sábado, 25 de março de 2017

Comemorar a União Europeia, em 2017, é comemorar o IV Reich


A União Europeia é dominada pelo imperialismo alemão, comemorar as atrocidades do imperialismo alemão é algo macabro.
A Zona Euro é a zona mais oprimida pelo imperialismo alemão.
Com a moeda euro a Alemanha ganha e ganha muito. 



Os outros países da Zona Euro perdem.

Donald Trump - mais uma análise

"Trump não é um epifenómeno



José Pacheco Pereira no Público de hoje:

«Trump não é um epifenómeno. Tudo é interessante no “momento” Trump. Quase tudo é perigoso em Trump. Nada vai ficar igual com ele e nada vai ficar igual depois dele. Quase tudo muda com ele. Trump é o mais moderno político hoje em funções numa democracia, mas a modernidade que ele ajuda a revelar é assustadora. É a cor do futuro no presente e, para quem preza a democracia, é a mais suja das cores. Mas está lá, mas está cá. (…)
A questão da verdade, cuja “morte” uma capa da Time anunciava interrogativamente, é também relevante. Alguns media americanos têm falado da “mentira patológica” de Trump, mas a classificação parece-me errada, ao atribuir a uma disfunção aquilo que nele é uma função. (…)
À sua volta, baseado no princípio de que os semelhantes se atraem uns aos outros, está uma falange de “novos ignorantes”, mas não só. O “mas não só” são aqueles que percebem muito bem a enorme oportunidade que podem ter com este homem e com a sua gente, como é o caso de Steve Bannon. Estes são os mais perigosos, têm um plano e têm sabido cumpri-lo. Aquilo que nós consideramos falhas e incompetências são o elemento gerador do caos de que eles necessitam. São os verdadeiros revolucionários que pretendem subverter o sistema democrático, instituir uma série de “novas ordens” no plano cultural, rácico, social e político. Vieram da obscuridade e das margens para o centro do mundo, onde nunca pensaram estar, precisam do conflito como pão para a boca e são homens de guerra. Não são fascistas, como às vezes levianamente são intitulados, mas apresentam um impulso de subversão, uma determinação, uma resiliência sem falhas, que é comum a muitos revolucionários modernos, como os fascistas. (…)
Trump não é um democrata, mas um autocrata numa democracia. Como Erdogan e Putin, com quem tem semelhanças na mecânica do uso do poder. Ia a escrever que era um autocrata “numa (ainda) democracia”, mas essa classificação seria injusta para a efectiva resistência quer institucional, quer opinativa, quer social, quer política que tem encontrado e que começa a travá-lo com eficácia. Não vai ser fácil travá-lo de todo nos seus excessos autocráticos, até porque homens como Trump geram uma enorme polarização, um clima de guerra civil e garantem mobilizações de apoiantes muito duras e intransigentes, que até agora têm aceite tudo o que ele faz sem pestanejar. (…)
No entanto, todas estas atitudes e revelações contribuíram para o outro lado da polarização e ajudaram a criar uma linha de intransigência contra Trump, que tem impedido o partido e os políticos democratas de terem qualquer complacência com Trump. (…) Esta resistência total tem riscos, um dos quais é o cansaço que leva a desistir, mas tem ajudado a travar Trump. (…)
O estilo de Trump ajuda a recrutar e ascender gente que faz do bullying um modo de exercer o poder, e, como estão muitas vezes bastante isolados, usam e abusam do poder formal que lhes é dado. Em áreas como a polícia, as autoridades de emigração e outras, este processo é bastante perigoso.»"
[Cit in blog «Entre as brumas da memória»] 

sexta-feira, 24 de março de 2017

A mais selvática criminalidade é a criminalidade legal

Os elementos e elementas da Troika, BCE + CE + FMI são criminosos e criminosas de guerra, tão desumanos e tão desumanas como os nazis e como as nazis.

"Para sempre?


