terça-feira, 31 de julho de 2012

OS SENHORES DA GUERRA DA NATO QUEREM CONQUISTAR A SÍRIA

Supostamente Barack Obama deveria respeitar a independência dos Estados Soberanos, conforme está escrito na Carta das Nações Unidas. Mas não respeita.

Esteve ao telefone com o primeiro-ministro da Turquia para acelerar a invasão da Síria pelos Contras.
Certamente que o alto comando dos Contras sedeado na Base Aérea da NATO de Incirlik na Turquia vai intensificar as entradas dos Contras pela fronteira da Turquia.
A CIA já pode avançar mais. Em Portugal a invasão da Síria conta com o apoio do CDS, do PSD, do PS e do Bloco de Esquerda, este bloco aderiu à troika em política internacional.

«EUA e Turquia querem acelerar transição política no país
30 | 07 | 2012   22.30H
O Presidente Barack Obama e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, mantiveram hoje um contacto telefónico para "coordenar esforços para acelerar uma transição política na Síria", informou a Casa branca.

Segundo o comunicado da Casa Branca, a referida transição inclui a saída do poder do Presidente da Síria, Bashar al-Assad, e pretende dar uma resposta às legítimas reivindicações do povo sírio.» (In «Destak» net)

YE SHIWEN A SUPER ATLETA CHINESA QUE DEIXOU O MUNDO ESTUPEFACTO - CONSIDERAÇÕES MAIS OU MENOS A PROPÓSITO

   «A nadadora chinesa Ye Shiwen quebrou o recorde 
mundial e conquistou a medalha de ouro nos 400m medley
feminino nas Olimpíadas de Londres 2012 no sábado.
  Ye levou 4m28'43 para completar a prova e quebrou por
um segundo o recorde anterior conquistado pela tripla
campeã dos Jogos Olímpicos, a australiana Stephanie Rice 
em Beijing 2008.
  Ye superou em três segundos a medalhista de prata
Elizabeth Beisel dos Estados Unidos que concluiu a prova
em 4m31'27. A outra nadadora chinesa Li Xuanxu 
conquistou a medalha de bronze com 4m32'91.
  Rice, medalhista de ouro por três vezes nas Olimpíadas
em Beijing 2008, ocupou a 6ª posição.
  "Eu me concentrei no nado borboleta e costas desde o
Campeonato Mundial,pois o nado livre é a minha melhor
arma. Dizendo isso, nunca esperei quebrar o 
recorde mundial. Sonhei com a metalha de ouro, mas nunca
com o recorde mundial.
    Estou surpresa," disse Ye com lágrimas no rosto.
  Ye, campeã mundial dos 200m medley feminino no
Campeonato Mundial de Shanghai, tornou-se foco de todo
o mundo após sua noite dourada no Centro Aquático de
Londres. Esta é a primeira quebra de recorde mundial 
na natação nas Olimpíadasde Londres.» (In «CR online»)


As televisões e jornais ocidentais apressaram-se a dizer
que há suspeitas de doping.
Eu não sei, mas penso que há muitíssimo mais suspeitas
de doping sobre o nadador norte-americano Michael Phelps,
é o recordista de medalhas de ouro em uma edição 
de Jogos Olímpicos.
«Além de ter chegado oito vezes ao lugar mais alto do
pódio em Pequim 2008, o nadador norte-americano
conquistou seis primeiros lugares em Atenas 2004.» 


Pessoalmente, não sei se houve ou não doping nestes dois atletas.
Partilho a «dúvida metódica» do filósofo francês do século XVII, Descartes (1596 – 1650), conceito que é um dos pilares do pensamento da chamada Civilização Ocidental.


Fui e sou muito influenciada pela obra de Descartes «Discurso do Método» (1637).
Aqui na Internet, parece-me muito importante a definição das ideologias, porque os primeiros a dizer que não têm ideologia são os da Direita.
Em Portugal o vigarista, ignorante e estúpido ministro das Finanças Gasparinho diz que a troika não tem ideologia, mas a troika tem uma ideologia neoliberal, que defende os interesses da alta burguesia, tal como o Gasparinho. Este indivíduo lançou um imposto de 100% sobre os subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos (não todos), de algumas empresas estatais e sobre os reformados (aqui tanto do sector público como do sector privado). É um imposto racista, é sobre os “pretos” da função pública e de algumas empresas estatais, e sobre os reformados que foram considerados todos “pretos”. Este racismo é desonesto, imoral e inconstitucional. Mas, o Gasparinho para a alta burguesia é o melhor ministro das Finanças dos últimos tempos, entenda-se melhor a favorecer a alta burguesia.


Em Portugal o «Bloco de Esquerda» não tem ideologia oficial, pelo que tanto está do lado da Esquerda, como está do lado da CIA na questão da invasão da Síria pelos Contras, como tomou uma atitude gravemente racista e colonialista ao recusar-se a cumprimentar o Presidente da República da Angola negro e inteligente, assumindo-se aqui como o representante do salazarismo.


É importante que eu explique a minha ideologia de livre-pensador de Esquerda. Fui obrigado, pelos meus pais, enquanto criança, a ser doutrinado no catecismo católico, e depois de ler Descartes, na adolescência, e sobretudo «Porque Não Sou Cristão» do filósofo britânico Bertrand Russell (prémio Nobel da Literatura em 1950) deixei de ter religião.
Sou a favor da liberdade religiosa e respeito as religiões, mas acho que pertencem ao domínio da subjectividade.
Li Marx, Engels e Lenine. Também li muitos dos iluministas europeus do século XVIII, e leio ainda do pensamento iluminista europeu do século XVIII a obra de Jean-Jacques Rousseau «Contrato Social», uma edição de São Paulo no Brasil, mas comprada em Portugal.
Li as análises de Lenine à Revolução Francesa de 1789, que durou 10 anos, e no curto prazo foi uma revolução falhada. Lenine mostrou-se um grande admirador da Revolução Francesa de 1789, mas que considerava incompleta.
O pensamento iluminista europeu do século XVIII é muito diversificado, estando grande parte dele disperso por artigos da (primeira) «Enciclopédia», pelo que recorro muito ao «Contrato Social» de Jean-Jacques Rousseau que sintetiza os principais aspectos políticos do iluminismo e do conceito Direitos Humanos. Jean-Jacques Rousseau defendeu a República contra a Monarquia, o voto livre universal (masculino), a liberdade de expressão de pensamento, e definiu alguns aspectos fundamentais do conceito Direitos Humanos, ao condenar total e absolutamente a escravatura, isto em pleno século XVIII, quando a escravatura só acabou nos finais do século XIX.
Jean-Jacques Rousseau foi um entre muitos iluministas que tinham as ideias que ele expôs no «Contrato Social», mas por ser um livro denso e de síntese foi considerado «a Bíblia da Revolução Francesa de 1789», ou por outras palavras a síntese do pensamento político iluminista europeu do século XVIII, que foi a ideologia da Revolução Francesa de 1789, que foi fundadora da Democracia Contemporânea, de que sou adepto, em oposição à Democracia grega esclavagista  e ao Parlamentarismo da Inglaterra também esclavagista e ainda em oposição ao iluminismo deturpado da fundação dos Estados Unidos, deturpado numa questão fulcral porque o iluminismo norte-americano importado da Europa também era esclavagista.
Os historiadores europeus mais consagrados consideram que o acontecimento mais importante de 1789 a 2012 na História da Humanidade foi a Revolução Francesa de 1789, pelo que inaugurou uma nova Idade ou Era na qual ainda estamos que é a Idade Contemporânea.
Adam Smith foi bom na sua época, já não é no século XXI.
Karl Marx fez a melhor crítica de sempre ao sistema capitalista, mas a alternativa que propôs, foi aplicada na Rússia Soviética e não resistiu ao teste da prática.
Lenine dizia que a Revolução francesa de 1789 tinha dois objectivos fulcrais que eram a Liberdade e a Igualdade, oficialmente eram três: Liberdade, Igualdade, Fraternidade.
Ora, para Lenine a Revolução Francesa de 1789 falhou totalmente no objectivo Igualdade.
Para Marx e para Lenine a Igualdade era mais importante que a Liberdade, e a Fraternidade só era possível depois da Igualdade.
Pessoalmente, acho que a Liberdade é tão importante como a Igualdade. O futuro mão se consegue adivinhar.

