticas baseadas no neoliberalismo.
É curioso este artigo a seguir defendendo e realçando o papel da União Europeia como centro produtor de empobrecimento, de sofrimento e de retrocesso civilizacional.

«Dá-lhes Angela, dá-lhes. Com força!!!»

17 Setembro 2012 | 23:30
Camilo Lourenço - camilolourenco@gmail.com

«O que vale é que, apesar da dimensão da tragédia (a troca de mimos), ainda vamos tendo quem nos faça descer à terra. Como Angela Merkel, que ontem fez o favor de nos recordar que o programa de ajustamento é para cumprir.
O último fim-de-semana foi uma excelente oportunidade para os crentes, onde me incluo, caírem na real e perceberem o quão irresponsáveis somos. Não, não foi pelas manifestações. As manifestações, desde que não violentas, não são problema (embora gostasse que os manifestantes tivessem saído à rua quando os analistas começaram a alertar para onde nos levava o despesismo dos últimos anos...). Refiro-me à inqualificável troca de palavras entre os dois partidos da coligação, confirmando que o governo está a prazo.

O que vale é que, apesar da dimensão da tragédia (a troca de mimos), ainda vamos tendo quem nos faça descer à terra. Como Angela Merkel, que ontem fez o favor de nos recordar que o programa de ajustamento é para cumprir. Aliás, vai sendo tempo de nós, portugueses, percebermos que estamos agarrados a um ventilador. E que o ventilador não é nosso. Ou fazemos o possível por começar a respirar pelos nossos meios, ou alguém desliga a máquina. Como ficou subentendido pelo "aviso" de Bruxelas sobre o OE de 2013...

A condicionalidade a que estamos sujeitos incomoda? Claro. Mas a chanceler que impôs, a custo, ao seu país a intervenção ilimitada do BCE no mercado de dívida (que não significa outra coisa senão mutualizar o risco) tem todo o direito de ficar incomodada quando uns pigmeus da periferia desatam a cuspir-lhe no prato... greek style. Mais: se estamos tão incomodados com a condicionalidade, quanto mais depressa pusermos a casa em ordem, melhor. Mais depressa sai de cá a Troika (embora suspeite que é melhor ela continuar por aqui). Até lá... "Dá-lhes Angela, dá-lhes. Com força!". Se não aprendem a bem, aprendem a mal.»

«camilolourenco@gmail.com» (In jornal «negócios ONLINE»)

«Os pigmeus da periferia» são os portugueses. Ora o Luxemburgo é muito mais pequeno do que Portugal e tem uma qualidade de vida muito superior à da Alemanha e dos Estados Unidos. Os «pigmeus» do Luxemburgo têm uma qualidade de vida muito superior à dos alemães e dos norte-americanos. Quer isto dizer que a qualidade de vida de um país pequeno pode ser superior à qualidade de vida de um país médio, que é a Alemanha (357 051 Km2), ou de um país grande, que são os Estados Unidos, com uma área de 9 826 675 Km2, com cerca de 314 397 000 de habitantes (no início de 2012) e com um PIB nominal em 2011 de 15 094 025 milhões de U. S. dólares, segundo dados do FMI.

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