O momento João Duque de Jeroen Dijsselbloem, na excelente fórmula de Nuno Serra, é a versão grosseira de uma ideologia económica inscrita nas regras do euro. Nunca esqueçamos as instituições, as políticas, que dão força material decisiva às narrativas. Quem esquecer isto, quem ficar pelas pessoas, comete um erro intelectual e político decisivo, alimentando a ilusão de que isto muda com a simples rotação de pessoal político.

Precisamente no mesmo dia em que foram conhecidas as declarações de um símbolo da destruição da social-democracia europeia pelo euro, ficámos a saber, graças a Rui Peres Jorge, que o BCE quer ultimato a Portugal: mais reformas ou sanções. Agora que estão convencidos que o perigo deflacionário foi esconjurado, vem ao de cima a mesma chantagem de sempre, a mesma lógica golpista contra as democracias de sempre, as mesmas reformas com a mesma lógica de sempre: transferir recursos de baixo para cima, de dentro para fora. Para sempre? "

"O momento João Duque de Jeroen Dijsselbloem



As inenarráveis declarações de Jeroen Dijsselbloem a propósito dos países do Sul europeu («não se pode gastar o dinheiro todo em copos e mulheres e depois vir pedir ajuda») superam, em grosseria e mau gosto, a metáfora sobre «cinema e pipocas» a que João Duque recorreu em 2011, numa sessão do movimento independente «Mais Sociedade» (criado por sugestão de Pedro Passos Coelho). Mas o desprezo e a ligeireza, o moralismo sobranceiro e a fraude intelectual são exatamente os mesmos."

[In blog «Ladrõesde Bicicletas»]

Há muitos ditos patriotas portugueses que pagam os impostas na Holanda, pagam aos holandeses

Dijsselbloem, o desonesto últil à Troika e aos respecctivos colaboracionistas



"«Na história da política há muitos idiotas úteis. Na política europeia há um anjo inútil: Jeroen Dijsselbloem. A sua única utilidade, até hoje, foi ser uma versão sofrível de bobo da corte de Wolfgang Schäuble.
A sua relevância no purgatório europeu deriva de fazer parte da família socialista e de ser um afinador de pianos da ideologia da austeridade. Seria impossível uma síntese destas se não existisse Dijsselbloem. Há quem acredite que ele nasceu na mesma fábrica onde foi construído Frankenstein, mas claramente houve um defeito de fabrico. Frankenstein é superior a todos os níveis. Mas é com personagens como Dijsselbloem que se regou o nacionalismo extremista e o populismo que floresce na Europa. O seu discurso, às vezes, parece o de alguém saído de "Voando sobre um Ninho de Cucos". Mas não é verdade: o seu discurso sempre foi minuciosamente estudado. O ainda ministro holandês continua a achar que é a voz dos crentes contra os pecadores. E estes, claro, dissipam tudo em "copos e mulheres". Ou em carros e tremoços. Dijsselbloem, claro, não dissipa: só bebe descafeinados e só olha para bonecas insufláveis.
Custa ter de se dar atenção a esta personagem saído de um filme de série Z. Dijsselbloem, como não singrou na carreira de comediante, foi acolhido como político. Chegou a ministro. E, pior, é chefe do Eurogrupo. O que revela bem o que é esta União Europeia a que os países do Sul têm de prestar contas sucessivas por causa da sua "dissipação moral". Quando Dijsselbloem é a voz da UE o que é que se pode esperar dela? Nada de relevante: ele é o símbolo perfeito do mundo dos vícios privados e das públicas virtudes a que os países do Norte devotaram a sua existência. Dijsselbloem é um Pierrot perigoso: diz, como político pretensamente do "establishment", aquilo que os populistas proclamam nas ruas. O que o torna um inimigo público da Europa como espaço solidário e uno. É como um falso Rei Mago: o seu aroma não é de incenso nem mirra. Cheira a ácido sulfúrico. Deveria ser colocado numa ETAR.»