AS PALAVRAS DO COW-BOY PANETTA


Leon Panetta, de acordo com os critérios estabelecidos pelos Estados Unidos, no Tribunal de Nuremberga, após a II Guerra Mundial, é um Criminoso de Guerra, anda a fazer as suas ameaças imperiais-coloniais.
Panetta é apoiado pela CIA, por François Hollande o falso socialista comprado pelo dinheiro da Ditadura Medieval do Quatar, por David Cameron, por Ângela MerKel, pelo «Bloco de Esquerda» e pelas Ditaduras Medievais, além da do Quatar, da Arábia Saudita e do Bahrein.
O mais curioso é que os tais Crimes de Guerra, definidos pelos Estados Unidos nos «Julgamentos de Nuremberga», só são crimes quando cometidos pelos seus inimigos, como os alemães do III Reich, ou os actuais. Os genocídios de civis japoneses, com bombas atómicas, em Hiroxima e Nagasáki, em 1945, foram «bons genocídios».
Panetta tem a mentalidade do Far-West «Procura-se Vivo ou Morto». Praticou Crimes de Guerra Na Líbia e mandou torturar e assassinar Kaddafi, ao estilo do Far-West. E já mandou tropas especiais dos EUA fazer uma invasão do Irão 'de baixa intensidade', onde, juntamente com tropas similares de Iarael, se dedicam a fazer guerra cibernética, a assassinar cientistas do Irão à porta de casa, e a fazer ataques terroristas contra instituições do Estado do Irão, conforme noticiou «The Guardian». O cow-boy Panetta é mórbido gosta de funerais, e da Tortura na Rede Guantánamo e Sucursais, especialmente da Tortura atá à Morte ao estilo de Auschwitz.
Leon Panetta diz que «violência cega» do regime sírio só serve para este «cavar a sua sepultura»
Publicado a 29 JUL 12 às 22:48
O secretário da Defesa norte-americano defendeu hoje que a ofensiva das forças sírias contra Aleppo e a «violência cega» contra a população contribuem apenas para «cavar a sepultura» do regime de Bashar al-Assad.
«É bastante claro que Aleppo constitui um novo exemplo trágico da violência cega a que recorre o regime de Assad contra o próprio povo (...). Em última análise, ele cava a própria sepultura», afirmou Leon Panetta a bordo do avião militar que o levou à Tunísia, primeira etapa de uma viagem que irá levá-lo também ao Egito, a Israel e à Jordânia.
Os combates recomeçaram hoje de manhã em vários bairros da cidade de Aleppo, que foram alvo de uma ofensiva do exército fiel ao regime sírio.
De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), pelo menos 94 civis, 33 rebeldes e 41 soldados morreram no sábado em Aleppo.» Este Observatório é uma delegação da CIA, é uma voz da própria CIA muito citada pelo «Bloco de Esquerda».

segunda-feira, 30 de julho de 2012

SÍRIA MATOU O PRÍNCIPE SAUDITA BANDAR AL SAOUD

A invasão da Síria pelos Contras está a tornar-se uma Guerra Total, semelhante à II Guerra Mundial, mas em pequena escala. 
Quase toda a gente informada acha que o próximo país a ser invadido em larga escala será o Irão.
Como represália pelo atentado contra o alto-comando da Síria, organizado pelos serviços secretos da Arábia Saudita, a Síria matou o chefe dos serviços secretos da Arábia Saudita, o príncipe Bandar Al Saoud, segundo informa Red Voltaire.

domingo, 29 de julho de 2012

BLOCO DE ESQUERDA APOIA OS CONTRAS QUE INVADIRAM A SÍRIA

O Bloco de Esquerda apoia a NATO, a CIA e as Ditaduras Medievais do Quatar, da Arábia Saudita e do Bahrein e os Contras, que invadiram a Síria, comandados a partir da Base Aérea  da NATO  de Incirlik na Turquia.
O BE é um slogan de Esquerda do lado da NATO, da CIA e das Ditaduras Medievais do Quatar, da Arábia Saudita e do Bahrein
O jornalista francês Thierry Meyssan para o Bloco de Esquerda é um inimigo a abater, ou, pelo menos, um inimigo a omitir.
«Síria: em Aleppo trava-se “a mãe de todas as batalhas”
É assim que o jornal estatal sírio al-Watan se refere aos confrontos travados em Aleppo, a capital comercial da Síria. O regime sírio mobilizou para o confronto artilharia pesada e helicópteros, contudo, segundo noticiam os media internacionais, os rebeldes estão a conseguir segurar as suas posições. Comunidade internacional teme massacre.
ARTIGO | 29 JULHO, 2012 - 02:04
O controlo de Aleppo - maior cidade da Síria, com cerca de 2,5 milhões de habitantes, e sua capital comercial - é considerado vital para as forças do regime sírio. Para os confrontos que se desenrolam nesta cidade, e que tiveram início na madrugada de sábado, o regime mobilizou artilharia pesada e helicópteros.
O principal palco de batalha é Saleheddine, bairro no extremo ocidental de Aleppo, que se tornou num importante reduto dos rebeldes desde que estes tomaram grande parte da cidade, a 20 de julho. Também se registam fortes confrontos no bairro de Sakhour, segundo adianta o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).» (In «Esquerda Net», órgão oficial do BE)
Esta fotografia de propaganda dos Contras e dos seus apoiantes e comandantes da NATO, da CIA e das Ditaduras Medievais do Quatar, da Arábia Saudita e do Bahrein, além de aparecer em algum órgão de Comunicação Social dominado pela CIA está no «Esquerda Net» do BE, que neste conflito está mais perto do nacional-socialismo do que da Esquerda independente da CIA e da NATO.

