sexta-feira, 27 de julho de 2012

AS ESQUERDAS EUROPEIAS

Tradicionalmente criou-se a ideia de que a Esquerda da Internacional Socialista tinha «uma superioridade ética e moral» sobre os outros sectores da Esquerda Europeia.
Os valores éticos e morais do Partido Trabalhista Britânico estão bem espelhados na Tortura da Fome, praticada sobre os prisioneiros comunistas dos nazis, nos campos de concentração nazis ocupados pelos ingleses a seguir à II Guerra Mundial, e nos quais ainda meteram mais comunistas que saíram da clandestinidade, pensando que os democratas ingleses lhes iam dar liberdade, mas deram-lhes o mesmo tratamento que os nazis. (O conservador Winston Churchill perdeu as eleições de 5 de Julho de 1945, para o trabalhista Clement Attlee). Prenderam-nos e meteram-nos nos campos de concentração nazis que ocuparam e onde mantiveram a Tortura da Fome, conforme documentam estas fotografias divulgadas pelo jornal inglês «The Guardian» depois de ter derrotado, em tribunal, o famigerado tabalhista Anthony Blair,



responsável pelos mais selváticos Crimes de Guerra no Iraque ao lado de George W Bush.
Em 2012, de Damasco na Síria à cidade portuguesa da Amadora pode observar-se essa «superioridade ética e moral».
O falso socialista francês François Hollande, (o Tony Blair francês) apoia a invasão colonial da Síria pela NATO, oficialmente essa invasão não ocorreu, porque foi abortada pela Rússia, nomeadamente no Conselho de Segurança da ONU pelo veto duplo com a China às pretensões colonialistas da NATO. Mas está a ocorrer, mais ou menos clandestinamente, comandada a partir da Base Aérea da NATO de Incirlik na Turqia, com um exército de Contras subcontratados por Obama, Hollande, Cameron, Ângela Merkel e pelas Ditaduras Medievais do Quatar, da Arábia Saudita e do Bahrein, ao estilo dos Contras que invadiram a Nicarágua às ordens de Ronald Reagan.


Câmara Municipal da Amadora
Presidente
Joaquim Moreira Raposo (PS)

Vereadores:
Carla Maria Nunes Tavares (PS)
Vice-Presidente
Pelouros
: Áreas respeitantes à Educação, Ensino e Desporto
 Escolar;Departamento da Habitação (Realojamento, Parque 
 Habitacional Municipal e Estudos e Planeamento); Áreas 
 respeitantes à Acção Social; Departamento Financeiro;
 Áreas respeitantes à Juventude e Desporto; Saúde


Gabriel Alexandre Lorena de Oliveira (PS)
Pelouros: Área do Planeamento e Gestão de Comunicações, 
Transportes,Trânsito e Toponímia; Áreas de Obras
 Municipais; Produção e Manutenção da Rede Viária;
 Mobiliário Urbano e Publicidade; Espaços Verdes;
 Iluminação Pública; Saneamento Básico;
 Área da Gestão Urbanística


Rita Mafalda Nobre Borges Madeira (PS)
Pelouros: Área dos Recursos Humanos; Comissão de
 Protecção de Menores; Administração Geral; Serviço
 de Refeitórios e Bares Municipais; Área da
 Recuperação do Parque Habitacional Privado;
 Polícia Municipal; Gabinete de Apoio Jurídico


Eduardo Amadeu Silva Rosa (PS)
Pelouros: Ambiente e Higiene Urbana;
 Divisão de Equipamento Mecânico;
 Gestão do Estaleiro Municipal; Centro de
 Informação e Apoio ao Consumidor;
 Serviço Municipal de Protecção Civil;
 Serviço de Veterinário Municipal


António José da Silva Moreira (PS)
Pelouros: Turismo; Áreas respeitantes
 à Cultura e Equipamentos Culturais;
 Gabinete de Imprensa e Relações Públicas


«Santa Filomena: quatro perguntas à Câmara Municipal da Amadora

"A erradicação do núcleo degradado de Santa Filomena é uma etapa fulcral para atingir o objectivo de continuar a construir uma Cidade socialmente mais justa e territorialmente coesa no respeito e na prossecução dos interesses de todos os que nela habitam."

(Do comunicado da Câmara Municipal da Amadora,» ontem – 26 de Julho de 2012 - «divulgado).»

«Depois de cercar e impedir o acesso ao bairro, as escavadoras municipais deram hoje início às operações de despejo e demolição no Bairro de Santa Filomena. Das 46 famílias que ficarão sem casa no decurso desta operação, apenas 28 serão realojadas. Às restantes, a Câmara Municipal da Amadora limitou-se a propor o pagamento da viagem de repatriamento para Cabo Verde ou, em alternativa, o pagamento de três meses de renda no mercado livre. Todas as famílias recusaram a viagem de regresso e apenas 10, em óbvias circunstâncias de pressão e intimidação, se resignaram à efémera solução do cheque de arrendamento.

A situação económica e social dos moradores do bairro é gritante e o município certamente não a desconhece. Aliás, em nenhum caso é invocada, pela edilidade, a existência de situações económicas que tornem as famílias não elegíveis para efeitos de resposta social pública. Na página do colectivo Habita encontram-se exemplos de situações dramáticas em que vivem pessoas que hoje perderam a casa. Há por isso questões a que a câmara municipal tem de dar uma resposta clara:

1. Tratando-se de situações de alojamento idênticas, perante as quais pende a decisão de erradicação do Bairro de Santa Filomena, com que fundamento - política e socialmente aceitável - a CMA decidiu diferenciar a resposta às famílias abrangidas, realojando as que estavam inscritas pelo recenseamento de 1993 e colocando as restantes perante soluções precárias ou humanamente inaceitáveis?

2. Por que razão decidiu a Câmara ignorar, de forma consciente e ostensiva, as providências cautelares em curso, mesmo que delas apenas tivesse conhecimento não oficial?

3. Conhecendo a difícil situação que o país atravessa, e as condições socioeconómicas das famílias que moram no Bairro de Santa Filomena, como justifica a câmara a urgência em proceder à sua demolição, sem cuidar de garantir soluções perduráveis, justas e adequadas a todos os que nele habitam?

4. Porque é que nem sequer foi equacionada a possibilidade de realojar estas famílias no próprio bairro, na sequência da sua requalificação? Que contactos foram feitos com o Estado central tendo em vista obter apoios para resolver o problema?

Sem uma resposta precisa e substantiva a estas questões, o deplorável cinismo com que a Câmara Municipal da Amadora termina o seu comunicado de hoje pode ser traduzido numa frase simples: «operação de limpeza étnica» (e não, como se quer fazer crer, do início de um processo cor-de-rosa que conduzirá à construção de «uma Cidade socialmente mais justa e territorialmente coesa, no respeito e na prossecução dos interesses de todos os que nela habitam»)». (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

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