Fernando Sobral" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

quarta-feira, 22 de março de 2017

domingo, 19 de março de 2017

Sinais evidentes de aproximação do Fim do Mundo

O Fim do Mundo está próximo e há sinais evidentes.
O mais óbvio vem do Porto, que empatou 1 – 1  com o Setúbal, depois do Benfica ter empatado 0 – 0 em Paços de Ferreira.
O segundo vem da Inglaterra, o Brexit.
O terceiro foi a vitória de Trump nos Estados Unidos.
O quarto é o facto e o economista neomarxista João Rodrigues do blog «Ladrões de Bicicletas», dizer que Cavaco Silva é um indivíduo muito inteligente.

Estes quatro factos, articulados entre si, são suficientes para vermos que o Fim do Mundo está para muito breve.

sábado, 18 de março de 2017

A Revolução Comunista na Rússia - análise crítica


A origem das ideias do igualitarismo comunista, muito remota, parece estar no chamado Cristianismo inicial ou Cristianismo primitivo. Engels escreveu o livro «Contribuição para a História do Cristianismo Primitivo».
Uma origem mais próxima é o livro do pensador inglês Tomás More «Utopia» (1516), publicado inicialmente em latim, no contexto do chamado Renascimento, em que é imaginada uma sociedade ideal, sem opressores e oprimidos e com propriedade colectiva, numa ilha imaginária, que teria sido descoberta pelo navegador português Rafael Hitlodeu.
As três fontes reconhecidas por Marx e Engels para a sua ideologia comunista são o socialismo utópico (sobretudo francês), cujo nome tem as suas raízes na «Utopia» de More; a Filosofia Clássica alemã, nomeadamente Hegel (dialéctica) e Feuerbach (materialismo / ateísmo) e a Economia Política britânica, sobretudo do escocês Adam Smith e do inglês David Ricardo.
No século XIX Karl Marx (1818 – 1883) e Friedrich Engels (1820 – 1895) inventaram uma nova ideologia que tinha por objectivo a construção de uma sociedade sem classes. A obra mais assustadora para a burguesia foi escrita por Marx e Engels, o «Manifesto do Partido Comunista» e publicada em 1848.
A obra mais importante de Marx é considerada «O Capital» (1º volume 1867), em que é feita a crítica mais profunda às desigualdades sociais provocadas pelo capitalismo.
Marx e Engels, tal como Jean-Jacques Rousseau foram apenas teóricos, nunca exerceram o poder.
Lenine (1870 – 1924) aplicou as ideias de Marx e Engels na Revolução de Outubro de 1917 na Rússia (segundo o calendário juliano, em Novembro segundo o calendário gregoriano, que vigora na Europa Ocidental).