O caso do escritor Rui Tavares, apoiante da CIA e do imperial-colonialismo da NATO na invasão colonial da Líbia não é caso único no BE. Rui Tavares foi eleito deputado, pelo BE, para o Parlamento Europeu, mas tornou-se dissidente do BE. 
O BE é maioritariamente, constituído por uma elite intelectual da área da Economia, mas parece não ter uma ideologia de Esquerda, em questões de vida ou de morte. Apoia, ostensivamente, (como mostra a foto acima de propaganda dos Contras que invadiram a Síria bem armados) a CIA, a NATO, e as Ditaduras Medievais do Quatar, da Arábia Saudita e do Bahrein, na matança que estão a fazer na Síria, através dos Contras, comandados a partir da Base Aérea da NATO de Incirlik, na Turquia.
Tanto quanto sei a Esquerda que não pertence à Internacional Socialista,( em Portugal só o PS pertence à hipócrita Internacional Socialista), é contra a CIA e é sempre contra a NATO, porque a NATO é imperialista, tem uma prática imperial-colonial, seguindo a agenda dos neoconservadores. Que eu saiba a Esquerda portuguesa fora do PS é a favor da saída de Portugal da NATO.
Já agora lembro que os aeroportos portugueses, especialmente a Base aérea das Lajes dos Açores, são usados, todos os meses, pela CIA para transportar homens e mulheres raptados para serem torturados selvaticamente em Guantánamo ou nas suas sucursais como a de Bagram, muitas vezes até à morte, perante a indiferença cúmplice dos deputados do BE, quer os do Parlamento português, quer os do «Parlamento Europeu».
Para a Esquerda fora do PS o jornalista francês Thierry Meyssan, que Sarkozy mandou assassinar pelos serviços secretos franceses, e a sua Red Voltaire são referências fundamentais. Ora O BE ignora Thierry Meyssan, podendo-se concluir que se Sarkozy tivesse conseguido eliminá-lo do mundo dos vivos, para o Bloco de Esquerda a vida de Thierry Meyssan não faria falta nenhuma.

NIETZSCHE E O MAL ABSOLUTO


O livro de Friedrich Nietzsche «Para Além de Bem e Mal» teoriza os conceitos de Bem e Mal, em síntese mostra que o homem é totalmente livre para praticar o Mal absoluto.
Também podemos encontrar o conceito de Mal absoluto no livro «Assim Falava Zaratustra».
Há textos de Friedrich Nietzsche em que este critica o anti-semitismo ou anti-judaísmo alemão.
Mas, em minha opinião, o fulcro da obra de Nietzsche é a ideia de que o homem tem liberdade total para praticar o Mal absoluto.
Nietzsche nasceu em 1844 e morreu em 1900. Considerando estas datas podemos constatar que Friedrich Nietzsche não foi um precursor teórico do nazismo.
Hitler ganhou as eleições livres na República Alemã de Weimar, com uma Constituição democrática, em 1932, e em Janeiro de 1933 foi nomeado Chanceler pelo Presidente da República.
Com a ascensão de Hitler ao poder, Nietzsche passou a ser muito estudado na Alemanha, não só nas Universidades, como também no ensino liceal ou secundário.
A «vontade de poder» foi a ideia de Nietzsche mais apreciada pela elite nacional-socialista.
Tenho lido muita coisa sobre a apropriação da obra de Nietzsche pelo nazismo. No entanto Nietzsche não sabia que um dia a sua obra filosófica serviria de suporte teórico ao III Reich.
67 anos depois da queda do III Reich a obra de Nietzsche sobrevive.
A ideia base de Nietzsche de que o homem é livre para praticar o Mal absoluto, na minha opinião, tanto serve para justificar a prática do Mal absoluto em nome da raça ariana, como também serve justificar a prática do Mal absoluto em nome da Democracia, ou de outro argumento qualquer.
Eu penso que a Rede de Tortura Guantánamo e Sucursais está ao mesmo nível ético e moral de Auschwitz, acho que esta Rede de Tortura Guantánamo e Sucursais pratica o Mal absoluto.
Também acho que os Contras que invadiram a Síria, com o quartel-general na Base Aérea da NATO de Incirlik na Turquia, às ordens de Obama, Hollande, Cameron, Ângela Merkel e das Ditaduras Medievais do Quatar, da Arábia Saudita e do Bahrein praticam o Mal absoluto. Os senhores da Guerra da NATO praticam o Mal absoluto em nome da Democracia, hipocrisia das hipocrisias!

sábado, 28 de julho de 2012

EXÉRCITO NACIONAL DA SÍRIA FEZ UM CERCO TOTAL AOS CONTRAS EM ALEPPO

Utilizando a táctica do cerco total, que o exército da Rússia Soviética ou União Soviética utilizou na contra-ofensiva contra os alemães da Wermacht e das Waffen SS, durante a II Guerra Mundial, o Exército Nacional da Síria fechou o cerco aos Contras em Aleppo.
Agora pode usar a táctica do extermínio, usada pelo Exército Vermelho, que só aceitava a rendição, depois do extermínio quase total, dos exércitos cercados do III Reich. 
Esta táctica do cerco utilizada pela Rússia Soviética na II Guerra Mundial, não dava a mínima hipótese de retirada aos alemães, que só tinham duas alternativas a morte ou a prisão.

FORAM INAUGURADOS OS JOGOS OLÍMPICOS DE 2012, INVENTADOS PELA GRÉCIA ANTIGA



Na inauguração, em Londres, Paul MacCartney cantou a música dos Beatles «Hey Jude», composta pela habitual dupla Lennon-MacCartney.


