quinta-feira, 31 de maio de 2012

GUANTÁNAMO - TORTURA CIENTÍFICA


«Guantánamo: Torturados com música da 'Rua Sésamo'
O tema principal da série infantil ‘Rua Sésamo’ está a ser usado como forma de tortura no campo de detenção da Baía de Guantánamo, avança canal de televisão Aljazeera no documentário ‘Músicas de Guerra’.»
(In «Correio da Manhã» o l)



«Nuevas pruebas sobre tortura “musical” de EE.UU. en ilegal base de Guantánamo

WASHINGTON.— Un reportaje televisivo muestra nuevas evidencias del uso de música para torturar a prisioneros en la ilegalmente ocupada base naval de Guantánamo.
El audiovisual, de la cadena árabe Al Jazeera, ilustra cómo las tropas estadounidenses atan a los reclusos a una silla, con audífonos puestos, y reproducen las melodías del programa infantil Calle Sésamo durante horas o días a un volumen muy alto, reseñó The Huffington Post.
Además, revela el sufrimiento que padecen las víctimas mientras enfrentan esa modalidad de tormento, tan cruel como el aislamiento en celdas con temperaturas extremas o el mantener a los presos amarrados en posición fetal por más de 24 horas sin alimentos.
Según el psiquiatra Stephen Xenakis, general retirado del Ejército de EE.UU., este tipo de tortura conduce al cerebro al mismo nivel de ansiedad que puede causar el síndrome de estrés postraumático, refiere PL.
Al Jazeera también entrevistó al creador de dichas canciones infantiles, Christopher Cerf, para saber su opinión sobre el uso de sus composiciones como una herramienta de martirio. "Mi primera reacción fue decir: esto no puede ser verdad", dijo Cerf, y deploró la idea de emplear su obra en fines tan perversos.
En el 2008 salieron a la luz las primeras noticias sobre el uso de canciones de artistas como Bruce Springsteen, Eminem, James Taylor, Marilyn Manson, Metallica, Neil Diamond, Pearl Jam y Red Hot Chili Peppers, entre otros, en las torturas de la controvertida cárcel.
Muchos de esos músicos invocaron la Ley de Libertad de Información para exigir a Washington la lista de los temas usados en los interrogatorios, contribuyeron al lanzamiento de una campaña contra ese método y se sumaron a la iniciativa mundial por el cierre de la base militar.»

quarta-feira, 30 de maio de 2012

CINCO GUERRAS EM QUESTÃO



1)      A INVASÃO IMPERIAL-COLONIAL DO IRAQUE ATRÁS DAS ARMAS DE DESTRUIÇÃO MACIÇA PELOS PAÍSES DA NATO E OUTROS.
Tudo indica que as famosas Armas de Destruição Maciça foram encontradas pelos aviadores polacos aos comandos de F16 fabricados nos EUA. Estes aviões foram comprados com dinheiro da União Europeia para a modernização da agricultura da Polónia, que foi mafiosamente desviado, num esquema em que participaram os corruptos dirigentes polacos e a corrupta francesa Christine Lagarde.
2)      A GUERRA CONTRA O IRÃO - já começou, segundo informações do jornal inglês «The Guardian». Na actual fase o Irão foi invadido por pequenos grupos de tropas especiais dos Estados Unidos e de Israel, que estão a fazer guerra cibernética, a lançar ataques terroristas contra instalações estatais e a fazerem execuções extra-judiciais de cientistas, seguindo os métodos da Máfia Siciliana.
3)      A INVASÃO IMPERIAL-COLONIAL DA LÍBIA foi muito semelhante à invasão do Iraque, e pelos mesmos efectivos motivos, o saque dos poços de petróleo.
Toda a agitação social foi precedida de manobras da NATO no Mediterrâneo, e dirigida no terreno por tropas especiais francesas e inglesas e pelos serviços secretos dos Estados Unidos e de Israel. A covardia da Rússia permitiu a cobertura da ONU para este saque de poços de petróleo.
Tal como a do Iraque foi realizada com massacres de civis e de torturas, incluindo torturas até à morte, por puro sadismo imperial-colonial.
4)    A GUERRA PERMANENTE DE ISRAEL CONTRA OS PALESTINIANOS, financiada e apoiada pela NATO. Os palestinianos são tratados como infra-homens. Israel tem cerca de 200 bombas atómicas  fabricadas com meios fornecidos pelos Estados Unidos e pela Inglaterra.


«O que há a dizer

Porque guardo silêncio, há demasiado tempo,

sobre o que é manifesto 

e se utilizava em jogos de guerra 

em que no fim, nós sobreviventes,

acabamos como meras notas de rodapé.

É o suposto direito a um ataque preventivo,

que poderá exterminar o povo iraniano,

conduzido ao júbilo 

e organizado por um fanfarrão,

porque na sua jurisdição se suspeita

do fabrico de uma bomba atómica.

Mas por que me proibiram de falar

sobre esse outro país [Israel] onde há anos

- ainda que mantido em segredo – 

se dispõe de um crescente potencial nuclear, 

que não está sujeito a qualquer controlo, 

já que é inacessível a qualquer inspecção?

O silêncio geral sobre esse facto,

a que se sujeitou o meu próprio silêncio, 

sinto-o como uma gravosa mentira

e coacção que ameaça castigar

quando não é respeitada: 

“anti-semitismo” se chama a condenação.

Agora, contudo, porque o meu país,

acusado uma e outra vez, rotineiramente,

de crimes muito próprios, 

sem quaisquer precedentes,

vai entregar a Israel outro submarino

cuja especialidade é dirigir ogivas aniquiladoras

para onde não ficou provada 

a existência de uma única bomba, 

se bem que se queira instituir o medo como prova… digo o que há a dizer.

Por que me calei até agora?

Porque acreditava que a minha origem, 

marcada por um estigma inapagável, 

me impedia de atribuir esse facto, como evidente,

ao país de Israel, ao qual estou unido

e quero continuar a estar.

Por que motivo só agora digo,

já velho e com a minha última tinta,

que Israel, potência nuclear, coloca em perigo 

uma paz mundial já de si frágil?

