sábado, 24 de setembro de 2016

Portugal no IV Reich e as incomodidades reichianas

«A sociedade insuportável




«O nível do debate político em Portugal anda muito baixo. Raramente se passa da acrimónia, da ofensa ou se esclarece alguma coisa. A agressividade e a demagogia também têm aumentado bastante. É o que temos.
Agravado pelo facto de a direita não aceitar a solução à esquerda e não conseguir ultrapassar o trauma.
Veja-se o recente debate sobre o novo imposto a aplicar ao património imobiliário de elevado valor. Muita gente, mesmo do PS, ficou escandalizada porque uma deputada do Bloco veio anunciar que a medida estava em estudo. Qual é o problema? Nenhum. Os dois partidos assumem que discutem regularmente este e outros temas. Qual é o problema de se falar de algo que ainda não está totalmente definido? Nenhum. De contrário não havia debate, mas mero anúncio. Discutir as coisas antes de elas se formalizarem é, não só democrático, como importante para melhorar a opção final. A ideia de que iniciativas deste tipo devem ser elaboradas no recato dos gabinetes é velha, retrógrada, não corresponde à sociedade aberta e participativa que tanto se apregoa. Deve discutir-se tudo. Ponto. (…)
Estamos a gerar uma sociedade altamente desequilibrada, insuportável, que provoca muita miséria e inevitáveis conflitos. Quando 1% da população mundial tem a mesma riqueza dos 99% restantes só podemos esperar sarilhos. Não há esquerda ou direita, argumento económico ou interesse patrimonial que justifique uma tal situação. Que aliás não funciona. Ao contrário do que afirmam alguns "especialistas", todos os estudos demonstram que a concentração de riqueza só gera mais concentração de riqueza, nunca distribuição e nem sequer mais investimento.»

Leonel Moura» [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Os aparelhos ideológicos e as angústias dos ricos

Os aparelhos ideológicos mais poderosos em Portugal são as televisões. A RTP, a SIC, a TVI e o CM realizam a missão sagrada de defenderem os interesses da pequena minoria que é a alta burguesia, custe o que custar. A fome é altamente competitiva.

«Da ópera bufa em torno da tributação do imobiliário


No dia em que se soube que fomos o país da OCDE que em 2015 mais agravou a tributação dos salários baixos e uns dias depois de se confirmar que as desigualdades se agravaram acima da média europeia nos anos do «ajustamento», Vasco Carvalho Marques considera, em artigo no Dinheiro Vivo a propósito da tributação sobre o património, que «este país não é para ricos».

É verdade que Carvalho Marques até concorda que «a tributação sobre os rendimentos do trabalho em Portugal passou há muito os limites do razoável», tratando contudo de propor, logo a seguir, uma eliminação definitiva da sobretaxa de IRS «em todos os escalões». Tal como é verdade que o autor reconhece que «um "trade off"» entre a tributação do rendimento e do património «poderá conduzir a um maior equilíbrio entre contribuintes», tratando contudo de alertar, logo a seguir, para os perigos de mexer nestas coisas.

Partindo dessa linha de prudência, Carvalho Marques considera que o fundamental é que o legislador - antes de proceder a quaisquer alterações na tributação sobre o património - compare «os impostos aplicados ao imobiliário nos países que connosco competem», como «a Espanha e Grécia, mas também a Croácia ou Chipre». Boa ideia, comparemos então:


Pois é. Como o Tiago Antunes já tinha demonstrado aqui, em termos de tributação do imobiliário Portugal não só se encontra abaixo da média dos países da UE considerados como é o «mais competitivo» no conjunto de países com que deve, segundo Carvalho Marques, comparar-se (e que, por acaso, até se situam acima da média). Ou seja, em matéria de fiscalidade comparativa, há bastante margem de manobra e não corremos por isso o risco de afugentar o investimento estrangeiro no setor imobiliário português.