sexta-feira, 27 de julho de 2012

AS ESQUERDAS EUROPEIAS

Tradicionalmente criou-se a ideia de que a Esquerda da Internacional Socialista tinha «uma superioridade ética e moral» sobre os outros sectores da Esquerda Europeia.
Os valores éticos e morais do Partido Trabalhista Britânico estão bem espelhados na Tortura da Fome, praticada sobre os prisioneiros comunistas dos nazis, nos campos de concentração nazis ocupados pelos ingleses a seguir à II Guerra Mundial, e nos quais ainda meteram mais comunistas que saíram da clandestinidade, pensando que os democratas ingleses lhes iam dar liberdade, mas deram-lhes o mesmo tratamento que os nazis. (O conservador Winston Churchill perdeu as eleições de 5 de Julho de 1945, para o trabalhista Clement Attlee). Prenderam-nos e meteram-nos nos campos de concentração nazis que ocuparam e onde mantiveram a Tortura da Fome, conforme documentam estas fotografias divulgadas pelo jornal inglês «The Guardian» depois de ter derrotado, em tribunal, o famigerado tabalhista Anthony Blair,



responsável pelos mais selváticos Crimes de Guerra no Iraque ao lado de George W Bush.
Em 2012, de Damasco na Síria à cidade portuguesa da Amadora pode observar-se essa «superioridade ética e moral».
O falso socialista francês François Hollande, (o Tony Blair francês) apoia a invasão colonial da Síria pela NATO, oficialmente essa invasão não ocorreu, porque foi abortada pela Rússia, nomeadamente no Conselho de Segurança da ONU pelo veto duplo com a China às pretensões colonialistas da NATO. Mas está a ocorrer, mais ou menos clandestinamente, comandada a partir da Base Aérea da NATO de Incirlik na Turqia, com um exército de Contras subcontratados por Obama, Hollande, Cameron, Ângela Merkel e pelas Ditaduras Medievais do Quatar, da Arábia Saudita e do Bahrein, ao estilo dos Contras que invadiram a Nicarágua às ordens de Ronald Reagan.


Câmara Municipal da Amadora
Presidente
Joaquim Moreira Raposo (PS)

Vereadores:
Carla Maria Nunes Tavares (PS)
Vice-Presidente
Pelouros
: Áreas respeitantes à Educação, Ensino e Desporto
 Escolar;Departamento da Habitação (Realojamento, Parque 
 Habitacional Municipal e Estudos e Planeamento); Áreas 
 respeitantes à Acção Social; Departamento Financeiro;
 Áreas respeitantes à Juventude e Desporto; Saúde


Gabriel Alexandre Lorena de Oliveira (PS)
Pelouros: Área do Planeamento e Gestão de Comunicações, 
Transportes,Trânsito e Toponímia; Áreas de Obras
 Municipais; Produção e Manutenção da Rede Viária;
 Mobiliário Urbano e Publicidade; Espaços Verdes;
 Iluminação Pública; Saneamento Básico;
 Área da Gestão Urbanística


Rita Mafalda Nobre Borges Madeira (PS)
Pelouros: Área dos Recursos Humanos; Comissão de
 Protecção de Menores; Administração Geral; Serviço
 de Refeitórios e Bares Municipais; Área da
 Recuperação do Parque Habitacional Privado;
 Polícia Municipal; Gabinete de Apoio Jurídico


Eduardo Amadeu Silva Rosa (PS)
Pelouros: Ambiente e Higiene Urbana;
 Divisão de Equipamento Mecânico;
 Gestão do Estaleiro Municipal; Centro de
 Informação e Apoio ao Consumidor;
 Serviço Municipal de Protecção Civil;
 Serviço de Veterinário Municipal


António José da Silva Moreira (PS)
Pelouros: Turismo; Áreas respeitantes
 à Cultura e Equipamentos Culturais;
 Gabinete de Imprensa e Relações Públicas


«Santa Filomena: quatro perguntas à Câmara Municipal da Amadora

"A erradicação do núcleo degradado de Santa Filomena é uma etapa fulcral para atingir o objectivo de continuar a construir uma Cidade socialmente mais justa e territorialmente coesa no respeito e na prossecução dos interesses de todos os que nela habitam."

(Do comunicado da Câmara Municipal da Amadora,» ontem – 26 de Julho de 2012 - «divulgado).»

«Depois de cercar e impedir o acesso ao bairro, as escavadoras municipais deram hoje início às operações de despejo e demolição no Bairro de Santa Filomena. Das 46 famílias que ficarão sem casa no decurso desta operação, apenas 28 serão realojadas. Às restantes, a Câmara Municipal da Amadora limitou-se a propor o pagamento da viagem de repatriamento para Cabo Verde ou, em alternativa, o pagamento de três meses de renda no mercado livre. Todas as famílias recusaram a viagem de regresso e apenas 10, em óbvias circunstâncias de pressão e intimidação, se resignaram à efémera solução do cheque de arrendamento.

A situação económica e social dos moradores do bairro é gritante e o município certamente não a desconhece. Aliás, em nenhum caso é invocada, pela edilidade, a existência de situações económicas que tornem as famílias não elegíveis para efeitos de resposta social pública. Na página do colectivo Habita encontram-se exemplos de situações dramáticas em que vivem pessoas que hoje perderam a casa. Há por isso questões a que a câmara municipal tem de dar uma resposta clara:

1. Tratando-se de situações de alojamento idênticas, perante as quais pende a decisão de erradicação do Bairro de Santa Filomena, com que fundamento - política e socialmente aceitável - a CMA decidiu diferenciar a resposta às famílias abrangidas, realojando as que estavam inscritas pelo recenseamento de 1993 e colocando as restantes perante soluções precárias ou humanamente inaceitáveis?

2. Por que razão decidiu a Câmara ignorar, de forma consciente e ostensiva, as providências cautelares em curso, mesmo que delas apenas tivesse conhecimento não oficial?

3. Conhecendo a difícil situação que o país atravessa, e as condições socioeconómicas das famílias que moram no Bairro de Santa Filomena, como justifica a câmara a urgência em proceder à sua demolição, sem cuidar de garantir soluções perduráveis, justas e adequadas a todos os que nele habitam?

4. Porque é que nem sequer foi equacionada a possibilidade de realojar estas famílias no próprio bairro, na sequência da sua requalificação? Que contactos foram feitos com o Estado central tendo em vista obter apoios para resolver o problema?

Sem uma resposta precisa e substantiva a estas questões, o deplorável cinismo com que a Câmara Municipal da Amadora termina o seu comunicado de hoje pode ser traduzido numa frase simples: «operação de limpeza étnica» (e não, como se quer fazer crer, do início de um processo cor-de-rosa que conduzirá à construção de «uma Cidade socialmente mais justa e territorialmente coesa, no respeito e na prossecução dos interesses de todos os que nela habitam»)». (In blog «Ladrões de Bicicletas»)