Porque há que dizer 

o que amanhã poderá ser demasiado tarde, 

e porque – já suficientemente incriminados como alemães – 

poderíamos ser cúmplices de um crime

que é previsível,

pelo que a nossa quota-parte de culpa

não poderia extinguir-se

com nenhuma das desculpas habituais.

Admito-o: não vou continuar a calar-me

porque estou farto

da hipocrisia do Ocidente;

é de esperar, além disso,

que muitos se libertem do silêncio,

exijam ao causante desse perigo visível 

que renuncie ao uso da força

e insistam também para que os governos

de ambos os países permitam

o controlo permanente e sem entraves,

por parte de uma instância internacional,

do potencial nuclear israelita

e das instalações nucleares iranianas.

Só assim poderemos ajudar todos,

israelitas e palestinianos, 

mas também todos os seres humanos

que nessa região ocupada pela demência

vivem em conflito lado a lado,

odiando-se mutuamente,

e decididamente ajudar-nos também.»

(Gunter Grass, Prémio Nobel da Literatura em 1999)



5)      A GUERRA DA SÍRIA, começada por um exército privado com sede em Londres, com dinheiro e armas das ditaduras medievais do Quatar, da Arábia Saudita e do Bahrein e dos países da NATO.
Este exército privado comete ataques terroristas com carros-bomba. Há aqui um pequeno pormenor, a NATO não fornece apenas o dinheiro para comprar as bombas para os ataques terroristas com automóveis, fornece as próprias bombas para colocar nos automóveis, através da fronteira da Turquia com a Síria.








CONTRA A CORRENTE DOS TORTURADORES DE GUANTÁNAMO E DE BAGRAM



Este foi um dos vídeos usados pela oposição para acusar o governo sírio de massacre contra a população de Houla. É realmente estranho que se acredite que um Estado que tenta amenizar as críticas e combater o isolamento internacional pudesse patrocinar um acto bárbaro a poucas horas da chegada do emissário da ONU Kofi Annan. Não tenho qualquer dúvida de que rejeitarei e condenarei tal violação dos direitos humanos se isso vier a ser provado. Mas o comportamento da comunicação social não contribui para o esclarecimento dos factos. Ela é uma arma ao serviço do imperialismo. O melhor exemplo disso é a fotografia de centenas de mortos iraquianos que a BBC usou para ilustrar o que aconteceu em Houla. Tiveram azar porque o fotógrafo não achou piada e denunciou a situação. Outros, como o The Washington Post, já não conseguem disfarçar o indisfarçável. Os Estados Unidos financiam o terrorismo na Síria e diariamente explodem bombas e são assassinados dezenas de civis que não recebem qualquer interesse por parte dos mercenários da informação. Naturalmente, serei criticado por não alinhar com a propaganda imperialista. Muitos desses críticos são os mesmos que abriram caminho à entrada do medievalismo no Afeganistão e da barbárie na Jugoslávia. E a esta hora, para contentamento de todos, já se exploram as possibilidades de uma intervenção militar externa na Síria – com o beneplácito desse herói do falso socialismo François Hollande – enquanto se expulsam embaixadores sírios nas capitais europeias.» (In Blog «5 Dias net»)

PORTUGAL É UM PAÍS DE ALTAS DESIGUALDADES SOCIAIS


«O documento de estratégia orçamental que PSD e CDS aprovaram com a violenta abstenção do PS explica-se facilmente, em curtos segundos: congelamento das pensões e dos salários por 5 anos. Uma pensão de 600€ perderá 100€ e o factor Trabalho um total de 10 mil milhões de euros. 

O BPN custou 8 mil milhões de euros (aos contribuintes) não foi?» (In Blog «Adeus Lenine»)
O Banco BPN foi à falência por má gestão e até gestão danosa-criminosa.
Os contribuintes portugueses pagaram à alta burguesia financeira BPN 8 mil milhões de euros.
Agora que os capitalistas estão a tirar o dinheiro de Portugal e a colocá-lo, em números colossais, em bancos privados alemães, acentuam-se cada vez mais as desigualdades sociais.
Esta crise já consagrou o despedimento sem justa causa, aprovado pelo PSD, pelo CDS, pelo PS e pela Central Patronal, chamada, ilegitimamente, UGT («União Geral dos Trabalhadores»).
Os cortes de dois salários aos assalariados da Função Pública, aos pensionistas e aos trabalhadores de algumas empresas estatais foram feitos através de um imposto especial, só para alguns, o que até é contra a Constituição de 1976, mas a Constituição é lixo para o Presidente da República e para o Tribunal Constitucional. Na contabilidade esse dinheiro não aparece como diminuição da despesa, mas como aumento da receita, em impostos.
Além dos brutais privilégios concedidos ao Capital o factor Trabalho, como vimos vai perder mais 10 mil milhões de euros.
Mas ainda no factor Trabalho há desigualdades nos impostos. Os trabalhadores da Função Pública, os pensionistas e os trabalhadores de algumas empresas estatais perderam o subsídio de férias e o subsídio de Natal (em virtude de um imposto especial só para eles) e os trabalhadores do sector privado não. Este governo semeia injustiças sociais por todo o lado, desigualdades em cima de desigualdades.
E Passos Coelho e Paulo Portas são contra os «eurobonds» que seriam excelentes para Portugal.
Portugal caminha para o abismo social.

terça-feira, 29 de maio de 2012

FUGA COLOSSAL DE CAPITAIS NA ZONA EURO

Está a ocorrer uma fuga maciça de capitais da Grécia, de Portugal, da Irlanda, da Espanha e da Itália.
O «Bankia» da Espanha foi à falência por causa disso. Tal como José Sócrates fez com os prejuízos do BPN, nacionalizou-os para os contribuintes pagarem esses prejuízos, Rajoy nacionalizou os prejuízos do banco «Bankia».


Ironia das ironias, os patriotas capitalistas gregos, portugueses, irlandeses, espanhóis e italianos estão a realizar esta colossal fuga de capitais para bancos privados da Alemanha.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A UNIÃO EUROPEIA CAMINHA PARA O SUICÍDIO COLECTIVO

A Alemanha prepara-se para destruir a Europa pela 4ª vez seguida, desta vez sob as ordens de Ângela Merkel, apoiada por traidores à sua Pátria, como Passos Coelho e Paulo Portas.

domingo, 27 de maio de 2012

O CASO RELVAS GATE CONTINUA

Após o Ministério Público ter encontrado SMS entre Adelino Cunha, adjunto de Relvas, e Jorge Silva Carvalho, Cunha, demitiu-se do cargo. Houve confirmação pelo gabinete do ministro dos Assuntos Parlamentares, que explicou que a demissão foi apresentada pelo ex-jornalista e aceite por Miguel Relvas.