Carvalho Marques não o refere, mas há ainda um outro aspeto que poderia dissuadir «o legislador» de aumentar a tributação sobre o património, nos moldes genéricos em que esse aumento tem sido discutido. De facto, a ideia de que a carga fiscal é determinante nas opções dos investidores é manifestamente redutora. Um país até pode ter um nível de tributação muito elevado, mas se os preços das casas forem competitivos, esse nível de tributação torna-se ainda mais irrelevante. Dito isto, como se posiciona Portugal no mercado em que se movem os seus concorrentes? Ora vejamos:


Mais uma vez, as preocupações carecem de fundamento. No conjunto de países considerados, de acordo com a Global Property Guide, Portugal é o segundo com valores mais baixos em termos de preço de casas por metro quadrado, assumindo os seus «concorrentes» diretos valores mais elevados. Pelo que não estranha que a imprensa internacional sinalize Portugal como um dos países mais apetecíveis para investir e comprar casa. E isto sem falar das singularidades e fatores imateriais comparativos (como o clima, a gastronomia, as praias ou a segurança), que tendem a não encaixar bem nos cálculos das folha de excel.

Estes dois elementos - nível de fiscalidade e preço das habitações - ajudam portanto a esvaziar o alvoroço artificial a que temos assistido nos últimos dias. Um alvoroço que faz lembrar, pelo seu défice de realidade e bom senso, a histeria em torno dos contratos de associação. Não por acaso, aliás - e o João Rodrigues já o disse aqui - ouviram-se novamente referências a um novo PREC, a um radicalismo de esquerda desenfreado, a uma sovietização em curso e demais epítetos que se usam quando outros argumentos, minimamente sustentáveis, escasseiam.»

[Nuno Serra in blog «Ladrões de Bicicletas»]

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

As sociedades estão dividias em classes e as classes ricas gozam com o sofrimento das outras devido à opressão que sobre elas exercem

«Leituras



«Ricos e desafogados usam a classe média como camuflagem para defenderem os seus próprios interesses, prejudicando a maioria da classe média, sem voz na comunicação social. A quase totalidade da classe média não é afetada quando se taxa património imobiliário de um, dois e três milhões de euros, como já fizera o governo anterior, apresentando a medida como "social-democrata". (...) A quase totalidade da classe média não é afetada quando se quer cobrar mais aos 1% mais ricos (e foi isso, e apenas isso, que Mariana Mortágua defendeu). Podem dizer que precisamos dos ricos e que por isso não os devemos incomodar com mais impostos e devemos manter um sistema fiscal injusto, baseado quase exclusivamente nos rendimentos do trabalho e no esforço de trabalhadores por conta de outrem com rendimentos próximos da média nacional. Só não pretendam que as dores de muito poucos sejam sentidas por todos.»

Daniel Oliveira, Classe média, a camuflagem de ricos e desafogados

«Um jornalista radical, Serge Halimi, escreveu um dia que desde que os jornalistas começaram a viver com os salários das classes altas, nos bairros das classes altas, a ir aos restaurantes das classes altas, começaram instintivamente a defender os interesses das classes altas, dos banqueiros, dos grandes empresários, e a ignorar os trabalhadores comuns que sobreviviam com dificuldades. Num passado remoto, o jornalista era um operário como os outros. Depois dos anos 80, as coisas mudaram. (...) O facto de o país comentador ter vindo abaixo com o anúncio de um novo imposto para o património mais elevado, que vai substituir o imposto de selo criado pelo governo Passos/Portas, prova que quem tem acesso à televisão não conhece o país em que vive, onde o salário médio é de 800 euros e a acumulação de património com valor tributário de 500 mil euros é uma raridade.»

Ana Sá Lopes, O país que passa na televisão está cheio de ricos

«Muitas das pessoas que apregoaram o fim da classe média, no caso das tais propostas fiscais irem por diante, situam-se na parte mais próxima do topo da pirâmide dos rendimentos, mas não conseguem olhar para o país de cima para baixo. Olham para o lado e deparam-se com uma classe (a sua) que agora consideram estar em risco de minguar. Chega quase a ser anedótico, mas tudo isto é sintomático de como a desigualdade se entranhou e se naturalizou na vida social e económica deste país. Cabe à política quebrar o ciclo e repor alguma justiça na distribuição de rendimentos entre as efetivas classes sociais. Talvez desta maneira o topo perceba que se encontra, de facto, no topo e que, em termos patrimoniais e de rendimento, a sua situação está a milhas da média.»