A CENSURA E A MENTIRA EM DITADURA E EM DEMOCRACIA

Em Portugal Pedro Passos Coelho ganhou as eleições só porque mentiu. Bastava-lhe ter dito a verdade, que ia lançar um imposto de 100% sobre os subsídios de férias e de Natal dos funcionários públicos e de algumas empresas estatais e sobre os pensionistas, aqui já não fazendo discriminação entre o sector público e o privado, a perda dos subsídios atinge por igual o sector público e o sector privado, para perder as eleições.
Outro aspecto, em Portugal, a Censura relativamente aos Crimes de Guerra dos Estados Unidos é maior em Democracia do que era na Ditadura de Salazar e de Marcelo Caetano.
Informei-me bem, consultando até jornais do tempo de Salazar e de Marcelo Caetano, e, efectivamente, a Censura nos órgãos de comunicação social da Democracia, em 2012, sobre os Crimes de Guerra dos Estados Unidos é mais favorável aos EUA, do que era durante a ditadura de Salazar e Marcelo Caetano.
Durante a Guerra do Vietname, quer Salazar quer Marcelo Caetano deixavam passar comentários e notícias que contavam a verdade sobre a crueldade dos Estados Unidos.
A verdade sobre os Crimes de Guerra dos Estados Unidos no Iraque, no Afeganistão, na Líbia e na Síria desapareceu dos órgãos de comunicação social portugueses, radicalmente.
Parece-me muito maior a desonestidade dos jornalistas, em Portugal, em Democracia em Julho de 2012, sobre a política militarista dos Estados Unidos no Iraque, no Afeganistão, na Líbia e na Síria, do que era durante a Ditadura de Salazar e de Marcelo Caetano, sobre a política militarista dos EUA no Vietname.
Durante a Guerra do Vietname, durante a Ditadura em Portugal, em muitas montras de livrarias estava o livro «Crimes de Guerra no Vietname», do filósofo britânico Bertrand Russell, que recebeu o prémio Nobel da Literatura em 1950, que explica, detalhadamente, a selvajaria dos norte-americanos.
Também sobre os Crimes de Guerra do Estado de Israel havia menos Censura em Portugal durante a Ditadura de Salazar e de Marcelo Caetano do que há na Democracia, em 2012.
Os regimes políticos não podem ser vistos a preto e branco, eu sou adepto da Democracia, mas considero que, em Julho de 2012, os maiores corruptores da Democracia na chamada Civilização Ocidental são BaracK Obama e o falso socialista francês François Hollande.

O criminoso de guerra Abou Saleh (Brigada Farouk) foi convidado especial do presidente da República da França François Hollande (é o homem jovem de frente, sentado ao lado da tribuna, em camisa, à direita da fotografia).

quinta-feira, 26 de julho de 2012

EXÉRCITO NACIONAL DA SÍRIA AVANÇA SOBRE OS CONTRAS

O Exército Nacional da Síria está a avançar sobre a cidade de Aleppo com colunas de tanques, onde se concentraram os Contras.
O Alto-Comando conjunto dos Contras e do Departamento da NATO que os controla, sedeado na Base Aérea da NATO de Incirlik na Turquia, mandou cerca de dois mil Contras invadirem a Síria, a partir das suas bases na Turquia.
Cada vez mais se constata o envolvimento da NATO na invasão da Síria. Uma das razões é o facto de Obama querer mostrar que é tão violento quanto Gerge W Bush, para melhor enfrentar o candidato republicano nas próximas eleições presidenciais de Novembro nos Estados Unidos.

«O Exército sírio acumulava nesta quinta-feira (26) importantes quantidades de tropas ao redor de Aleppo para lançar uma ofensiva iminente de grande envergadura destinada a recuperar o controle desta importante cidade do norte do país, informou à "AFP" uma fonte do serviço de segurança sírio.

"As forças especiais foram mobilizadas na quarta (25) e quinta-feira no setor leste da cidade e chegaram para participar em uma contraofensiva generalizada na sexta-feira (27) ou sábado (28) contra Aleppo, onde os rebeldes tomaram o controle de alguns bairros", acrescentou a fonte.
Segundo esta fonte, entre 1.500 e 2.000 rebeldes chegaram do exterior para dar apoio a 2.000 companheiros já presentes na cidade. "Eles estão principalmente nos bairros periféricos do sul e do leste de Aleppo, fundamentalmente em Salahuddin e nos bairros dos arredores", completou.»


FORAM MORTOS 4 MIL CONTRAS NA BATALHA DE DAMASCO

Os Contras, que invadiram a Síria para atacar a capital, a maior parte entraram pela Jordânia, às ordens da NATO e das Ditaduras Medievais do Quatar, da Arábia Saudita e do Bahrein, foram derrotados na Batalha de Damasco. 4 mil contras foram mortos nesta batalha e outros 4 mil foram capturados pelo Exército Nacional da Síria.


quarta-feira, 25 de julho de 2012

ANÁLISE APROFUNDADA DA GUERRA CONTRA A SÍRIA

«Quem luta na Síria?»

por Thierry Meyssan

«Enquanto a imprensa ocidental considera o «Exército “livre” sírio» como uma organização armada revolucionária, Thierry Meyssan afirma há mais de um ano, que se trata ao contrário de uma organização contra-revolucionária. Segundo ele teria progressivamente passado das mãos das monarquias reaccionárias do Golfo para as mãos da Turquia, actuando para a NATO. Tal reivindicação contra a maré exige uma demonstração fundamentada ...»

VOLTAIRE NETWORK | DAMASCO (SÍRIA) | 23 DE JULHO DE 2012

«Há 18 meses, a Síria tem estado sob perturbação que têm vindo a aumentar até que se tornou um conflito generalizado armado que já matou cerca de 20.000 pessoas. Se não houver consenso sobre esta observação, narrativas e interpretações variam muito.
Para os Estados ocidentais e sua imprensa, os sírios aspirariam a viver em democracias de mercado de modelo ocidental. Seguindo os modelos da Tunísia, Egipto e Líbia da «Primavera árabe», eles se teriam sublevado para derrubar o ditador Bashar Assad. Este teria reprimido os protestos em sangue. Enquanto os ocidentais teriam gostado de intervir para parar o massacre, os russos e chineses, por interesse ou pelo desprezo da vida humana, ter-se-iam oposto.»

«Pelo contrário, para todos os Estados que não são vassalos dos EUA e para sua imprensa, os EUA teriam lançado uma operação contra a Síria que planeavam há longo tempo. Primeiro, através de seus aliados regionais, e depois directamente, eles teriam infiltrado grupos armados que desestabilizaram o país, seguindo o modelo dos Contras na Nicarágua. No entanto, eles teriam encontrado um apoio muito pequeno no interior e teriam sido derrotados, enquanto a Rússia e a China teriam impedido a NATO de destruir o exército sírio e de derrubar o regime, para mudar a o equilíbrio de forças regional.

Quem está correcto? Quem está errado?

Os grupos armados na Síria não defendem a Democracia, eles combatem contra ela.