A revista «Sábado» net, afirmou que a demissão aconteceu depois do Ministério Público ter encontrado mensagens entre Adelino Cunha e o ex-director do SIED, Jorge Silva Carvalho. 

Escreveu a revista, que o adjunto e o ex-espião combinaram falar através de um telefone fixo. «É referida uma ligação através dos telefones da Presidência do Conselho de Ministros e concordam em encontrar-se para beberem um café no Hotel Tivoli», escreveu a «Sábado». 

Segundo a agência Lusa, o adjunto do ministro Miguel Relvas e o ex-director do SIED trocaram sete mensagens de telemóvel, entre 8 e 15 de Setembro de 2011, uma das quais sobre a violação de um envelope do Parlamento.

sábado, 26 de maio de 2012

CORRUPÇÃO AO MAIS ALTO NÍVEL E ALTA HIPOCRISIA


A representante do complexo militar-industrial que participou no esquema de desvio de fundos da União Europeia para a modernização da agricultura da Polónia, com os quais os corruptos dirigentes polacos compraram aviões F16 aos Estados Unidos, e com os quais invadiram o Iraque atrás das muito conhecidas Armas de Destruição Maciça, que ao que parece foram descobertas pelos aviadores polacos aos comandos dos aviões F16, comprados ilegalmente. Esta corrupta mulher arranjou um tacho como directora do FMI, como prémio para a sua corrupção.
CHRISTINE LAGARDE DIRIGIU UMA FIRMA DE ADVOGADOS DOS EUA AO SERVIÇO DA INDÚSTRIA MILITAR DOS EUA. 
O dinheiro da União Europeia para a modernização da agricultura da Polónia foi desviado para a compra de aviões de guerra F16 aos EUA. Esse estranho desvio deu origem ao atrás referido estranho negócio de compra dos F16, organizado por Christine Lagarde, na qualidade de dirigente da atrás referida firma de advogados, a corrupta directora actual do FMI.

O plano de urgência de Outubro de 2011, adoptado pelos países da zona euro e pelo FMI de ajuda à Grécia coincidiu com um pedido de compra pela Grécia aos Estados Unidos de 400 tanques M1 Abrams e 20 veículos anfíbios AA7VA1 por 1 280 milhões de euros. Os Estados Unidos aprovaram a atrás referida venda.
De acordo com informações da revista "Hellenic Defesa e Tecnologia", as autoridades dos EUA aprovaram a concessão (venda) de 400 tanques M1A1 Abrams para o exército grego, que incluem opções entre remodelação simples - cada tanque vale dezenas de milhões de dólares, serão feitas actualizações para todos os tanques para um maior nível de capacidade operacional, com um custo mais elevado correspondente. Carta relativa de Oferta e aceitação (LOA) espera para breve.
Ainda de acordo com informações exclusivas da revista "Hellenic Defence & Tecnologia", há também   a disponibilidade da Grécia em comprar mais 20 tanques AA7VA1, e um programa de actualização de baixo custo para eles. Este é o primeiro passo para cobrir um requisito operacional para 75-100 veículos.» (In Blog «A Verdade Liberta»)
Christine Lagarde arranjou o tacho no FMI em 28 de Junho de 2011, e o negócio da compra dos tanques dos EUA pela Grécia, com graves dificuldades financeiras, foi depois. Em Novembro de 2011 foi desenvolvida a informação sobre este muito estranho negócio.

Christine Lagarde nasceu em 1956, na França.

E deu uma curiosa entrevista ao jornal inglês «The Guardian», publicada em 25 de Maio de 2012.

«Uma entrevista a Christine Lagarde, ontem publicada em The Guardian, está a correr mundo. 

Quando a jornalista lhe pergunta se, ao analisar as contas da Grécia, só pensa em números ou também se lembra das mulheres gregas sem assistência quando dão à luz, dos doentes sem medicamentos e dos velhos que morrem sozinhos sem direito a cuidados, responde: 

«Penso mais nas criancinhas de uma escola numa pequena aldeia da Nigéria, que têm duas horas por dia de aula, com uma cadeira para três crianças e que, mesmo assim, conseguem estudar. Penso nelas permanentemente e acho que precisam de mais ajuda do que as pessoas em Atenas.
Se estamos em maré de humor negro, vamos a isso: na tal aldeia da Nigéria não existirão prédios mas só palhotas, e não haverá portanto o perigo de um homem de 60 anos, desesperado, se atirar de uma janela de mão dada com a mãe, de 90, como aconteceu na Grécia. Se também querem defenestrar-se, construam arranha-céus, seus idiotas! » (In blog «Entre as brumas da memória») 

A GRÉCIA, A ALEMANHA E A MOEDA EURO

Estou convencido de que a Alemanha é o país que mais beneficia com a existência da moeda euro e com os perversos estatutos do ilegitimamente chamado «Banco Central Europeu».
A indústria alemã faz a maior parte das exportações para os países que usam a moeda euro. Este «sucesso» alemão faz-se arruinando as economias da zona euro.
Estou convencido que se a moeda euro acabar o país mais prejudicado será a Alemanha, porque na qualidade de país exportador iria perder competitividade, porque os outros países, que actualmente estão na zona euro, iriam desvalorizar as suas moedas face ao regressado marco alemão.
A seguir exponho extractos de uma entrevista, sobre a moeda euro, de Emmanuel Todd, investigador do INED (Instituto Nacional de Estudos Demográficos) de Paris, que é historiador, antropólogo, demógrafo e cientista político, ao jornal suíço «La Tribune de Genève».