Renato Carmo, A classe média não é para todos

«Numa famosa entrevista na televisão no final do ano passado, o ex-diretor-geral da Autoridade Tributária José Azevedo Pereira revelou que as 900 famílias mais ricas de Portugal, com património superior a 25 milhões de euros ou rendimento médio anual acima de 5 milhões, representavam uma percentagem irrisória da receita de IRS, da ordem dos 0,5 por cento, quando seria de esperar, de acordo com a lei, que pagassem 50 vezes mais. (...) Esta sensação de que existem na sociedade portuguesa dois grupos de pessoas, umas que tudo podem mas que nada devem e outras que pouco podem mas que devem tudo, a sensação de viver numa sociedade não só injusta mas profundamente corrompida, a sensação de impotência perante este estado de coisas, desacredita a democracia, destrói a participação cívica e corrói a sociedade. (...) Os ricos que paguem a crise? Não. Os ricos que paguem o que devem. Apenas isso.»

José Vítor Malheiros, Os ricos que paguem o que devem»      [In blog «Ladrões de Bicicletas»]

Acho com interesse ler ou reler o livro de Althusser «Ideologia e Aparelhos Ideológicos do Estado».

Nos Estados Unidos muitos assassinos entram para a polícia para poderem concretizar os homicídios

Os assassinos e assassinas da polícia dos Estados Unidos divertem-se com os seus crimes. Polícias assassinos é uma prática típica do fascismo e do nazismo.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A versão oficial sobre o 11 de Setembro de 2001 em xeque


  «Os Físicos europeus põem em causa a versão oficial do 11-de-Setembro



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Desde há quinze anos peritos pagos pelo governo federal norte-americano asseguram que o colapso das Torres Gémeas e da Torre 7 do World Trade Center, a 11 de Setembro de 2001, são imputáveis à projeção de dois aviões comerciais sobre as duas primeiras torres.
A prestigiosa European Physical Society (Sociedade de Física Europeia- ndT) não entende o mesmo. Ela acaba de publicar, na sua revista European Physics News, um artigo de Steven Jones, Robert Korol, Anthony Szamboti e Ted Walter, pondo em evidência que se tratou de um caso de demolição controlada.
Tradução
Alva»

Documentos anexados



[In «Red Voltaire»]

As Inquisições troikistas proibem a divulgação de notícias

«A memória é uma coisa lixada...


«Faz ou não faz sentido, perante os valores da social-democracia, que aqueles que têm rendimentos mais elevados tenham que ter - em cima de todos os impostos que já pagam, nomeadamente no IRS - uma taxa de solidariedade adicional? Eu acho que faz sentido. Como faz sentido aqueles que tinham ativos imobiliários - acima de um milhão de euros - que têm uma tributação agravada por causa disso... É ou não é um bom princípio social-democrata dizer a todos os portugueses que pudemos isentar, ou que pudemos aliviar o esforço que poderia ser pedido àqueles que têm menos, pedindo um contributo adicional àqueles que têm mais? Eu orgulho-me disso.»

Pedro Passos Coelho em 2013 (dois anos antes do «Imposto Mortágua»)

Serviço público em formato vídeo prestado uma vez mais pela Geringonça, que em boa hora recuperou esta declaração de Pedro Passos Coelho, perfeitamente alinhada com a «tentativa em curso de sovietização do país», segundo o deputado do PSD Duarte Marques. O que nos vale a todos é que a «resistência» está no ativo e vigilante: dificilmente veremos um canal de televisão reproduzir estas imagens e estas declarações do ex-primeiro ministro, apesar das horas a fio dedicadas ao rasgar de vestes por causa do «novo imposto» (e mesmo quando ainda nem estão devidamente estabelecidos os contornos e o alcance da medida).»        [In blog «Ladrões de Bicicletas»]

A religião neoliberal domina a Europa


O neoliberalismo é uma religião com os seus deuses e deusas, dogmas e mitos.
O neoliberalismo pratica a chamada selvajaria científica e tem a sua Inquisição.

