sábado, 14 de julho de 2018

Juncker bêbado

Uma das notícias mais interessantes que li sobre política internacional foi o facto de Juncker aparecer bêbado, de vez em quando, em público.
Quando leio um texto sobre Trump, geralmente diz tudo e o seu contrário, o racionalismo está a desaparecer dos textos sobre política internacional em língua portuguesa.
O trinunfo do irracionalismo é simbolizado por Jean-Claude Juncker bêbado.
Juncker pior que bêbado só sóbrio.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Crítica de um italiano da Esquerda à NATO




«A NATO, em expansão e cada vez mais cara, alastra-se pela Europa

Agindo como órgãos programados desde a sua criação, as Administrações da NATO e da União Europeia, prosseguem o seu projecto afastadas de qualquer controlo político. As burocracias militares e civis resultantes da ocupação norte-americana da Europa Ocidental, pretendem defender os interesses da elite transnacional sem se preocupar com a vontade dos povos.

| Roma (Itália)
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A Comissão Europeia e o Secretariado-Geral da NATO fizeram preceder a Cimeira dos Chefes de Estado e de Governo da Aliança, pela assinatura de uma Declaração Conjunta. Para essas Administrações tratava-se de impossibilitar o sistema que gerem de maneira a impedir que as (autoridades) eleitas o contestassem.
Em 11 e 12 de Julho de 2018, desenvolve-se em Bruxelas a CIMEIRA NATO ao nível de Chefes de Estado e de Governo, dos 29 países membros. Confirma ao mais alto nível o fortalecimento da estrutura de comando, principalmente, na função anti-Rússia. Serão estabelecidos:
- um novo Comando Conjunto para o Atlântico, em Norfolk, nos EUA, contra os “submarinos russos que ameaçam as linhas de comunicação marítima entre os Estados Unidos e a Europa”
- um novo Comando Logístico, em Ulm, na Alemanha, como “dissuasor” contra a Rússia, com a tarefa de “mobilizar mais rapidamente as tropas em toda a Europa em qualquer conflito”.
Em 2020, a NATO terá, na Europa, 30 batalhões mecanizados, 30 esquadrilhas aéreas e 30 navios de combate, apetrechados em 30 dias ou menos, contra a Rússia. O Presidente Trump terá, portanto, cartas mais fortes na Cimeira bilateral, que terá a 16 de Julho, em Helsínquia, com o Presidente Putin, da Rússia. Daquilo que o Presidente dos EUA estabelecer na mesa de negociações, dependerá, fundamentalmente, a situação na Europa.
O raio de expansão da NATO vai muito além da Europa e dos próprios membros da Aliança. Ela tem vários parceiros ligados à Aliança por vários programas de cooperação militar. Entre os vinte incluídos na Parceria Euro-Atlântica, figuram a Áustria, a Finlândia e a Suécia. A parceria mediterrânica inclui Israel e a Jordânia, que têm missões oficiais permanentes na sede da NATO, em Bruxelas, e Egipto, Tunísia, Argélia, Marrocos e Mauritânia. A parceria do Golfo inclui o Kuwait, o Qatar e os Emirados, com missões permanentes a Bruxelas, além do Bahrein. A NATO também tem nove “Parceiros globais” na Ásia, na Oceania e na América Latina - Iraque, Afeganistão, Paquistão, Mongólia, Coreia do Sul, Japão, Austrália, Nova Zelândia e Colômbia - alguns dos quais “contribuem, activamente, para as operações militares da NATO”.
A NATO - criada em 1949, seis anos antes do Pacto de Varsóvia, baseada formalmente no princípio defensivo estabelecido pelo Artigo 5 - foi transformada numa aliança que, de acordo com o “novo conceito estratégico”, compromete os países membros a “liderar operações de resposta a situações de crise não previstas no artigo 5.º, fora do território da Aliança”. Segundo o novo conceito geoestratégico, a Organização do Tratado do Atlântico Norte estendeu-se às montanhas afegãs, onde a NATO está em guerra há 15 anos.
O que não mudou, na mutação da NATO, foi a hierarquia dentro da Aliança. É sempre o Presidente dos Estados Unidos que nomeia o Comandante Supremo Aliado na Europa, que é sempre um general dos EUA, enquanto os Aliados se limitam a ratificar a sua escolha. O mesmo aplica-se aos outros comandos chave. A supremacia dos EUA fortaleceu-se com a ampliação da NATO, pois que os países do Leste europeu estão mais vinculados a Washington do que a Bruxelas.
O próprio Tratado de Maastricht, de 1992, estabelece a subordinação da União Europeia à NATO, da qual fazem parte 22 dos 28 países da UE (com a Grã-Bretanha de saída da União). O mesmo estabelece no artigo 42.º, que “a União respeita as obrigações de alguns Estados Membros, que consideram que a sua defesa comum se efectue através da NATO, no âmbito do Tratado do Atlântico Norte”. E o protocolo n. 10 sobre a cooperação estabelecida pelo art. 42 salienta que a NATO “continua a ser a base da defesa” da União Europeia. A Declaração Conjunta sobre a Cooperação NATO/UE, assinada em 10 de Julho em Bruxelas, na véspera da Cimeira, confirma esta subordinação: “A NATO continuará a desempenhar a sua função única e essencial como pedra angular da defesa colectiva para todos os aliados, e os esforços da UE também fortalecerão a NATO” [1]. A PESCO e o Fundo Europeu para a Defesa, sublinhou o Secretário-Geral Stoltenberg, “são complementares e não alternativas à NATO”. A “mobilidade militar” está no centro da cooperação NATO/UE, consagrada na Declaração Conjunta. Igualmente importante é a “cooperação marítima NATO/UE no Mediterrâneo, para combater o tráfico de migrantes e, assim, aliviar o sofrimento humano”.
Sob pressão dos EUA e neste contexto, os aliados europeus e o Canadá aumentaram a sua despesa militar em 87 biliões de dólares, desde 2014. Apesar disso, o Presidente Trump vai bater com os punhos na mesa da Cimeira, acusando os aliados porque, todos juntos, gastam menos do que os Estados Unidos. “Todos os aliados estão a aumentar as despesas militares", afirma o Secretário Geral da NATO, Stoltenberg.
Os países que destinam à despesa militar, pelo menos 2% do seu PIB, aumentaram para 3%, em 2014, e para 8%, em 2018. Prevê-se que, desde agora até 2024, os aliados europeus e o Canadá aumentarão a sua despesa militar em 266 biliões de dólares, expandindo a despesa militar da NATO para mais de 1 trilião de dólares por ano. A Alemanha, em 2019, ampliará para uma média de 114 milhões de euros por dia e planeia aumentá-la em 80% até 2024. A Itália comprometeu-se a alargá-la dos actuais 70 milhões de euros por dia, para cerca de 100 milhões de euros/dia. Como exige aquele que, no programa do governo, é definido como “o aliado privilegiado da Itália”.
[1] “Joint Declaration on EU-NATO Cooperation”, Voltaire Network, 10 July 2018.»