«O Jornal Tribuna de Genebra: Como o modelo de família grega pode lançar luz sobre a crise (da União Europeia)?
Emmanuel Todd: Isso é muito interessante. Ouvimos discursos agora muito humilhantes para a Grécia (é acusada de todos os males e incompetências). Em seguida, na ausência de um estado central forte, dada a dificuldade de recolha de impostos, isso poderia ser explicado pela complexidade das estruturas familiares (existentes). Na Grécia há três diferentes modelos tradicionais. O de Atenas e das ilhas (Egeu) é matriarcal, centrado nas mulheres, com regras de primogenitura feminina, mas "levemente" sem coabitação de gerações. Em contraste, nos núcleos da região do Peloponeso e da Beócia é menos rígido e patriarcal. Na Tessália e Epiro o modelo (família) é uma comunidade maior, como entre os sérvios e os russos.
Então, essas pessoas geram diferentes modelos familiares, com dinâmicas diferentes. A Grécia tem uma história marítima grande. Os gregos têm uma grande diáspora. Os demógrafos estão impressionados com a longevidade do povo grego. Claramente, tem uma arte de viver bem, a sabedoria, e você não pode qualificá-la como entretenimento. Se os gregos forem expulsos do espaço económico que usa essa moeda europeia euro contra a sua vontade, eles terão um ano muito duro e difícil. Mas, então, todas as pessoas notarão uma enorme vantagem competitiva em termos de salários na Grécia. 
O país irá levantar-se financeiramente. Mas do outro lado será o fim da moeda única europeia euro. Os países europeus estão lutando hoje para manter a Grécia na área monetária comum (em tentar mantê-la dentro para que a Grécia continue a pagar aos credores europeus), mas na verdade a questão é determinada principalmente porque a saída da Grécia da moeda euro lhes causa muito medo.
O Jornal Tribuna de Genebra: Você faz uma constatação de uma falha da moeda única. A Grécia ameaça a Alemanha agora  com a saída do euro. O que isso significa para você?
Emmanuel Todd: Em primeiro lugar, estar ciente de que se houver o colapso do euro, a Alemanha será o país mais afectado, uma vez que é o país mais exportador na União Europeia.
 Em 1929 foram os Estados Unidos e a Alemanha que sofreram mais com o ‘crash’ da bolsa, porque estes dois países eram as duas principais potências industriais da época. Os alemães têm claramente receado um retorno às moedas nacionais do passado. Todos os países actualmente no euro vão desvalorizar as suas moedas para se protegerem contra as exportações alemãs.
E a Alemanha, além de ter que voltar para o marco alemão, será estrangulada economicamente. É esta razão pela qual a liderança existente (política) dos alemães está indo longe demais com as suas ameaças sobre o euro, além do aceitável. Na verdade, as pessoas que serão mais penalizadas pela possibilidade do desaparecimento do euro, serão os líderes alemães. No entanto, os gregos e os franceses querem ficar no euro por razões irracionais. Porque há uma parte mágica na moeda única, apesar de se não entender o quê. Eles não percebem que o fim da moeda única irá colocá-los muito bem.» (Fonte: jornal diário «La Tribune de Genève», de 16 de Maio de 2012, entrevistadores Bot Olivier e Andrew Allemand)


                                            

DIREITOS HUMANOS – É PRECISO NÃO TER VERGONHA NA CARA


                   NATO – O «JUIZ» QUE EVITA SER JULGADO
Toda a gente informada sabe que quem mais viola os Direitos Humanos, no século XXI, é a NATO, que é uma organização imperial-colonial, dominada pelos Estados Unidos.
GUANTÁNAMO, o Campo de Tortura desta organização e a sua rede de prisões, mais ou menos secretas, como a de Bagram, estão ao nível moral e ético, qualitativamente, de Adolf Hitler, o alemão campeão dos "Direitos Humanos" no século XX.
Guantánamo não é só dos EUA é de toda a NATO, é um crime colectivo de todos os países da NATO incluindo Portugal. Os aeroportos portugueses estão sempre à disposição dos quadrilheiros, especialmente a base das Lajes, nos Açores, que raptam seres humanos, em qualquer lado, como em Milão, por exemplo, e depois os levam para o Campo de Tortura de Guantánamo.
Curiosamente Guantánamo é um território da República de Cuba, ocupado militarmente, de facto, contra a vontade do país soberano Cuba.
Será por isso que a classe política norte-americana está interessada nos Direitos Humanos em Cuba? O Campo de Tortura de Guantánamo, fica, efectivamente, em Cuba.
«Com o tema dos Direitos Humanos, os Estados Unidos ( e os outros países da NATO, seus cúmplices) comporta-se como na fábula do juiz e o verdugo, cada vez que trata de acusar quase todo o planeta Terra, quando os seus actos criminosos o convertem no primeiro acusado. Uma vez mais, o Departamento de Estado dos EUA enviou ao Congresso a sua informação anual sobre os Direitos Humanos no Mundo, e uma vez mais se mostram “preocupados” (com o Campo de Tortura de Guantánamo?) com o que se passa em muitos outros países», segundo o texto continua a “repressão sistemática das liberdades e direitos fundamentais”, de que o melhor exemplo «urbi et orbi» é o Campo de Tortura de Guantánamo.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

OS CRIMINOSOS DA TROIKA ESTIVERAM EM LISBOA

Os ladrões, torturadores e assassinos da «troika», estiveram em Portugal para dizer que o roubo, que é um Banco Central emprestar dinheiro a 5% de juros a um país que usa a moeda que emite, está a ir muito bem.
São ladrões, porque é um crime de roubo um Banco Central cobrar juros aos Estados que utilizam a moeda que emite.
São torturadores, porque andam a torturar os trabalhadores portugueses.
São assassinos, porque já provocaram a morte de muitos portugueses, devido à degradação grave do Serviço Nacional de Saúde.
OS traidores do governo PSD-CDS são contra os eurobonds, porque os eurobonds são bons para Portugal.
A louca e sacana Ângela Merkel quer que a Alemanha destrua  a Europa pela 4ª vez. Na Guerra contra a França nos finais do século XIX, na I Guerra Mundial e na II Guerra Mundial, os alemães iniciaram guerras que muitas destruições e muitas mortes provocaram na Europa.
Agora a Alemanha está a enriquecer saqueando, na prática, os países da chamada  «União Europeia»,  que de união não tem nada.
O saque alemão é possível devido à estupidez dos políticos que assinaram as perversas leis da moeda euro e as perversas leis do perverso  «Banco Central Europeu».
Os criminosos da troika acham que os portugueses têm que ganhar ainda menos, porque acham que as falências das famílias portuguesas e a fome que algumas passam ainda têm que aumentar mais. 
     