A mais divertida Inquisição neoliberal é a Troika, mas os actos religiosos inquisitoriais da Troika são uma comédia altamente trágica. O objectivo da Troika é criar Inferno na Terra.

terça-feira, 20 de setembro de 2016

O Reich da fome

O IV Reich, conhecido por União Europeia, anda a pôr medo aos portugueses. Berlim, via Bruxelas e via Frankfurt, diz que quer mlhões de portugueses na pobreza e na miséria. Berlim, via Bruxelas e via Framkfurt esforça-se par que Portugal tenha um salário mínimo miserável, para que haja fome.

Os direitos especiais da alta burguesia portuguesa de fugir aos impostos

"Os ricos que paguem o que devem



«Para assegurar um nível mínimo de coesão numa sociedade, é preciso garantir um mínimo de equidade, um mínimo de regras comuns. Regras que devem abranger todos os cidadãos sem excepção, seja qual for a sua extracção social, nível económico, educação, actividade profissional, local de residência, antecedentes familiares, saúde, cor da pele, género, orientação sexual, ideologia política ou religião. (…)
Em teoria, as coisas funcionam assim nas sociedades democráticas em geral e em Portugal em particular. Mas apenas em teoria. (…)
Digam o que disserem os políticos em campanha e sejam quais forem as promessas e as intenções dos Governos, todos sentimos e sabemos que existe uma justiça para ricos e uma justiça para pobres, da mesma forma que existem regimes fiscais diferentes para ricos e empregados. (…) No domínio do fisco, não se trata apenas de uma filosofia que penaliza mais os rendimentos do trabalho que os rendimentos do capital mas, para além disso, do facto de haver inúmeros alçapões estrategicamente colocados na lei e inúmeras situações de excepção que beneficiam os que mais têm, enquanto os simples trabalhadores não possuem forma de se esquivar às tributações.
Numa famosa entrevista na televisão no final do ano passado, o ex-diretor-geral da Autoridade Tributária José Azevedo Pereira revelou que as 900 famílias mais ricas de Portugal, com património superior a 25 milhões de euros ou rendimento médio anual acima de 5 milhões, representavam uma percentagem irrisória da receita de IRS, da ordem dos 0,5 por cento, quando seria de esperar, de acordo com a lei, que pagassem 50 vezes mais. Como o fazem? Exploram subterfúgios legais, com a ajuda de consultores fiscais dos grandes escritórios de advogados. Ou desrespeitam grosseiramente a lei, com o maior descaro, confiando que, se forem descobertos, a justiça para ricos os irá livrar de qualquer punição.
Esta sensação de que existem na sociedade portuguesa dois grupos de pessoas, umas que tudo podem mas que nada devem e outras que pouco podem mas que devem tudo, a sensação de viver numa sociedade não só injusta mas profundamente corrompida, a sensação de impotência perante este estado de coisas, desacredita a democracia, destrói a participação cívica e corrói a sociedade. (…)
Os ricos que paguem a crise? Não. Os ricos que paguem o que devem. Apenas isso.»

José Vítor Malheiros"    [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]

sábado, 17 de setembro de 2016

As feministas apoiam esta representante da Troika em Portugal

«A voz dos donos disto tudo



Em Portugal, esta respeitável senhora é uma das vozes do neoliberalismo com mais tempo de antena.

O Conselho Superior de Finanças Públicas foi criado e mantido pelo sistema político que nos tem governado para cobrir com um véu de neutralidade (pseudo) técnica as políticas impostas pela UE. O voto do povo pode eleger outro tipo de políticas, mas o Conselho só aprovará as políticas de austeridade que, nos anos 30 do século passado, levaram o mundo à Grande Depressão e deram o poder aos Fascismos e ao Nazismo.

Esta economista e seus colaboradores justificam o que dizem com recurso à teoria da "austeridade expansionista", como se não soubessem que ela já está no caixote do lixo dos economistas intelectualmente honestos. Mas é para isto que lhes pagam, para exercer pressão política sobre o governo do dia.» [Jorge Bateira in blog «Ladrões de Bicicletas»]

Mas quem são os alemães?


