sexta-feira, 17 de agosto de 2012

BARBÁRIE NA ÁFRICA DO SUL PARA DEFENDER CAPITALISTAS INGLESES, CENA NEO-COLONIAL AO ESTILO DO APARTHEID
















A barbárie do Apartheid voltou à África do Sul, desta vez para defender o sacrossanto capitalismo, e os santos capitalistas ingleses, e a polícia actuou como se fosse constituída por cipaios, ao serviço dos amos ingleses.


«A cena era muito comum nos anos em que a África do Sul era dominada pelo regime segregacionista do Apartheid. De armas na mão, policiais observam os corpos de manifestantes no chão, ensanguentados, após o protesto ser “contido” pelas autoridades. Nos anos 1990, os policiais eram brancos e, os mortos, todos negros lutando por igualdade. Hoje, os corpos continuam sendo de negros, mas muitos policiais também são. O conflito não é racial, mas trabalhista. É a África do Sul de 2012, livre do atroz regime da supremacia branca, mas ainda flagelado pela desigualdade e por um mercado de trabalho cruel.
A chacina desta quinta-feira 16 ocorreu nas minas de Marikana (a 40 quilômetros de Johannesburgo), onde a empresa britânica Lonmin obtém 96% da platina que exporta para todo o mundo. As cenas jogaram os sul-africanos mais de uma década para trás. Em trajes de choque e fortemente armados, os policiais montavam barricadas com arame farpado quando foram flanqueados por grupos de trabalhadores, muitos deles armados com machetes, lanças e outras armas improvisadas. A polícia, então, abriu fogo contra os manifestantes. Após a salva de tiros, pelo menos sete corpos ficaram no chão. A agência Reuters afirmou que até 18 pessoas podem ter sido assassinadas. As autoridades de saúde e segurança se recusaram a comentar.» (In «Carta Capital» net)

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