quinta-feira, 24 de maio de 2012

TRAIDOR À PÁTRIA

Os  eurobonds  seriam  excelentes para  Portugal.
Pedro Passos Coelho  é contra os eurobonds, logo  é contra Portugal.
O conceito que define a posição de Pedro Passos Coelho é traição à Pátria.
Pedro Passos Coelho traiu a sua Pátria, traiu Portugal.
Pedro Passos Coelho é um traidor à Pátria.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

OS DOGMÁTICOS ILUMINADOS DA AUSTERIDADE DESPENHARAM-SE NUM FOSSO MUITO ESCURO

Os neoconservadores-neoliberais adeptos infalíveis da austeridade caíram na armadilha que eles próprios montaram. Estão a semear empobrecimento, miséria e fome. Recessão em cima de recessão, falências e desemprego a aumentarem cada vez mais, e mais e mais. Retoma da economia não se vê, vê-se sim recessão.
A luz ao fundo do túnel é recessão, falências e desemprego.
A «iluminadíssima» Ângela Merkel já não percebe bem o que anda a fazer, cada vez percebe menos.
A União Europeia transformou-se na Desunião Europeia. A ajuda mútua transformou-se em salve-se quem puder, se puder.
François Hollande não pode capitular diante das sacanagens repetidas de Ângela Merkel e dos seus seguidores. Se capitular já não será só a União Europeia em crise, a crise europeia pode contagiar a economia mundial.

A AUSTERIDADE ESTÁ A METER ÁGUA

Ângela Merkel está cada vez mais isolada, com a sua austeridade suicidária.
As políticas de austeridade impostas por Ângela Merkel não estão a resultar em lado nenhum.


Agora até os países não-europeus do G8 a criticam. A austeridade de Ângela Merkel começa a tornar-se perigosa, até para países não-europeus.

segunda-feira, 21 de maio de 2012

ÂNGELA MERKEL JÁ DEU ORDENS A FRANÇOIS HOLLANDE COMO HITLER A PÉTAIN

Irá François Hollande capitular diante de Ângela Merkel como Pétain capitulou diante de Adolf Hitler?
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Esperemos que a França de Hollande seja um país soberano e não capitule perante a Alemanha, como Pétain capitulou.
Aguardemos.

«Alemanha rejeita proposta de Hollande para eurobonds
por LusaHojeDescrição: http://www.dn.pt/Common/Images/img_economia/icn_comentario.gif
A Alemanha rejeitou hoje a proposta do novo Presidente francês, François Hollande, à margem da cimeira do G8, para a introdução de eurobonds na zona euro, considerando-a "a receita errada no momento errado".
"No momento atual, não vejo motivos para mudarmos de rumo, a introdução de eurobonds seria a receita errada no momento errado, e teria efeitos secundários contraproducentes", disse o secretário de Estado das finanças alemão, Steffen Kampeter, à emissora pública de rádio Deutschlandfunk.
Na opinião de Kampeter, a base para uma política orçamental comum na Europa "é, em primeira linha, o Tratado Orçamental", e não a emissão de títulos conjuntos de dívida pública europeia, os chamados eurobonds.»

domingo, 20 de maio de 2012

FUTEBOL

O Chelsea venceu a final da Liga dos Campeões, derrotando nos penáltis o Bayern de Munique
por 4-3, após empate1-1 nos 90 minutos e nos 120 minutos totais, incluindo o prolongamento. Já se sabia que a final era no estádio do Bayern em Munique antes da prova ter começado. Só que as previsões apontavam para uma final Barcelona – Real Madrid antes dos jogos das meias-finais. Surpreendentemente, o Chelsea eliminou o Barcelona sem ter perdido nenhum dos jogos. Neste caso foi a táctica excelente do Chelsea e a qualidade superior de alguns dos seus jogadores, como o brasileiro Ramirez e o espanhol Fernando Torres, que marcaram dois golos magistrais de contra-ataque perfeito. E depois o Chelsea teve sorte, elemento que também conta, porque o argentino Lionel Messi falhou um penálti no sentido exacto do termo, porque não foi defendido pelo guarda-redes, mas mal direccionado. O factor psicológico também conta, o stress da responsabilidade. Noutras vezes diz-se que o avançado x falhou um penálti e esquece-se o mérito do guarda-redes ao defendê-lo.
Na outra meia-final o Real Madrid de José Mourinho e Cristiano Ronaldo era o favorito contra o Bayern. Mas o Real Madrid começou a perder a meia-final, em Munique, não se esforçou, nunca lutou pela vitória, não parecia uma equipa de José Mourinho, nunca tentou ganhar o jogo de Munique com uma equipa muito superior à do Bayern. Ser do Real Madrid é um estatuto que parece queimar alguns jogadores, que não se esforçam, que não colocam no campo todas as suas capacidades. Tal como o Real Madrid o Bayern tem uma equipa multinacional, mas os seus jogadores lutaram pela vitória, deram tudo por tudo, face à sobranceria do Real Madrid. Em Madrid o Real Madrid não lutou para vencer a eliminatória, não se esforçou para isso, limitou-se a jogar para os penáltis e deu-se mal, ficou pelo caminho.
Em síntese, o Chelsea e o Bayern mereceram jogar a final.
Na final triunfou o treinador, a táctica, o esforço, o empenho total dos jogadores, e outra vez a sorte e
 a qualidade superior de alguns jogadores, como Drogba, Fernando Torres e Petr Cech. O guarda-redes do Chelsea defendeu um penálti, há que valorizar a qualidade de Petr Cech, não podemos ver um penálti só do ponto de vista do avançado. Drogba, treinado para atacar a baliza adversária foi o causador do penálti, por pura incompetência como defesa, cometeu um erro grave, enquanto defesa, tem que treinar mais como defesa.  
Nos penáltis foi Drogba que marcou o golo decisivo, o quarto, da vitória por 4-3.
Muitos comentadores detestam as tácticas defensivas, disseram muito mal da Grécia por ter vencido o Campeonato da Europa de 2004 com tácticas defensivas e de contra-ataque, assim como disseram muito mal do Chelsea. Para esses comentadores deve vencer a equipa que ataca mais, mas só há uma solução para esses comentadores e bem simples: os golos deixarem de contar para a vitória no jogo, ou melhor ainda, passar a ganhar o jogo a equipa que marcar menos golos.
Hoje a Académica de Coimbra venceu a Taça de Portugal ao derrotar o Sporting por 1-0. A Académica de Coimbra estava muito moralizada, porque tinha eliminado o Porto, a equipa que viria depois a ganhar o Campeonato.
A Académica foi como o Chelsea, jogou em contra-ataque, e foi muito eficaz num. E soube defender-se. A equipa vencedora da Taça de Portugal fica directamente apurada para a fase de grupos da Liga Europa.