Quem diria que a Alemanha do rei de Luís II da Baviera que imaginou o castelo de Neuschwanstein, inspirado na arte gótica, uma das maravilhas do Mundo na arquitectura, do romantismo alemão, se tornaria a pátria do nazismo, inspirado no fascismo inventado pelo italiano Mussolini, podendo considerar-se o nazismo a variante mais selvagem do fascismo.

A Alemanha de Caspar Friedrich, de Wagner, de Beethoven e da sua ode à alegria, escrita, anteriormente, por Schiller é uma Alemanha de beleza e de sonho.

O norte-americano Walt Disney copiou para os seus desenhos o castelo de Neuschwanstein.

Os alemães são descendentes dos germanos antigos. Parte dos germanos antigos estavam integrados no Império Romano, tendo-se tornado cidadãos romanos de pleno direito, no ano de 212.

«A Constituição Antonina (em latim "Constitutio Antoniniana de Civitate"), popularmente conhecida como Édito de Caracala, ou ainda como Édito de 212, foi uma legislação do Império Romano


«A cidadania romana era restrita nos primeiros tempos de Roma, no tempo da Monarquia e também durante a República. Por esse diploma, no ano de 212, o imperador Marcus Aurelius Antoninus (186217), popularmente conhecido como Caracala, concedeu a cidadania romana a todos os homens livres do Império.» Curiosamente, Caracala nasceu no actual território da França.

«Integrante do Império Romano, a Germânia Inferior (Germania Inferior em latim) era uma província romana localizada na margem esquerda do rio Reno, no que são hoje a parte sul dos Países Baixos e a porção ocidental da Alemanha. Os principais centros urbanos da província eram Bona (hoje Bonn), Castra Vetera (Xanten), Trajectum ad Rhenum (Utrecht) e Colonia Agrippinensis (Colónia), esta a capital da província.»

A Alemanha nasceu da divisão do Império de Carlos Magno no ano de 843, ao mesmo tempo que nasceu a França.

«Em 843, os três netos de Carlos Magno repartiram o império que ele havia fundado pelo tratado dito de Verdun: Carlos o Calvo recebeu a Frância ocidental, que se tornará a França, Luís o Germânico a Frância oriental, que se tornará a Germânia ou Alemanha, e Lotário, que se reserva o título imperial, o centro da Itália até à Frísia (que se tornará a Lotaríngia).»

«Entre 1229 e 1279 a Ordem Teutónica conquistou áreas na Prússia, onde os cavaleiros construíram muitas cidades e fortes. Por volta de 1329, os cavaleiros teutónicos controlavam, por domínio Papal, toda a região do Báltico desde o golfo da Finlândia até a Pomerânia (Pomorze) na Polónia. Na parte sul de seu domínio, a ordem foi abolida e as suas terras  tornaram-se a Prússia em 1525. A parte norte (Estónia e Letónia) foi dividida entre a Polónia, Rússia e Suécia depois de 1558

«A Prússia (em prussiano antigo Prūsa, em alemão Preußen, em polaco Prusy, em lituano Prūsai e em latim Borussia) foi, no contexto histórico mais recente, um Estado que surgiu a partir da Prússia Oriental e que, ao longo de séculos, exerceu forte influência sobre a história da Alemanha e da Europa. A última capital da Prússia foi Berlim e os soberanos foram da Ordem dos Cavaleiros Teutónicos e da Casa von Hohenzollern

«O novo Reino da Prússia, formado em 1701, era muito pobre – ainda não havia totalmente se recuperado da devastação da Guerra dos Trinta Anos – e o seu território abrangia mais de 1 200 km, que ia desde as terras do Ducado da Prússia, na costa sudeste do Mar Báltico, passava pela área central dos Hohenzollern em Brandemburgo, e atingia os exclaves de Cleves, Mark e Ravensberg na Renânia

«O Reino da Prússia (em alemão: Königreich Preußen) foi um reino alemão de 1701 a 1918 e, a partir de 1871, o principal Estado-membro do II Império Alemão, compreendendo quase dois terços da área do Império. Seu nome originou-se do território da Prússia, embora a sua base de poder tenha sido Brandemburgo

O Sacro Império Romano-Germânico, fundado em 962 terminou em 1806, conquistado por Napoleão Bonaparte, «(em alemão Heiliges Römisches Reich; em latim Sacrum Romanum Imperium) foi a união de territórios da Europa Central durante a Idade Média, durante toda a Idade Moderna e o início da Idade Contemporânea sob a autoridade do Sacro Imperador RomanoO imperador neste I Império Germânico, tinha apenas um poder formal, na prática não tinha verdadeiro poder.