[In Red Voltaire]

Portugal é uma colónia que obedece a dois impérios, ao IV Império Alemão e ao Império dos Estados Unidos

O imperador Donald Trump, o suserano de todos os países da NATO ou OTAN, quer que estes países gastem mais  dinheiro em armas, diga-se, em armas compradas aos Estados Unidos.
A presença de Portugal na NATO é uma continuação do salazarismo. A NATO nunca existiu para defender as democracias. Portugal entrou para a NATO pela mão de Salazar e a duração da Ditadura fascista de Salazar deve muito ao apoio da NATO.
Que ganha Portugal com a presença na NATO? Nada!, só perde, ou melhor, ganha inimigos e falsos amigos e ganha dívidas.
Portugal não tem dinheiro, dizem, mas tem dinheiro para gastar nas guerras imperiais da NATO.

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Selvajarias praticadas pelo chamado «Mundo Livre»

A mais selvática selvajaria praticada pelo chamado «Mundo Livre» durante a Guerra Fria contra a União Soviética vai sendo conhecida e, em alguns casos, os criminosos são condenados. Pinochet foi colocado no poder pela CIA, às ordens do republicano Richard Nixon, e pelos neoliberais de Chicago. Foi apoiado pela FIFA, pela UEFA e pela CONMEBOL, adeptas dos estádios de futebol regados com sangue de fuzilamentos.


«Chile: o moroso combate pelo fim da impunidade

Victor Jara era um cantor chileno identificado com o regime de esquerda de Salvador Allende derrubado, em 11 de Setembro de 1973, por um golpe militar liderado pelo general Pinochet que, em nome do combate ao comunismo e com o apoio dos EUA (presidência Richard Nixon), instaurou uma violenta  ditadura em que o direito e  a justiça foram exemplarmente esmigalhados.