Lenine e Estaline dividiram a Rússia em repúblicas unidas a que Lenine chamou União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). Foram os criadores da República Socialista Soviética da Ucrânia (sem a Crimeia).
Lenine deixou o seu trabalho por completar na especificação dos critérios para a criação das repúblicas soviéticas. Lenine criou a República Socialista Soviética da Transcaucásia, sem grande sentido, porque englobava três etnias muito distintas, da Arménia, da Geórgia e do Azerbaijão. Estaline corrigiu esta contradição criando as Repúblicas Soviéticas da Arménia, da Geórgia e do Azerbaijão. No entanto, Estaline omitiu o factor étnico na questão da República Soviética da Ucrânia (sem a Crimeia) dentro da qual colocou populações de etnia russa, que em 2014 se revoltaram contra a decisão de Estaline.
No aspecto económico Lenine com a NEP criou um sistema misto de empresas estatais (as de maior dimensão) e privadas.
Estaline aplicou à letra as teorias económicas de Marx, com a nacionalização e colectivização de toda a economia. Estaline foi bem-sucedido na chamada indústria pesada, o que lhe permitiu vencer a II Guerra Mundial.
Com Estaline a Rússia (denominada União Soviética) atingiu o apogeu do seu poderio e influência a nível planetário. Mesmo a Rússia czarista que derrotou Napoleão Bonaparte teve uma influência no Mundo muito inferior à da Rússia (denominada União Soviética) estalinista, que se tornou uma das duas superpotências globais, a par dos Estados Unidos.
Foi com Estaline, com o seu sucesso militar contra a Alemanha nazi, que a Rússia/União Soviética mudou o percurso da Humanidade ao lado dos Estados Unidos e do Reino Unido. Não devemos esquecer que a Rússia/União Soviética aguentou o primeiro embate da Alemanha nazi, apenas aliada com o Reino Unido bastante fragilizado, até à entrada dos Estados Unidos na II guerra Mundial, mais concretamente de 22 de Junho de 1941 (ataque da Alemanha nazi à Rússia/União Soviética) a 7 de Dezembro de 1941 (entrada, de facto, dos Estados Unidos na II Guerra Mundial).
Foi, porém, com Estaline que o conceito ditadura do proletariado, teorizado por Marx e Engels, se mostrou, na prática, muito perigoso, com tremendos abusos do poder.
Na minha opinião, o regime marxista-leninista na Rússia / União Soviética não implodiu por qualquer pressão externa, mas sim pela flagrante contradição entre as teorias de Marx e Engels e a prática das suas tentativas de aplicação. Houve uma grande diminuição das desigualdades sociais com o marxismo-leninismo-estalinismo na Rússia /União Soviética, mas ao mesmo tempo houve abusos brutais em nome da ditadura do proletariado teorizada por Marx e Engels. Mas não foram só os abusos do poder em nome do conceito de Marx e de Engels «ditadura do proletariado», que levaram à implosão do regime, foram os fracassos da economia totalmente estatizada e colectivizada. Houve diminuição das desigualdades sociais, houve a criação de um Serviço Nacional de Saúde gratuito e a criação de um Sistema Público de Ensino gratuito, mas o nível de vida da maioria da população manteve-se significativamente inferior ao dos países mais desenvolvidos da Europa capitalista, que também criaram um Serviço Nacional de Saúde gratuito e um Sistema Público de Ensino gratuito.

Em 2017, sabemos que a Revolução comunista na Rússia foi uma revolução falhada, como tinha sido uma revolução falhada a Revolução Francesa de 1789 – 1799.
Em 2017, parece-me evidente que o capitalismo continua com as suas brutais desigualdades sociais. Mas, a ideia de «ditadura do proletariado», teorizada por Marx e Engels, na prática, tornou-se uma ideia bastante perigosa.

Ora, o fracasso, na Europa, dos regimes inspirados em Marx e Engels, não significa que a luta contra as desigualdades sociais tenha terminado, essa luta continua, só que os caminhos para criar uma sociedade mais justa exigem ideias novas e a reformulação das ideias que surgiram com o objectivo de criarem menos desigualdades sociais.

1917 - 2017 - Cem anos depois da Revolução Comunista na Rússia

«Cem anos depois



Os últimos anos mostraram que, com a queda do Muro de Berlim, não colapsou apenas o socialismo, colapsou também a social-democracia. Tornou-se claro que os ganhos das classes trabalhadoras das décadas anteriores tinham sido possíveis porque a URSS e a alternativa ao capitalismo existiam. Constituíam uma profunda ameaça ao capitalismo e este, por instinto de sobrevivência, fizera as concessões necessárias (tributação, regulação social) para poder garantir a sua reprodução. Quando a alternativa colapsou e, com ela, a ameaça, o capitalismo deixou de temer inimigos e voltou à sua vertigem predadora, concentradora de riqueza, armadilhado na sua pulsão para, em momentos sucessivos, criar imensa riqueza e destruir imensa riqueza, nomeadamente humana. 