Primeiro, a interpretação da questão Síria como como um episódio de "  Primavera árabe  "é uma ilusão porque tal "  Primavera  "não  existe na realidade. Este é um slogan publicitário para apresentar factos positivamente heterogéneos. Se houve uma revolta popular na Tunísia, Iémen e Bahrein, ela não ocorreu, nem no Egipto nem na Líbia. No Egipto, as manifestações de rua têm sido limitados à capital e a uma certa burguesia, nunca, absolutamente nunca, o povo egípcio se sentiu preocupado com o espectáculo telegenic de Tahrir Square [ 1 ]. Na Líbia, não houve uma revolta política, mas um movimento separatista na Cirenaica contra o poder de Trípoli, e depois uma invasão militar da NATO, que matou cerca de 160.000 pessoas.

A estação libanesa «NourTV» tem tido muito sucesso na divulgação de uma série de emissões de Hassan Hamade e de George Rahme, intitulada "  A Primavera árabe, de Lawrence da Arábia a Bernard-Henri Levy  ". Os autores desenvolvem a ideia de que a "  Primavera Árabe  "é um remake da"  Revolta Árabe  "de 1916-1918 organizado pelos britânicos contra os otomanos. Desta vez, os ocidentais têm manipulado as situações para reverter uma geração de líderes e impor a Irmandade Muçulmana. De facto, a «Primavera Árabe» é propaganda enganosa. Agora, Marrocos, Tunísia, Líbia, Egipto, Gaza  são regidos por uma confraria que de um lado impõe uma ordem moral, e por outro sustenta o sionismo e o capitalismo pseudoliberal, isto é, os interesses de Israel e dos anglo-saxónicos. A ilusão dissipou-se. Alguns autores, como o sírio  Hilal Alcharifi, chamam-lhe agora a «Primavera NATOniana».

Em segundo lugar, os líderes do Conselho nacional sírio (CNS) como os comandantes do «Exército “livre”  sírio» (ELS) não são de maneira nenhuma democratas, no sentido de que eles seriam favoráveis a «um governo, pelo povo, para as pessoas», seguindo o conceito de Abraham Lincoln, que está representado na Constituição francesa.
Assim, o primeiro presidente do CNS foi o universitário de Paris Burhan Ghalioun. Ele não era de modo nenhum «um opositor sírio perseguido pelo regime» ele saía e circulava livremente no seu país. Ele já não era um   «intelectual laico», como ele afirmava, uma vez que ele era o conselheiro político do argelino Abbassi Madani, presidente da Frente Islâmica de Salvação (FIS), actualmente refugiado no Quatar.
O seu sucessor Abdel Basset Syda [ 2 ], só entrou para a política  nos últimos meses, e logo se afirmou como um mero executor da vontade dos Estados Unidos. Após a sua eleição como chefe do CNS, ele se definiu não para defender a vontade do seu povo, mas para implementar o «roteiro» que Washington escreveu para a Síria: «The Day after» .
Os combatentes do ELS não são activistas da democracia. Eles reconhecem a autoridade espiritual do xeque Adnan al-Arour, um pregador takfirista, que clama para derrubar e matar Assad, não por razões políticas, mas simplesmente porque ele é de fé Alauita, isto é, fé herética do seu ponto de vista. Todos os oficiais identificados do ELS são sunitas e todas as brigadas do ESL têm nomes de figuras históricas sunitas. Os "  tribunais revolucionários  " do  ELS condenam à morte os seus adversários políticos (e não apenas os partidários de Bashar al-Assad) e  os incrédulos que eles matam em público. O programa do ELS é acabar com o regime laico instalado pelo Baath, o PSNS e os comunistas, com o objectivo de impor um regime religioso sunita puro.


O conflito sírio foi premeditado pelos ocidentais.

A vontade da NATO de acabar com o regime da Síria  é conhecida e é suficiente para explicar os acontecimentos actuais. Vamos relembrar aqui alguns factos que não deixam qualquer dúvida sobre a premeditação dos acontecimentos [ 3 ].

A decisão de fazer a guerra contra a Síria foi tomada pelo presidente George W Bush, numa reunião em Camp David, em 15 de Setembro de 2001, logo após os ataques espectaculares em Nova Iorque e Washington. Estava previsto para ocorrer simultaneamente na Líbia para demonstrar a capacidade de agir num duplo teatro de operações militares. Esta decisão foi confirmada pelo testemunho do general Wesley Clark, ex-comandante supremo da NATO, que se opôs.

Na esteira da queda de Bagdad, em 2003, o Congresso aprovou duas leis que autorizaram o presidente dos Estados Unidos a preparar uma guerra contra a Líbia e outra contra a Síria («Syria Accountability Act»)
Em 2004, Washington acusou a Síria de esconder as armas de destruição maciça do Iraque no território Sírio, e assim não as poderiam encontrar no Iraque. Esta acusação fracassou quando foi admitido que as armas nunca existiram e foram um pretexto para invadir o Iraque.

Em 2005, após o assassinato de Rafik Hariri, Washington tentou entrar em guerra contra a Síria, mas não arranjou o pretexto, porque a Síria retirou o seu exército do Líbano. Os Estados Unidos, então, criaram provas falsas para acusar o presidente al-Assad de ter ordenado o atentado e criaram um tribunal internacional de excepção para julgá-lo. Mas eles foram finalmente forçados a retirar as suas falsas acusações, porque as suas manipulações foram desmascaradas.

Em 2006, os EUA começaram a preparar a «Revolução Síria», criando o «Programa para a Democracia na Síria» . Tratava-se de criar e financiar grupos de oposição pró-ocidental (como o «Movimento para a Justiça e o Desenvolvimento»). Ao financiamento oficial do Departamento de Estado acrescentaram um financiamento secreto da CIA através de uma associação da Califórnia, o «Conselho da Democracia».

Também em 2006, os EUA apoiaram uma guerra de Israel contra o Líbano, na esperança de envolver a Síria e ter um pretexto para intervir. Mas a rápida vitória do Hezbollah frustrou o plano.

Em 2007, Israel atacou a Síria, bombardeou uma instalação militar («Operação Orchard»). Mas, novamente, Damasco manteve a calma e não se envolveu na guerra. Auditorias posteriores da Agência Internacional de Energia Atómica provaram que não era um sítio nuclear, ao contrário do que havia sido dito pelos israelitas.

Em 2008, durante a reunião que a NATO organiza anualmente sob o título «Grupo de Bilderberg», o Director da «Iniciativa da Reforma Árabe», Bassma Kodmani, e o director da «Stiftung Wissenschaft und Politik», Volker Perthes, expuseram brevemente no «Gotha americano-europeu»  os benefícios norte-americanos e europeus económicos, políticos e militares duma possível intervenção por parte da NATO na Síria.

Em 2009, a CIA criou as ferramentas de propaganda contra a Síria como a «BaradaTV», com sede em Londres, e com sede no Dubai a «OrientTV».