A Alemanha só se tornou, de facto, um Estado unificado nos finais do século XIX, em 1871, com a fundação do II império germânico ou alemão, com uma área de 540 858 km2. (É mais objectivo dizer II império alemão, porque os austríacos também são um povo germânico, também falam alemão, e na altura tinham o seu próprio império, com capital em Viena, chamado império austro-húngaro.)

Derrotada na I Guerra Mundial foi fundada em 1918 a República Alemã de Weimar com uma área de 468 787 Km2. Com a derrota na I Guerra Mundial a Alemanha perdeu uma área de 72 071 Km2.



«A 30 de Janeiro de 1933, Adolf Hitler prestou juramento oficial como Chanceler na Câmara do Reichstag, perante o aplauso de milhares de simpatizantes nazistas.»
«Mas Hitler ainda não tinha cativado definitivamente a nação. Ele foi feito Chanceler numa designação legal pelo presidente Hindenburg, o que foi uma ironia da história, uma vez que os partidos do centro tinham apoiado o presidente Hindenburg por ele ser a única alternativa viável a Hitler, não prevendo que seria Hindenburg que iria trazer o fim da República.»
«Mas nem o próprio Hitler nem o seu partido obtiveram alguma vez uma maioria absoluta. Nas últimas eleições livres, os nazis obtiveram 33% dos votos, obtendo 196 lugares num total de 584. Mesmo nas eleições de Março de 1933, que tiveram lugar após o terror e violência terem varrido o Estado, os nazis obtiveram 44% dos votos. O partido obteve o controle de uma maioria de lugares no Reichstag através de uma coligação formal com o DNVP. No fim, os votos adicionais necessários para propugnar a lei de aprovação do governo - que deu a Hitler a autoridade ditatorial - foram assegurados pelos nazistas pela expulsão de deputados comunistas e da intimidação de ministros dos partidos do centro. Numa série de decretos que se seguiram pouco depois, outros partidos foram suprimidos e toda a oposição foi proibida. Em poucos meses, Hitler tinha adquirido o controle autoritário do país e enterrou definitivamente os últimos vestígios de democracia.»

«Alemanha Nazi, também chamada de Terceiro Reich (oficialmente desde 1943, Grande Reich Alemão), é o nome que se dá ao período do governo que se estabeleceu na Alemanha entre 1933 e 1945, enquanto era liderada por Adolf Hitler e o Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães  (NSDAP). O nome Terceiro Reich (em alemão: Drittes Reich) refere-se ao Estado sucessor do Império Alemão (1871-1918), sendo este o Segundo Reich e o Sacro Império Romano Germânico o Primeiro Reich. Na Alemanha, o Estado era conhecido como Deutsches Reich (Reich Alemão) até 1943, quando seu nome oficial tornou-se Großdeutsches Reich (Grande Reich Alemão).»
O nazismo deu origem à II Guerra Mundial (1939-1945) que terminou com a rendição incondicional da Alemanha.
Durante a II Guerra Mundial os nazis construíram Campos de Concentração e Extermínio, sendo o mais conhecido o de Auschwitz. Foram assassinados cerca de seis milhões de judeus, homens mulheres e crianças, de todas as idades. Nos Campos de Concentração e Extermínio, os prisioneiros eram separados por sexos e eram obrigados a despirem-se totalmente. Diziam-lhes que iam tomar banho e fechavam-nos em câmaras de gás, onde eram mortos. Depois os corpos eram incinerados.


Além dos judeus foram mortos nas câmaras de gás militantes comunistas, homossexuais, ciganos, eslavos e deficientes.

A Alemanha actual tem uma área de 357 051Km2. Com a derrota na II Guerra Mundial a Alemanha perdeu uma área de 111 736 Km2, isto é, uma área superior à de Portugal (que é de 92 090 Km2). Em duas guerras mundiais a Alemanha, sempre derrotada, perdeu uma área total de 183 807 Km2. Estaline obrigou a Alemanha a regressar às fronteiras do século X (dez).