AINDA O RELVAS GATE


por Sérgio Lavos


Os desenvolvimentos do caso Relvas* trouxeram ao de cima duas tenebrosas figuras dos meandros do aparelho do PSD (via Paulo Pinto). O presidente da distrital do Porto, Virgílio Macedo, veio dizer que os jornalistas têm um "código ético que não lhes permite sofrer pressões" o que, de acordo com o iluminado pensamento deste senhor, prova que as pressões não existiram. Fantástico. Por outro lado, um antes obscuro deputado da bancada PSD, por sinal advogado, Matos Correia, veio afiançar que Relvas não fez as ameaças à jornalista porque conhece bem o ministro. Comovente, esta demonstração de amizade e de confiança, que de resto reforça a intervenção do mesmo deputado na audição do ministro no parlamento, descodificando as atabalhoadas desculpas do governante em relação aos SMS's e aos mails de Silva Carvalho.

Entretanto, a linha de defesa dos assessores da blogosfera e do comentário televisivo passa pela vitimização do ministro e por alusões a uma guerra interna no Público entre direcção e redacção. A ponto de voltar a ser mencionado o famosos conflito latente entre grupos mediáticos, um dos argumentos subterrâneos do caso Ongoing/secretas. Os rapazes do ministro terão de se esforçar mais, no entanto, porque mesmo que essa guerra exista, ficarão sempre por explicar por que razão as pressões inicialmente foram negadas e depois veladamente admitidas - uma conversa de 30 minutos terá acontecido entre Relvas e a directora do jornal; e por que razão é que, não tendo havido pressões, o ministro terá pedido desculpa à directora. E, mais importante, se o argumento usado é baseado no comunicado da direcção do Público, então teremos de ver as coisas como elas são: o comunicado afirma, para além de qualquer dúvida, que existiram pressões, ameaças e chantagens do ministro. Se a não publicação da peça foi consequência destas pressões, é algo que deverá ser discutido internamente no jornal e comentado cá fora, mas não é o essencial da questão. Tenham ou não resultado as pressões, o que é inadmissível no caso é o facto de um ministro ter telefonado para um jornal com o objectivo de condicionar o funcionamento deste. Se isto não é caso para demissão, o que poderá ser? Tem a palavra o sr. primeiro-ministro.

*É importante lembrar que não é o primeiro "caso Relvas": o fim do programa de Pedro Rosa Mendes na Antena 1 já tinha tido mão do nosso querido ministro da propaganda. E antes, houve aquela alegada conversa com o director de programas da RTP no sentido de reservar um bilhete apenas de ida para Mário Crespo, para a delegação de Nova Iorque. Não há acasos.

P.S. À direita, e provando que há quem tenha coluna vertebral do outro lado das trincheiras, leia-se os textos do Gabriel Silva, do Ricardo Lima e do André Azevedo Alves. E reforce-se a ideia de que há silêncios bastante ruidosos...» (In blog «Arrastão»)

PROVÁVEL EXPULSÃO DA GRÉCIA DA MOEDA EURO

Se os dois partidos que têm andado a roubar o povo grego, por decisões próprias, e por ordem de Ângela Merkel, os dois partidos dos ladrões, que são o partido «Nova Democracia» e o «PASOK» perderem as eleições e o Syriza formar governo a Grécia será expulsa da moeda euro, e será ajudada pela Rússia.
Se o povo grego eleger os ladrões da «Nova Democracia» e do «PASOK» então é porque gosta de ser governado por ladrões.
 Os alemães da República de Weimar também escolheram para os governar Adolf Hitler, em eleições totalmente livres, de acordo com a Constituição democrática de Weimar.

«A única estratégia clarificadora e que pode dar esperança nas periferias é a da tensão com as instituições europeias e com os poderes centrais, tal como temos advogado desde o inicio da intervenção externa, mas que em Portugal tem tido pouco eco, com excepção de vozes corajosas como Pedro Nuno Santos e que tiveram de enfrentar o estupor de elites medíocres. Uma estratégia política de recusa da austeridade e da predação que quanto a mim exige abertura intelectual para todos os cenários progressistas, tal como aqui os temos exposto.  Tem a palavra Alexis Tsipras, por enquanto apenas líder do Syriza: “A nossa primeira escolha é convencer os nossos parceiros europeus de que é do seu próprio interesse não cortarem com o financiamento (…) Se não conseguirmos convencê-los – porque a nossa intenção não é tomar medidas unilaterais – e se a Europa avançar com medidas unilaterais da sua parte, ou seja, se cortar o financiamento, então seremos obrigados a deixar de pagar aos nossos credores, a entrarmos em suspensão de pagamentos aos nossos credores”.» (In blog «Ladrões de Biciletas»)

AS INEVITABILIDADES IMUTÁVEIS TAMBÉM MUDAM


François Hollande, por decreto, baixará mesmo, a curto prazo, a reforma para os 60 anos, na França, para os assalariados que descontaram durante 41 anos para a aposentação.