O cantor foi preso no dia seguinte ao golpe e levado para o Estádio Chile, convertido numa prisão para milhares de chilenos conotados com o regime de Allende. Por ser uma conhecida figura pública foi, desde a sua chegada, separado dos outros prisioneiros e agredido verbal e fisicamente pelos militares. Nos dias seguintes foi interrogado e torturado com pontapés, murros e golpes diversos nas mãos com armas sem que dos interrogatórios fosse feito qualquer registo ou dos mesmos resultasse qualquer acusação. No dia 15 de Setembro, Victor Jara e Littré Quiroga Carvajal, director dos serviços prisionais do regime deposto foram levados para uns gabinetes nos subterrâneos do estádio e aí foram mortos com, pelo menos, 44 e 23 balas, respectivamente, todas do calibre de 9,23 milímetros a que correspondia o armamento que era utilizado pelos oficiais do Exército que se encontravam no referido recinto.

De seguida, os corpos de Víctor Jara e de Littré Carvajal, foram retirados do Estádio Chile e atirados para via pública, junto aos cadáveres de outras pessoas de identidade desconhecida - mortas igualmente a tiro – e foram encontrados, no dia 16 de Setembro, nas imediações do Cemitério Metropolitano, num terreno baldio próximo da linha férrea, por moradores que pertenciam a organizações comunitárias e sociais. Essas mesmas pessoas limparam-lhes os rostos e reconheceram-nos, constatando que apresentavam diversos hematomas e sinais inequívocos de ter recebido fortes golpes e múltiplos impactos de bala, levando-os ao Instituto Médico Legal, onde, em consequência da directa e fortuita intervenção de terceiros, foram formalmente identificados, o que permitiu que os seus familiares mais próximos aí se deslocassem, sendo-lhes entregues os cadáveres que, posteriormente, puderam discretamente enterrar.

Na passada terça-feira, quase quarenta e cinco anos depois destes assassinatos, a justiça chilena condenou oito antigos militares a 18 anos de prisão, pelos homicídios e sequestros de Víctor Jara e de Littré Carvajal, condenando, ainda, o Estado chileno a indemnizar os familiares das vítimas em cerca de 1,8 milhões de euros.

Para se chegar a esta decisão, as famílias de Víctor Jara e de Littré Carvajal, nomeadamente a viúva Joan e a filha Amanda do cantor percorreram um imenso calvário burocrático e judicial tendo conseguido, em 2009, a exumação do cadáver que confirmou as múltiplas fracturas e o impacto das inúmeras balas. Em 27 de Junho de 2016, graças ao apoio de uma organização não-governamental norte americana e ao trabalho pro bono de um escritório de advogados nova-iorquinos conseguiram, num processo cível na Florida e com base em legislação contra a tortura, a condenação do ex-tenente do Exército chileno Pedro Pablo Barrientos Nuñez pelo homicídio de Victor Jara, no pagamento de uma indemnização de 28 milhões de dólares.

Pedro Barrientos foi identificado por diversas testemunhas como o oficial que deu o primeiro tiro – na nuca – em Victor Jara mas, apesar de também ter sido acusado do homicídio, não foi agora julgado no Chile por a lei não permitir o seu julgamento à revelia. Em 1989, estava a ditadura militar chilena a terminar, Barrientes mudou-se para a Florida, EUA, onde se veio a casar, a naturalizar cidadão norte-americano e, até, a declarar falência, pelo que, muito provavelmente, nada pagará aos herdeiros de Victor Jara .

O Estado chileno pediu a sua extradição em 2013 mas não parece que tal vá acontecer, pelo facto de Barrientos ser, agora, um cidadão norte-americano a que acresce o facto de os ventos favoráveis aos direitos humanos não soprarem, com particular intensidade, por aquelas paragens. A própria condenação proferida pelo juiz Miguel Vázquez Plaza não é definitiva: pode, ainda, ser  objecto de recurso.

Moral da história: a justiça é lenta e incerta  no entanto, como diria Galileu, move-se
[Francisco Teixeira da Mota, in Publico pt]

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Trump quer o rearmamento alemão. Se lhe perguntarem entre quem foi a II Guerra Mundial Trump talvez diga que foi entre o Irão e o Estado de Israel


Se perguntarem a Trump entre quem foi a II Guerra Mundial ele talvez diga que foi o Irão contra o Estado de Israel e a Coreia do Norte contra o Japão.
O rearmamento alemão será tão bom em 2018 como foi em 1933.