quinta-feira, 30 de agosto de 2012

RTP – O FANATISMO PRIVATIZADOR NEOLIBERAL



Um indivíduo de carreira mais que duvidosa nas finanças internacionais disse na TVI, um tal Borges, rico, bem pago, desonesto, hipócrita e parvo, disse que a RTP 1 ia ser concessionada a privados e o canal 2 fechado. Pensa que todos os outros são parvos. Devia era ter como assessor o Medina Carreira.
Não se percebe bem por que Portugal passará a ser um dos poucos países do Mundo, se aquilo que o Borges disse se concretizar, sem uma televisão e uma rádio estatais.
Este Borges é proprietário agrícola no concelho de Alter do Chão, onde é presidente da Assembleia Municipal.
Licenciou-se em Finanças, em 1972, no antigo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade Técnica de Lisboa, e depois seguiu a chamada carreira da vigarice «legal». Foi para os Estados Unidos, em 1976. Aí adquiriu os graus académicos de Mestre e Doutor em Economia, o último dos quais em 1980, na Universidade de Stanford. No mesmo ano iniciou funções docentes no Institut National Supérieur Européen de l'Administration des Affaires (INSEAD), em França.
Assumiu a função de Vice-Governador do Banco de Portugal e leccionou na Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa, de 1990 a 1993. Nesse ano regressou ao INSEAD, tornando-se seu director, até 2000. Entre 2000 e 2008 foi Vice-Presidente do Conselho de Administração do Banco Goldman Sachs International (a maior concentração de vigaristas ditos «legais») em Londres.
Arranjou uns tachos na Administração do Citibank, BNP Paribas, Petrogal, Sonae, Jerónimo Martins, Cimpor e Vista Alegre.
Em 2010 conseguiu arranjar o tacho de director do Departamento Europeu do Fundo Monetário Internacional. É professor catedrático convidado da Faculdade de Ciências Económicas e Empresariais da Universidade Católica Portuguesa, Presidente do Instituto Europeu de Corporate Governance e administrador da Fundação Champalimaud. Borges é membro do Partido Social Democrata, onde foi vice-presidente da Comissão Política Nacional, entre 2008 e 2010.
Este Borges, com o tacho no FMI, impôs condições brutais a Portugal, que conduziram a esta caminhada para o abismo em que estamos.
Borges com a sua riqueza, graus académicos e tachos na vigarice «legal» é como que um ‘Madoff legal’.
Ora, a maioria dos portugueses que votaram no partido do Borges nem são ricos nem estão habituados a tachos. Mas votaram no oposto do que eles são. Agora que aguentem o Borges, votaram no partido dos milionários e são pobres, e cada vez estão a ficar mais pobres.

«A crise económica de 2008-2012, também chamada de Grande Recessão, é um desdobramento da crise financeira internacional precipitada pela falência do tradicional banco de investimento estadunidense Lehman Brothers, fundado em 1850. Em efeito dominó, outras grandes instituições financeiras quebraram, no processo também conhecido como "crise dos subprimes".
De todo modo, a quebra do Lehman Brothers foi seguida, no espaço de poucos dias, pela falência técnica da maior empresa seguradora dos Estados Unidos da América, a American International Group (AIG). O governo norte-americano, que se recusara a oferecer garantias para que o banco inglês Barclays adquirisse o controle do cambaleante Lehman Brothers, alarmado com o efeito sistémico que a falência dessa tradicional e poderosa instituição financeira - abandonada às "soluções de mercado" - provocou nos mercados financeiros mundiais, resolveu, em vinte e quatro horas, injectar oitenta e cinco mil milhões de dólares de dinheiro público na AIG para salvar as suas operações. Mas, em poucas semanas, a crise norte-americana já atravessava o Atlântico: a Islândia estatizou o segundo maior banco do país, que passava por sérias dificuldades.
As mais importantes instituições financeiras do mundo, Citigroup e Merrill Lynch, nos Estados Unidos; Northern Rock, no Reino Unido; Swiss Re e UBS, na Suíça; Société Générale, na França declararam ter tido perdas colossais em seus balanços, o que agravou ainda mais o clima de desconfiança, que se generalizou. Para evitar o colapso, o governo norte-americano reestatizou as agências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac, privatizadas em 1968, que agora ficarão sob o controle do governo por tempo indeterminado.»

O Banco Goldman Sachs apostou na AIG contra produtos tóxicos que vendeu aos seus clientes, de má-fé, pois burlou-os. E essa manobra fraudulenta do Banco Goldman Sachs foi recompensada, pois recebeu dos contribuintes norte-americanos uma colossal fortuna fraudulenta que a AIG falida não lhe podia dar.
Os principais professores catedráticos de Economia das universidades dos Estados Unidos ganham fortunas extra, incomparavelmente superiores aos salários de docentes, dos grandes bancos para ensinarem o que os grandes bancos querem que eles ensinem, e para apoiarem publicamente, os interesses desses grandes bancos.
Barack Obama, a grande desilusão, tem na sua administração, em posições chave, aqueles e aquelas que desencadearam ou que apoiaram os procedimentos que desencadearam a crise financeira que rebentou em 2008.

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