CONVERSÕES INTERESSANTES



Zita Seabra é um caso interessante de conversões.
1)     De deputada do PCP converteu-se em deputada do PSD.
2)    Agora, segundo noticia o jornal «Correio da Manhã» está em vias de se converter a uma organização que foi um dos pilares do fascismo franquista em Espanha, chamada «Opus Dei».
3)    Já agora convém recordar que em 1936 havia uma República Democrática na Espanha. Contra a Democracia da Espanha de 1936 foi iniciada uma guerra-civil, dirigida pelo fascista Franco, que foi apoiado no terreno por tropas fascistas italianas enviadas por Mussolini e pela elite da Força Aérea da Alemanha, a Legião Condor, sob as ordens de Adolf Hitler.
Há também documentação que prova que Winston Churchill se colocou ao lado de Hitler e de Mussolini, fornecendo armas inglesas a Franco. Os fascistas espanhóis provocaram um milhão de mortos na guerra-civil que iniciaram em 1936.


Mandaram-me e-mails a dizer que Churchill não era primeiro-ministro entre 1936 e 1939. É claro que não, mas estava no poder o seu partido, o Partido Conservador. E já agora acrescento, o Partido Conservador Britânico roubou todos os bens que pertenciam ao governo legítimo da República Espanhola, que estavam no Reino Unido, e forneceu armas clandestinamente a Franco, esquema em que participou Winston Churchill.

«Igreja
Zita Seabra mais próxima do Opus Dei
Antiga dirigente comunista é admiradora de Josemaria Escrivá. Toda a história no CM»


COMUNICADO DO SINDICATO DOS JORNALISTAS SOBRE O CASO RELVAS


«SJ exige esclarecimento das acusações do CR do “Público” a Miguel Relvas
Publicado a 18/05/2012 Comunicados
O Sindicato dos Jornalistas (SJ) reclamou o cabal esclarecimento das acusações do Conselho de Redacção do “Público” (CR) ao ministro Miguel Relvas, segundo as quais este teria exercido pressões e feito ameaças inadmissíveis a jornalistas daquele diário.

Em comunicado divulgado esta noite, o SJ considera que devem ser cabalmente esclarecidas as acusações (ver ficheiro anexo), pelo que a Direcção do SJ vai pedir ao Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e à Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias da Assembleia da República a averiguação urgente das imputações feitas.

É o seguinte o texto, na íntegra, do comunicado do SJ:

Acusações a Miguel Relvas devem ser esclarecidas

1. A Direcção do Sindicato dos Jornalistas tomou conhecimento com enorme perplexidade e profunda preocupação do teor de um comunicado do Conselho de Redacção do “Público” segundo o qual o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares ameaçou promover um boicote informativo de todos os ministérios àquele jornal e divulgar na Internet dados da vida privada de uma jornalista ao serviço desta publicação.

2. A serem verdadeiras, as imputações feitas pelo CR ao Dr. Miguel Relvas revestem uma gravidade extrema, desde logo pela circunstância de ser um titular de um cargo público, além do mais ministro, e especialmente por ser o membro do governo responsável pela área da Comunicação Social. A confirmarem-se, o Dr. Miguel Relvas deixaria de ter condições para manter-se no Governo, e muito especialmente com as responsabilidades governativas que tem.

3. Considerando que os factos denunciados pelo CR do “Público” devem ser cabalmente esclarecidos e que desse esclarecimento devem ser extraídas todas as consequências, a Direcção do SJ vai pedir ao Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social e à Comissão para a Ética, a Cidadania e a Comunicação da Assembleia da República a averiguação urgente das imputações feitas.

4. A Direcção do SJ considera que incidentes desta natureza devem ser esclarecidos com toda a profundidade e com toda a transparência, de modo a que não restem quaisquer dúvidas sobre os factos, e se possa agir em conformidade, como é exigível num Estado de Direito.

5. A Direcção do SJ manifesta a sua solidariedade para com a jornalista Maria José Oliveira e para com o Conselho de Redacção do “Público”, em especial pela coragem manifestada no cumprimento de um dever fundamental dos jornalistas – o de denunciar o que consideram serem tentativas de condicionar e                         limitar o exercício da sua missão profissional.

                                                                                                                       Lisboa,18 de Maio de 2012

A Direcção»

sábado, 19 de maio de 2012

PERGUNTAS AO MINISTRO MIGUEL RELVAS


1)      Agora Sua Excelência pôs agentes secretos a fazer espionagem da vida privada de uma jornalista?
2)      Sua Excelência Miguel Relvas quantas relações sexuais tem por mês?
3)      Sua Excelência quanto tempo precisa de mexer no pénis para o erguer?
4)      Sua Excelência pratica sexo oral?
5)      Sua Excelência pratica sexo vaginal?
6)      Sua Excelência pratica sexo anal?
7)      Sua Excelência toma «Viagra»?
8)      É assim tão macho que precise de investigar a vida privada de uma jornalista ou antes pelo contrário?
9)      Sua Excelência é homossexual ou heterossexual?

COMUNICADO DO CONSELHO DE REDACÇÃO DO JORNAL «PÚBLICO»