A estes elementos históricos, acrescentaremos  uma reunião foi realizada no Cairo, na segunda semana de Fevereiro de 2011, em torno de John McCain, Joe Lieberman e Bernard-Henry Levy, figuras líbias como Mahmoud Jibril (então número dois do governo da «Jamahiriya») e da Síria como Malik al-Abdeh e Ammar Qurabi. Foi esta reunião que deu o sinal do início de operações secretas que começaram na Líbia e na Síria (em 15 de Fevereiro em Benghazi,  e em 17 de Fevereiro em Damasco).

Em Janeiro de 2012, os Departamentos de Estado e da Defesa dos EUA formaram o grupo de trabalho «The Day After». Apoiar uma transição democrática na Síria, escreveram uma nova constituição para a Síria e um programa do governo [ 4 ].

Em Maio de 2012, a NATO e a CCG configuraram o «Grupo de Trabalho sobre Recuperação e Desenvolvimento Económico dos Amigos do Povo da Síria» , sob co-presidência  alemã e dos Emiratos. O economista sírio-britânico Ossam el-Kadil elaborou um plano de  partilha das riquezas da Síria entre os estados membros da coaligação anti-Síria, para aplicar no " Day After  " (isto é, após a conquista pela NATO e pelo CCG) [ 5 ].

Revolucionários ou contra-revolucionários?

Os grupos armados não são consequência dos protestos pacíficos em Fevereiro de 2011. Estes eventos, de facto denunciaram a corrupção e exigiram mais liberdade, enquanto os grupos armados, como vimos, surgem do islamismo.

Nos últimos anos, uma terrível crise económica atingiu os campos. Foi devido às más colheitas, que foram erradamente vistas como infortúnios passageiros, enquanto elas foram as consequências de mudança climáticas duráveis. A isso se acrescentaremos os erros na implementação de reformas económicas que prejudicaram o sector primário. Isso foi seguido de um êxodo rural maciço que o governo teve de enfrentar, e uma deriva sectária de alguns agricultores para quem o poder falhou. Em muitas áreas, a habitação rural não estava concentrada em aldeias, mas dispersa em fazendas isoladas, ninguém mediu a extensão do fenómeno, até que seus seguidores se reuniram.

Em última análise, enquanto a sociedade síria encarna o paradigma da tolerância religiosa, uma corrente takfirista desenvolveu-se dentro dessa sociedade. Ela forneceu a base dos grupos armados. Estes foram ricamente financiadas pelas monarquias wahhabitas (Arábia Saudita, Qatar, Sharjjah).
Este evento suscitou o aparecimento de novos combatentes que incluem parentes de vítimas da repressão em massa do sangrento golpe de Estado fracassado dos «Irmãos muçulmanos» em 1982. A sua motivação é menos ideológica do que pessoal. Surge da vingança.
Muitos bandidos e condenados atraídos pelo dinheiro fácil foram adicionados: um   «revolucionário» recebe sete vezes o salário médio.
Finalmente, os profissionais que lutaram no Afeganistão, Bósnia, Chechénia ou no Iraque começara a afluir. Quem está em primeiro lugar são os homens da Al Qaeda na Líbia, liderada por Abdelhakim Belhaj em pessoa [ 6 ]. Os média apresentaram-nos como os jihadistas, é inadequado, o Islão não concebe a guerra santa contra companheiros muçulmanos. Trata-se essencialmente de mercenários.

A imprensa ocidental e do Golfo enfatiza a presença de desertores no ELS. Claro, mas é falso que desertaram após se recusarem a reprimir protestos políticos. Os desertores em questão são quase sempre como os casos que referimos atrás. Além disso, um exército de 300 mil homens  tem, necessariamente, entre eles, fanáticos religiosos e bandidos.

Os grupos armados usam uma bandeira síria com uma faixa verde (ao invés da faixa vermelha) e três estrelas (em vez de duas). A imprensa ocidental chama-lhe "bandeira da independência", porque estava em vigor no momento da independência em 1946. Na realidade, esta é a bandeira do mandato francês, que permaneceu em vigor durante a independência formal do país (1932-1958). As três estrelas representam os três distritos religiosos do colonialismo (Alauita, druso e cristão). Utilizar esta bandeira certamente não é brandir um símbolo revolucionário. Pelo contrário, é afirmar querer prolongar o projecto colonial, de que o «Acordo Sykes-Picot» de 1916 e da remodelação do «Médio Oriente Alargado».

Ao longo dos 18 meses de acção armada, esses grupos armados são estruturados e mais ou menos coordenados. No estado actual a grande maioria está sob comando turco, sob o rótulo de «Exército “Livre” da Síria». Na verdade, eles tornaram-se auxiliares da NATO, o quartel-general do ELS está mesmo instalado na base aérea da NATO de Incirlik. Os islamitas mais duros formaram as suas próprias organizações ou juntaram-se à al-Qaeda. Eles estão sob o controle do Quatar ou do ramo sudeiri da família real saudita [ 7 ]. De facto, eles estão ligados à CIA.

Esta constituição progressiva, parte de agricultores pobres e termina com a chegada de mercenários, é idêntica ao que vimos na Nicarágua, quando a CIA organizou os Contras para derrubar os Sandinistas, ou que tinha acontecido em Cuba quando a CIA organizou o desembarque na Baía dos Porcos para derrubar Fidel Castro. Precisamente, é o modelo que os grupos armados sírios reivindicam agora: em Maio de 2012, os Contras cubanos em Miami organizaram seminários de formação na guerra de guerrilha contra-revolucionária para os seus homólogos sírios [ 8 ].

Os métodos da CIA são os mesmos em toda parte. Assim, os Contras da Síria centraram a sua acção militar, em parte, na criação de bases fixas (mas nenhum lugar, nem mesmo o Emirado Islâmico do Baba Amr permitiu), depois a sabotagem económica (destruição das infra-estruturas e incêndio das grandes fábricas) e, finalmente o Terrorismo (descarrilamento de comboios de passageiros, atentados com carros-bomba em locais muito frequentados, assassinato de líderes religiosos, políticos e militares).

Portanto, a parte da população da Síria, que poderia ter simpatia pelos grupos armados nos primeiros eventos, acreditando que eles representavam uma alternativa ao actual regime, está gradualmente dissociando-se deles.

Sem surpresa, a batalha de Damasco consistiu em fazer convergir para a capital 7 mil combatentes espalhados por todo o país e exércitos de mercenários concentrados nos países vizinhos. Dezenas de milhares de contras tentaram penetrar no país. Deslocaram-se simultaneamente em numerosas colunas de pick-ups, preferindo atravessar desertos que circular nas rodovias. Uma parte deles foi parada por bombardeamentos aéreos e retrocederam. Outros depois de ocuparem postos fronteiriços dirigiram-se para a capital. Não encontraram o esperado apoio popular. Pelo contrário, foi o povo que guiou os soldados do Exército Nacional para os identificar e desalojá-los. No final, eles foram forçados a recuar e anunciaram que não conquistariam Damasco, mas que tomariam Aleppo.  Além disso, mostra que eles não são nem habitantes de Damasco em revolta, nem de Aleppo, mas combatentes itinerantes.