«A Alemanha, oficialmente República Federal da Alemanha (em alemão: Bundesrepublik Deutschland, [ˈbʊndəsʁepuˌbliːk ˈdɔʏtʃlant] é um país localizado na Europa central. É limitado a norte pelo Mar do Norte, Dinamarca e pelo Mar Báltico, a leste pela Polónia e pela República Checa, a sul pela Áustria e pela Suíça e a oeste pela França, Luxemburgo, Bélgica e Países Baixos. O território da Alemanha abrange 357 051 quilómetros quadrados e é influenciado por um clima temperado sazonal. Com 81,8 milhões de habitantes em Janeiro de 2010, o país tem a maior população entre os Estados membros da União Europeia




Eu acho que o poder judicial é tão honesto ou tão desonesto, como o poder legislativo e como o poder executivo

«Operação Marquês de Sade




«Finalmente o super-juiz deu-se a conhecer ao mundo. Numa entrevista ao estilo concorrente da Casa dos Segredos (mal guardados), Carlos Alexandre, o juiz do caso mais famoso do país, não fugiu ao repertório habitual dos concorrentes da casa mais famosa do país, nos seus vídeos de apresentação, e que consiste em fazer de uma virtude o seu maior defeito. Um clássico é: "o meu principal defeito é ser demasiado honesto". Acho que a principal diferença entre os concorrentes da Casa dos Segredos e Carlos Alexandre - é só um palpite - é que os primeiros querem ficar na casa e o segundo está cheio de vontade de se pirar do caso.
A entrevista ao super juiz fez-me regressar ao meu velho livro de leitura da terceira classe, com duas procissões pelo meio. Fico à espera da entrevista de Carlos Alexandre adaptada para os nossos dias pelo Leonel Vieira.
Perceber que o super juiz é aquele senhor que leva as escutas para casa, e diz que tem muito poder, e que sabe muito mas não se assustem que ele não o usa para maldades, e logo a seguir usa esse poder para mandar bocas "que tem de trabalhar porque não tem dinheiro ou contas bancárias em nome de amigos", sobre um caso de que tem de ser parte neutra, é bastante assustador. É como descobrir que o Batman é taxista.
Eu não acredito nas amizades financeiramente generosas de Sócrates, mas também desconfio de um homem que diz não ter amigos e dá uma entrevista ao estilo Casa dos Segredos à SIC. Tem de ter pelo menos um amigo.
Pelo que fui ouvindo, acho que o simples, casto e espartano Carlos Alexandre, segundo a voz off - "filho simples de um carteiro e de uma tecelã"-, não resistia a um interrogatório do super-juiz Carlos Alexandre.
Super -juiz Carlos Alexandre: "Ora, o senhor Carlos diz que come pouco, é um salta refeições?"
Carlos: "Pois. Eu ganho mal e como espartanamente."
Super -juiz: "Que altura tem?"
Carlos: "1,69 m"
Super-juiz: "Tenho aqui uma entrevista sua onde diz que pesa 80 quilos."
Carlos: "Estou anafado..."
Super -juiz: "Portanto , quer-me explicar como é que come espartanamente mas tem 1,69m e pesa 80 quilos?! De onde é que vieram esses quilos?! São seus?! Não me diga que é porque o seu dia-a-dia é ouvir escutas e emprenha pelos ouvidos?!"
Carlos: "Juro que como como um pisco dos pequenos."
Super-juiz: "Passa fome?"
Carlos: "Às vezes. Fico com aqueles ruídos do estômago..."
Super-juiz: "Uma espécie de som de marulhar..."
Carlos: "Isso!"
Super-juiz: "Diz o senhor Carlos aqui numa entrevista que se sente escutado."
Carlos: "Sim. Quando falo ao telefone ouve-se um marulhar..."
Super-juiz: "Se calhar o senhor Carlos devia comer qualquer coisa antes de falar ao telefone, em vez de fazer acusações..."»
João Quadros» [In blog «Entre as brumas da memória»]