«COMUNICADO DO CONSELHO DE REDACÇÃO
A jornalista Maria José Oliveira pediu ao Conselho de Redacção que analisasse uma
série de episódios ocorridos na passada quarta-feira, na qual o ministro Adjunto e dos
Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, queixou-se ao jornal de estar a ser perseguido,
ameaçando a jornalista e o PÚBLICO se fosse publicada uma determinada notícia,
relacionada com o caso das “secretas”. A notícia não foi publicada.
O CR ouviu a jornalista, a editora de Política e os directores Bárbara Reis e Miguel
Gaspar e, destas auscultações, entende considerar o assunto em duas vertentes: as
ameaças de Miguel Relvas e a não publicação da notícia.
As ameaças
As ameaças foram confirmadas pela editora de Política, que recebera um telefonema
de Relvas depois de Maria José Oliveira ter enviado ao ministro questões para uma
notícia de follow-up às incongruências das declarações do governante ao Parlamento,
um dia antes. Relvas terá dito que, se o jornal publicasse a notícia, enviaria uma queixa
à ERC, promoveria um “black out” de todos os ministros em relação ao PÚBLICO e
divulgaria, na Internet, dados da vida privada da jornalista. Estas ameaças foram
reiteradas num segundo contacto telefónico.
A editora de Política afirma que, ao longo dos anos, sempre recebeu ameaças de
governantes e sempre as tratou da mesma maneira, ignorando-as. De qualquer forma,
a jornalista foi informada pela editora do teor da conversa com o ministro e ambas, a
pedido da jornalista, levaram o caso à directora Bárbara Reis, que não atribuiu relevo
às ameaças, por também lidar com situações do género com muita frequência.
Posteriormente, Miguel Relvas falou com Bárbara Reis, a contestar o conteúdo da
notícia saída no papel naquele dia, sobre a qual a jornalista pretendia fazer um followup. A directora não interpelou o ministro sobre as ameaças feitas no telefonema à
editora. Até ontem, quinta-feira, a direcção editorial não tinha tomado posição, nem
feito qualquer diligência sobre as ameaças em si. Segundo a directora, é um assunto
que tem de ser tratado com calma, e não “a quente”. O director Miguel Gaspar
considera que o caso é grave e vai ser tratado pela direcção.
O Conselho de Redacção é da opinião que ameaças como aquelas, vindas de um dos
ministros mais importantes do Governo e que, além disso, tem o pelouro da
Comunicação Social, não deviam ter sido tratadas como se fosse um episódio normal,
igual a tantos outros. Pelo contrário, o CR considera que as ameaças, cujo único fim
era condicionar a publicação de trabalhos incómodos para o ministro, são intoleráveis
e revelam um desrespeito inadmissível do governante em relação à actividade
jornalística, ao jornal PÚBLICO e à jornalista Maria José Oliveira. Mostram, ainda, uma
grosseira distorção do comportamento de um governante que, ao invés de zelar pela
liberdade de imprensa, vale-se de ameaças – um acto essencialmente cobarde – para
tentar travar um órgão de comunicação social que cumpre o seu inalienável papel de
contra-poder.
O PÚBLICO teve três oportunidades para lidar com as ameaças: no primeiro
telefonema à editora de Política, numa segunda conversa telefónica com a directora e nas próprias páginas do jornal do dia seguinte, através de uma notícia, um editorial,
uma nota da direcção, ou qualquer outra forma pela qual o PÚBLICO manifestasse o
repúdio pelos actos do ministro, que é de manifesto interesse público divulgar. Os
portugueses têm o direito de saber quem é e como age o seu ministro Adjunto e dos
Assuntos Parlamentares, e o PÚBLICO tem a obrigação de revelar este triste episódio,
no âmbito da cobertura que tem feito do caso das “secretas”.
Nada, no entanto, foi feito nem no dia em que as ameaças foram proferidas, nem no
dia seguinte. Editores e directores têm toda a legitimidade para tratar dos assuntos
sob a sua tutela de acordo com o seu modo e juízo pessoal. Mas, neste caso, o jornal
falhou ao não repudiar imediata e publicamente a inaceitável atitude de pressão
daquele que é considerado o “número 2” do Governo da República. O PÚBLICO não
pode nunca aceitar, calado, tal tipo de pressões e é lamentável que o tenha feito.
Os elementos do CR irão estudar o caso com o advogado do jornal e com o Sindicato
dos Jornalistas para definir acções futuras junto das entidades competentes.
A não publicação do artigo
O artigo que não chegou a ser publicado era um follow-up da notícia que apontava
incongruências no depoimento de Relvas no Parlamento, publicada no papel naquela
quarta-feira. Maria José Oliveira enviou ao ministro perguntas que não tinham sido
feitas ou respondidas no Parlamento. O resultado foi uma notícia cujo “lead” era o de
que o ministro se recusava a esclarecer ao PÚBLICO sobre as incongruências,
acrescentando mais alguns detalhes sobre as mesas.
A editora de Política, antes de receber o telefonema do ministro, disse que não valeria
a pena publicar a notícia no papel, pois não trazia nada de substancialmente novo em
relação ao que já tinha sido escrito. A editora reiterou várias vezes ao CR que decidira
não publicar no papel antes do telefonema de Miguel Relvas, com as ameaças. Não se
opôs, de qualquer forma, que fosse publicada no online, porque o texto que constava
na edição escrita do jornal (e onde eram já mencionadas as incongruências nas
respostas do ministro) não estava disponível na edição electrónica.
Segundo a directora Bárbara Reis, a relevância do artigo levantou dúvidas desde o
meio da tarde junto dos editores do online. A jornalista foi questionada várias vezes
sobre a redacção da notícia ao longo da tarde e o próprio texto que saíra no jornal
naquele dia foi alvo de reconfirmação, na sequência de um telefonema de Miguel
Relvas à directora a dizer que a notícia era falsa. A direcção confirmou que a notícia já
publicada no papel estava correcta.
Só já à noite é que o director Miguel Gaspar, a quem o assunto foi passado horas
depois de ter sido discutido por editores e pela directora, decidiu não publicar a
notícia. Miguel Gaspar disse ao CR que a decisão baseou-se única e exclusivamente na
sua interpretação de que dizer apenas que o ministro não respondera ao PÚBLICO não
era uma notícia – em consonância com opiniões já expressas pela directora e pela
editora-substituta do online. A editora de Política, como referido, não se opôs à notícia
sair no online, dizendo ao CR que não interfere na edição electrónica. Miguel Gaspar
afirmou ainda ter sugerido à jornalista que continuasse a investigar o caso, fazendo eventualmente um trabalho mais sistematizado, com mais dados, sobre as
incongruências do ministro Miguel Relvas.
Os membros do Conselho de Redacção consideram que existia relevância noticiosa no
texto de Maria José Oliveira, que fez o que qualquer jornalista deve fazer: não deixou
cair a história e trabalhou para aprofundá-la, procurando esclarecimentos junto do
ministro.
O CR é da opinião que, mesmo que os telefonemas do ministro não tenham tido aqui
qualquer influência, a não publicação da notícia passará a imagem para fora, quando o
assunto vier a tornar-se público, como é expectável, de que foi justamente isto o que
aconteceu: que o PÚBLICO vergou-se perante ameaças do “número 2” do Governo.
Independentemente da mais-valia de se aguardar por um follow-up mais aprofundado,
a publicação da notícia, juntamente com a divulgação pública das pressões do
ministro, teria certamente evitado este possível dano na imagem de independência do
PÚBLICO, imagem esta que o jornal tem o dever de preservar.

Bruno Prata
Clara Viana
João D’Espiney
João Ramos de Almeida
Luís Francisco
Luís Miguel Queirós
Ricardo Garcia
Rita Siza»