terça-feira, 10 de julho de 2012

RELVAS GATE III

Um governo de traidores à sua pátria, um governo que é contra os «eurobonds», porque seriam excelentes para Portugal, e maus para a Alemanha,
só lhe falta nomear Miguel Relvas para Ministro da Educação.

É muito curioso o facto de no processo de Miguel Relvas na Universidade Lusófona não constar cadeira a cadeira a fundamentação especificada, das razões pelas quais o aluno Relvas não teve que fazer 32 (trinta e duas) das 36 (trinta e seis) exigidas para a licenciatura.

«Licenciatura de Relvas. Lusófona divulga composição do Conselho Científico do curso
Por Jornal i com Lusa, publicado em 9 Jul 2012 - 19:15 |
A Universidade Lusófona divulgou hoje a lista dos 18 elementos do Conselho Científico do Departamento de Ciências Sociais e Humanas no ano letivo 2006/2007, data da licenciatura do ministro Miguel Relvas em Ciência Política e Relações Internacionais.
Segundo uma nota da Universidade Lusófona, enviada à agência Lusa, aquele conselho científico foi presidido por António Fernando Santos Neves.
Integrava ainda os professores doutores Zoran Roca, Teotónio R. Souza, Selma Calasans Rodrigues, Rita Ciotta Neves, Óscar de Sousa, Marco António d'Oliveira, Manuel Tavares Gomes, Machozi Bangale, Luis Manana de Sousa, José Grosso de Oliveira, José Braz Rodrigues, José Bernardino Duarte, Fernanda Neutel, Áurea Carmo Conceição e Artur Parreira.
A Universidade Lusófona esclarece também que a composição do Conselho Científico “não consta nunca do processo individual de nenhum aluno porque não constitui elemento do registo académico do mesmo". 
O jornal i já tinha, na semana passada, avançado com as notas que o ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares tinha obtido na Lusófona. Miguel Relvas obteve em todas as unidades curriculares em que teve equivalência por reconhecimento da sua experiência profissional, Miguel Relvas teve 10 e 11 valores. No certificado de final de curso da licenciatura do ministro, a que o i teve acesso em exclusivo, é possível verificar que as únicas disciplinas em que obteve notas superiores foram aquelas em que foi submetido a exame.
Tal como tinha sido anunciado pelo nosso jornal, Miguel Relvas obteve 32 equivalências e teve ainda de fazer exames a quatro disciplinas para poder concluir num ano a licenciatura em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Lusófona de Lisboa. No despacho assinado por Fernando Santos Neves, director do curso – que em 2006 também era reitor desta instituição de ensino privado -, são descritos todos os cargos e funções públicas ou privadas desempenhados pelo governante que serviram para justificar as unidades de crédito que lhe foram concedidas para a sua inscrição e matrícula no curso.
Os cargos públicos que Miguel Relvas ocupou desde os seus 26 anos valeram-lhe a equivalência a 14 disciplinas. De acordo com o documento que o i teve acesso, a sua avaliação das “competências adquiridas ao longo da vida” teve em conta os nove cargos que o ministro ocupou seja como membro da delegação portuguesa da NATO, entre 1999 a 2002 ou como secretário da direcção do grupo parlamentar do PSD entre 1987 e 2001.
Os cargos políticos desempenhados, por seu turno, permitiram a Relvas obter equivalências a três disciplinas do 2.º ano e ainda a mais uma do 3.º ano. Por fim, a avaliação do “exercício de funções privadas, empresariais e de intervenção social e cultural” permitiram ao antigo aluno da Lusófona adquirir equivalências a mais 15 disciplinas.
Foi portanto com esta avaliação que Miguel Relvas foi admitido no curso, tendo contudo realizado quatro exames para que pudesse concluir o 1.º ciclo de estudos (licenciatura). Segundo o certificado de habilitações do ministro a que o i teve também acesso, o aluno fez as provas nas cadeiras de Quadros Institucionais da Vida Económico-Político-Administrativo, do 3.º ano (12 valores), Introdução ao Pensamento Contemporâneo, do 1º ano (18 valores), Teoria do Estado, da Democracia e da Revolução, do 2.º ano (14 valores) e ainda Geoestratégia, Geopolítica e Relações Internacionais II, do 3.º ano (15 valores).
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Comentários
Por nelsun bright (não verificado) | 10 Julho, 2012 - 03:40
Claro que concordo. Apenas kA bem da transparência e da meritocracia? Neste sistema de cunhas, laços de afectividade, registo de competências profissionais tão ancestral, de poderes que muitos ainda não julgaram (poder da beleza física, poder do capital, etc.) Como se ousa falar de "MERITOCRACIA"?
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Por Anónimo (não verificado) | 9 Julho, 2012 - 22:51
Relvas para Ministro da Educação, já!
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Por Anónimo (não verificado) | 9 Julho, 2012 - 22:26
Pelo contrário, ele tem muito mais QI que um simples pardal!!! (QI, Quem Indica)
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Por Beatriz Pereira (não verificado) | 9 Julho, 2012 - 22:15
A bem da transparência e da meritocracia, sugiro que sejam solicitados, publicados e analisados os CV dos nomeados para o Gabinete da Senhora Secretária de Estado da Administração Patrimonial e Equipamentos do Ministério da Justiça.
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Por Anónimo (não verificado) | 9 Julho, 2012 - 19:48
Se estudas e tens média de 19 entras em medicina. Se acabas a faculdade com 17 pagam-te 4€ à hora. Se tens o QI de um pardal mas tens amigos, ausência de fibra moral e uma veia para o crime és ministro. Parabéns P. Coelho! Diz-me com quem andas que digo-te quem és!»



P.S. No blog de Direita, altamente reaccionária, «O Insurgente» dizem que o PSD é socialista, talvez por privatizar tudo o que pode como as águas e a REN.
Escrevi lá um comentário, que não sei se passará na Censura, por isso coloco-o a seguir sobre fundo azul claro:
Portugal seria socialista se pusessem o Relvas a Ministro da Educação.

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