terça-feira, 14 de agosto de 2012

A ECONOMIA PORTUGUESA EM 2 ANOS ANDOU PARA TRÁS 13 ANOS

A economia portuguesa andou para trás 13 anos em apenas dois anos. Para a troika é um grande sucesso, como para o governo PSD-CDS.
Este empobrecimento de Portugal imposto pela troika é para a troika externa um grande sucesso. Para a troika interna é um sucesso para o PSD e para o CDS. O PS diz que está mal, mas entra em contradição, porque não votou contra as medidas que estão a arruinar a maioria dos portugueses.
O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 3,3 por cento no segundo trimestre de 2012, resultado do empobrecimento da procura interna. Os cortes inconstitucionais nos subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos (não todos, exceptuam-se alguns tachos PSD e CDS), de algumas empresas estatais e dos pensionistas do Estado e também do sector privado, ajudou muitas empresas a irem à falência por falta de compradores.
Portugal vai pelo caminho da Grécia, aliás em toda a União Europeia, pior que Portugal só a Grécia.
Uma estimativa hoje divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostra que o PIB português caiu a um ritmo mais acentuado entre Abril e Junho. A variação homóloga (relativamente ao mesmo trimestre de 2011) foi -3,3 por cento, a pior desde o primeiro semestre de 2009

«A procura interna entre 2010 e 2012 deverá cair cerca de 10 por cento do PIB de 2010, em termos nominais», afirmou ontem à Agência Lusa o economista Ricardo Cabral, da Universidade da Madeira. «Em termos reais, voltaremos ao nível de procura interna registado no início de 1999, ou seja, de quando o euro foi introduzido. Em dois anos, esta importante medida da actividade económica irá regredir treze anos.»

O INE divulgou a “Evolução do Sector Empresarial em Portugal 2004/2010”. Os dados dessa publicação mostram que as grandes empresas (empresas com mais de 250 trabalhadores e com um volume de negócios superior a 50 milhões de euros/ano) estão a obter elevados lucros.
As falências atingem sobretudo as pequenas e médias empresas. As grandes empresas, muitas delas são estratégicas e actuam em quase monopólio, como é o caso da EDP, por exemplo. Outras vão pagar os impostos para a Holanda, como é o caso da cadeia de supermercados «Pingo Doce».

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