Infiltração de Contras através do deserto perto de Dera

A impopularidade dos grupos armados deve ser comparada com a popularidade do exército regular e das milícias de autodefesa. O Exército Nacional Sírio é um exército de recrutamento, por isso é um exército do povo, e é impensável que ele possa ser usado para a repressão política. Pouco depois, o governo autorizou a criação de milícias de bairro. Distribuiu armas aos cidadãos que estão empenhados em dedicar 2 horas todos os dias do seu tempo para defender seu bairro, sob supervisão militar.

Bexigas para lanternas

No seu tempo, o presidente Reagan encontrou algumas dificuldades para apresentar os Contras como «revolucionários». Ele criou para isso uma estrutura de propaganda, o «Departamento da Diplomacia Pública»,  confiou a gestão de Otto Reich [ 9 ].  Este departamento corrompia jornalistas nos mais importantes média dos EUA e da Europa Ocidental para enganar o público. Ele lançou inclusive um boato de que os sandinistas tinham armas químicas e poderiam usá-las contra o seu próprio povo. Hoje a propaganda é dirigida a partir da Casa Branca pelo conselheiro de segurança nacional adjunto encarregado das comunicações estratégicas, Ben Rhodes. Aplicaram-se os métodos antigos e surgiram rumores contra o presidente al-Assad sobre armas químicas.

Em colaboração com o MI6 britânico, Rhodes conseguiu impor como principal fonte de informação para as agências de notícias ocidentais uma estrutura fantasma: o «Observatório Sírio para Direitos Humanos (OSDH)». Os média nunca questionaram a credibilidade de tal fonte, mesmo quando as suas afirmações foram desmentidas pelos observadores da Liga Árabe e das Nações Unidas. Melhor, esta estrutura fantasma, que nem sequer sede tem, nem pessoal, nem expediente, também se tornou a fonte de informação para chancelarias europeias desde a Casa Branca as ter convencido a retirar o seu pessoal diplomático da Síria.


Em directo, o correspondente da Al-Jazeera, o jornalista Khaled Abou Saleh telefonou para a sua redacção. Ele pretendia que Baba Amr tivesse sido bombardeada e organizou os efeitos sonoros. Khaled Abu Saleh foi o convidado de honra de François Hollande à 3 ª «Conferência de Amigos da Síria».

Ben Rhodes também organizou espectáculos para jornalistas em busca de emoções. Dois operadores turísticos foram colocados, por seu intermédio,  um no escritório do primeiro-ministro turco Erdogan e o segundo no gabinete do ex-primeiro-ministro libanês, Fouad Siniora. Os jornalistas que quiseram foram convidados a entrar ilegalmente com traficantes na Síria.
Ofereceu-se durante meses uma viagem desde a fronteira com a Turquia até uma aldeia controlada localizado nas montanhas. Podiam aí realizar sessões de fotos com «revolucionários»  e  «compartilhar a vida quotidiana dos combatentes». Depois, os mais desportistas, podiam a partir da fronteira com o Líbano visitar o Emirado Islâmico de Baba Amr.

Muito estranhamente, muitos jornalistas observaram eles mesmos enormes falsificações, mas eles não tiraram nenhuma conclusão disso. Assim, um fotojornalista famoso filmou os   «revolucionários de Baba Amr» a queimarem pneus  para provocarem fumaça preta e fazer acreditar num falso bombardeamento do bairro. Ele difundiu essas imagens no Channel 4 [ 10 ], mas continuou a afirmar que ele tinha testemunhado o bombardeamento de Baba Amr narrado pelo «Observatório Sírio dos Direitos Humanos».


Ou ainda, o New York Times revelou que fotos e vídeos enviados pelo serviço de imprensa do ELS e mostrando valorosos combatentes eram encenados [ 11 ]. As armas de guerra eram na verdade réplicas, brinquedos para as crianças. O jornal, no entanto, continuou a acreditar na existência de um exército de desertores cerca de 100 mil homens.

Leitura de uma declaração do «Exército “livre” sírio». Os orgulhosos «desertores» são figurantes que usam armas fictícias. Segundo uma cena clássica os jornalistas preferem mentir a reconhecer que foram manipulados. Uma vez enganados, eles participam pois, conscientemente, no desenvolvimento das notícias falsas que descobriram. Resta saber se vocês, leitores deste artigo, preferem também fechar os olhos ou se decidem apoiar o povo sírio contra a agressão dos Contras.»
Thierry Meyssan



              
«[ 1 ] A Praça Tahrir não é a maior do Cairo. Ela foi escolhida por razões de marketing, a palavra Tahrir é traduzida em línguas europeias por Liberdade.  Este símbolo, obviamente, não foi escolhido pelos egípcios, porque há várias palavras em árabe para designar Liberdade. Mas Tahrir significa a liberdade que nós recebemos, não o que nós adquirimos.

[ 2 ] A imprensa ocidental tem o hábito de ortografar (e soletrar) o nome do Sr. Syda pela adição de um "a" em "Saida", para evitar confusão com a doença do mesmo nome, a SIDA.

[ 3 ] O termo «premeditação» é usado normalmente em direito penal. Na política, o termo correcto é «conspiração», mas o autor não conseguiu usá-lo porque ele cria uma reacção histérica dos que se aplicam a acreditar que a política ocidental é transparente e democrática.
[ 4 ] «Washington elaborou uma nova Constituição para a Síria», Rede Voltaire, 21 de Julho de 2012.

[ 5 ] «Os “Amigos da Síria” compartilham a economia síria, antes de a terem conquistado»  por «German Foreign Policy», tradução «Horizons et débats», Rede Voltaire , 14 de junho de 2012.


[ 6 ] «O Exército “Livre” sírio» é comandado a pelo governador militar de Trípoli», por Thierry Meyssan, Rede Voltaire , 18 de Dezembro de 2011.


[ 7 ] Para mais detalhes, leia «A contra-revolução no Próximo Oriente», por Thierry Meyssan, Komsomolskaya Pravda / Rede Voltaire , 11 de maio de 2011.

[ 8 ] «A oposição síria fixa residência de Verão em Miami» pela agência de notícias cubana, Jean Guy Allard, Rede Voltaire , 25 de Maio de 2012.

[ 9 ] «Otto Reich e a contra-revolução», por Arthur Lepic, Paul Labarique, Rede Voltaire , 14 de Maio de 2004.

[ 10 ] «Syria’s vídeo journalists battle to telle the ‘truth’», Channel 4, 27 de Março de 2011.

[ 11 ] «Syrian Liberators, Bearing Toy Guns», C J Chivers, The New York Times , 14 de Junho de 2012.