Excerto de um artigo de Boaventura de Sousa Santos, publicado no Jornal de Letras no início de Fevereiro. Pode, talvez, funcionar como uma introdução à sua primeira aula magistral deste ano, intitulada “as ciências sociais 100 depois da Revolução Russa” e que terá lugar na próxima segunda-feira, pelas 16h, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, sendo a entrada livre.»
[In blog «Ladrões de Bicicletas», post de João Rodrigues]

sexta-feira, 17 de março de 2017

Centrão teve pesada derrota nas eleições da Holanda

A maior derrota nas eleições da Holanda, em 2017, foi do Partido Trabalhista, que tinha 38 deputados e ficou apenas com 9, um partido ao serviço dos interesses da Alemanha, especialmente no Eurogrupo.
O partido mais votado, do primeiro-ministro Mark Rutte, da Direita neoliberal, perdeu 8 deputados,ficou com 33 deputados num total de 150.
A extrema-direita, que eu saiba, não tinha mais de 50% nas sondagens, daí não me parecer que foi «derrotada», foi derrotada porque não obteve 51% dos votos?
Ou foi derrotada a coligação germanófila, defensora da austeridade? É óbvia a derrota da coligação germanófila.

terça-feira, 14 de março de 2017

Comentário a um comentador de Direita estúpido e ignorante

 «João Miguel Tavares
JOÃO MIGUEL TAVARES
OPINIÃO
Ser fascista em Portugal
Enquanto as convicções de uns continuarem a ser consideradas moralmente superiores às dos outros, nunca seremos uma democracia a sério.

É muito fácil ser fascista em Portugal. Eu, por exemplo, sou fascista várias vezes por semana nas caixas de comentários do Facebook. A grande vitória da extrema esquerda portuguesa foi ter conseguido que a palavra “fascista” fosse um insulto, e a palavra “comunista”, não. No entanto, qualquer pessoa que tenha lido dois livros de História, ame a liberdade e acredite nas primeiras palavras da Declaração de Independência americana – “consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais” e que entre os seus “direitos inalienáveis” estão “a vida, a liberdade e a procura da felicidade” –, não pode senão proclamar ao mundo, e aos portugueses de ouvido duro, que fascistas e comunistas são farinha do mesmo saco iliberal, e dois extremismos igualmente desprezíveis.


Tristemente, pelas razões históricas conhecidas, a Constituição portuguesa não trata o fascismo e o comunismo da mesma forma. A palavra “fascista” aparece três vezes, a palavra “comunista” nenhuma, e a palavra “socialista” uma só vez, no famoso preâmbulo que propõe ainda hoje que o país abra “caminho para uma sociedade socialista”. Como não se cansaram de nos relembrar aqueles que tentaram impedir Jaime Nogueira Pinto de falar na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, só a ideologia fascista está proibida de se organizar em Portugal. No artigo 46º da Constituição, dedicado à liberdade de associação, é dito no ponto 4 que “não são consentidas organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista”. No entanto, aqueles que apareceram a tentar justificar o injustificável com a Constituição na mão esquerda e as convicções ideológicas da Nova Portugalidade na mão direita, esqueceram-se deste pormenor: para alguém ser fascista não basta gritar “fascista!” à sua passagem, e até o PNR é legal e concorre às eleições em Portugal.

Como é que se explica esta estranha coisa? É simples: se, por um lado, é muito fácil ser fascista em Portugal, a verdade é que em Portugal ninguém quer ser fascista. O PNR não se declara fascista, mas sim um partido nacionalista. E a Nova Portugalidade renega a palavra e a ideologia – ela considera-se apenas um movimento patriota. Quem, como eu, considerou uma vergonha a atitude da associação de estudantes e da direcção da FCSH, teve direito a receber uma fotografia do principal mentor da conferência, o jovem Rafael Pinto Borges, ajoelhado no cemitério diante do túmulo de Salazar, ao qual havia levado (palavras do próprio no Facebook), “as suas flores predilectas”. No início ainda pensei que fosse a gozar, mas parece que é a sério. O rapaz peregrina em Santa Comba.

