sexta-feira, 13 de julho de 2012

OS RENDIMENTOS DO CAPITAL E OS SACRIFÍCIOS

A maneira mais justa de o Estado arranjar dinheiro é ir buscá-lo onde o há, isto é, aos rendimentos do Capital.
Ainda pouca gente fala no fulcro das causas da crise da Zona Euro, que é o facto de a moeda euro não ter um Banco Central, no sentido correcto do termo. Um Banco Central no sentido correcto do termo é a Reserva Federal dos Estados Unidos. Essa ausência de um verdadeiro Banco Central para a moeda euro, a prazo, irá conduzir à implosão da Zona Euro, de toda a Zona Euro.
O ilegítimo «BCE» é um Banco capturado pela alta burguesia financeira da Zona Euro. Aqui vai a prova desta afirmação. Em condições normais o falso «Banco Central Europeu» está proibido de emprestar, directamente, dinheiro aos Estados da moeda euro. É obrigado a emprestar o dinheiro aos banqueiros privados, que são intermediários inúteis e danosos. Para o Estado da Itália receber um empréstimo do falso «Banco Central Europeu», o tal «BCE» foi obrigado a arranjar uns intermediários inúteis e danosos, que foram os banqueiros privados a quem emprestou o dinheiro a 1% de juros, para estes, de maneira criminosa, emprestarem esse mesmo dinheiro ao Estado da Itália a 7%!!! Ora este crime do falso «BCE» + banqueiros privados é um crime legal, porque está enquadrado por leis criminosas. Nem tudo o que é lícito é honesto, já se dizia na República Romana.
Depois os empréstimos «de favor» nos chamados «resgates» são empréstimos de usurários, ao Estado de Portugal esses usurários do falso «Banco Central Europeu», começaram a emprestar dinheiro a juros de 5%. Depois chegaram ao descaramento de emprestar dinheiro para voltar logo para trás, era só para pagar os juros da usura. E ainda por cima impõem condições de loucos, condições que são a destruição do mercado interno, o aumento brutal das falências e do desemprego, e o empobrecimento atá à fome, pois já há quem passe fome em Portugal. E ainda a agenda ideológica do falso «BCE» impõe uma política a favor dos capitalistas contra o resto da população, impõe o favorecimento do Capital contra os interesses do Trabalho.

«Numa entrevista conduzida pela jornalista Maria Flor Pedroso, Rui Moura Ramos explica que o acórdão do Tribunal Constitucional não se limita a criticar a diferença estabelecida entre o sector público e o sector privado no corte dos subsídios, apelidando de “simplistas” tais leituras.

“A crítica parte de um postulado errado. O acórdão não se baseia na comparação entre titulares de rendimentos de origem pública ou privada. Quando se está a chamar a atenção para a comparação entre público e privado está-se a fazer uma leitura redutora do acórdão. O acórdão fala de titulares de rendimento. Ora os rendimentos não são só públicos ou privados, porque antes de mais, esses são os rendimentos do trabalho e há outros rendimentos que estão em causa também, como os rendimentos do capital”, reitera Rui Moura Ramos.

Cortes nas subvenções aos partidos

Para o presidente do TC o principal problema da opção do actual Governo passa por as medidas de redução da despesa pública incidirem sobre um único tipo de rendimentos. Rui Moura Ramos defende, assim, que há mais formas de emagrecer as contas do Estado, cortando, por exemplo, nas subvenções aos partidos e taxando também os rendimentos do capital. “Na despesa pública há outra despesa que não a despesa que se traduz na redução do pagamento dos serviços prestados” pelo trabalho, acrescenta.» (In jornal «Público» o.-l.)

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