Ainda que o Rafael da Nova Portugalidade tenha declarado afastar-se de alguns aspectos menos bons do Estado Novo (como matar pessoas pelas suas opiniões, e tal), a paixão pelo senhor Oliveira é um facto. “O horror!, o horror!”, gritou a nossa esquerda. Certo. Mas convém não ficar por aí. Se Rafael se ajoelha perante o túmulo de Salazar, quantos se ajoelharam perante Fidel Castro após a sua morte? É que eu ouvi a mesma conversa, sem tirar nem pôr: a revolução cubana teve aspectos menos bons (como matar pessoas pelas suas opiniões, e tal), mas nada apaga a grandeza de Fidel. Poupem-me. Fidel e Salazar. Francisco Louçã e Jaime Nogueira Pinto. Rafael Pinto Borges e Miguel Tiago. Em verdade vos digo: enquanto as convicções de uns continuarem a ser consideradas moralmente superiores às dos outros, nunca seremos uma democracia a sério.» [In jornal «Público» net]

Pelos vistos o general Humberto Delgado pediu, numa folha de papel selado, autorização ao Salazar para que o Salazar autorizasse a PIDE a assassiná-lo na Espanha e  também pediu, noutra folha de papel selado, que o Salazar autorizasse a PIDE a assassinar a sua secretária.




Este gajo, JMT, além de ser estúpido e ignorante é desonesto, o problema é que as limitações que lhe são impostas pelo seu quociente de estupidez  (qe) e pela sua ignorância não lhe permitem perceber que é desonesto.

E sobre a Declaração da Independência dos EUA “consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais”. E com base nesta declaração e noutras semelhantes, concretizada a independência foi decidido manter os pretos como escravos, porque, pelos vistos, já não tinham sido criados iguais.

O Mal reproduz-se constantemente, um império alemão é SEMPRE um império do Mal

O III império alemão caiu, mas o IV império alemão já está de pé e é maior que o III Reich, é a chamada União Europeia ou IV Reich.

"A Europa imóvel


«Parménides, o filósofo grego, acreditava que o ser era imutável e eterno e que a aparência de mudança que os nossos sentidos notam é um puro engano. Tudo permanece igual. A União Europeia é um fruto tardio das ideias de Parménides.
Finge que muda, mas a sua imobilidade é digna de uma torre de cimento. Os fantasiosos debates sobre o futuro do condomínio de países que já só têm o euro para os unir mostram o estado da desgraça. Juncker atira várias pedras para o charco para ver se os Estados deixam de moer a cabeça à CE, culpando-a de tudo, e decidem qualquer coisa. Os fantásticos quatro que se juntaram em Versalhes querem uma Europa a várias velocidades, porque de outra forma "rebenta", na formulação de Hollande, o mais sofrível dos líderes das chamadas grandes nações. A crise de identidade, política, económica e moral da Europa não se resolve com botox. Porque o que transparece destas pretensas posições de força é uma marcha de acorrentados derrotados rumo a parte nenhuma. (…)
A Europa, apesar do apoio unânime a Donald Tusk, está dividida. Não sabe o que fazer com a emigração nem com as assimetrias entre o Norte e o Sul, o Leste e o Oeste. O actual estado pantanoso das coisas só agrada ao cardume que se alimenta dos fundos que chegam a Bruxelas e Estrasburgo. A burocracia europeia, essa nova aristocracia, não quer nem ouvir falar em mudanças. Ou seja, a Europa é uma história de fantasmas. Face a tudo isso a palavra mítica é: "Reformas estruturais": pedem-se, mas não se aplicam em casa. Deixam-se para países como Portugal.»

Fernando Sobral" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]
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domingo, 12 de março de 2017

A União Europeia a várias velocidades tem 5 velocidades, mas todas em marcha atrás

Cinco velocidades em marcha atrás são as variáveis propostas por Ângela Merkel para a chamada União Europeia, em 2017.


A ideia das várias velocidades inicialmente era de quatro velocidades em marcha atrás, mas foi decidido criar uma quinta velocidade em marcha atrás especial para a Grécia.