quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Da repulsa à rejeição da moeda euro e da União Europeia - o Brexit anuncia o Italixit e o Franxit

«A Europa começa a provocar repulsa




«Los dirigentes europeos parecen empeñados en que no pase un día sin que las personas corrientes tengamos que sentir algo más que vergüenza de lo que hacen en materia económica. (…)
Se dijo por activa y pasiva que los recortes sociales y las ayudas multimillonarias a la banca eran la condición necesaria para recobrar la actividad y el empleo, para reducir la deuda y para asegurar definitivamente el sistema financiero. Pero lo cierto es que desde que empezaron a aplicarse en la Unión Europea al estallar la crisis hay unos siete millones menos de empleos a tiempo completo, seis millones más de parados, otros casi seis millones más de empleos no voluntarios a tiempo parcial (en la UE28), cinco millones más de personas en riesgo de pobreza y 35 puntos más sobre el PIB de deuda pública (en la Eurozona). Y los bancos se siguen encontrando en insolvencia y muchos de ellos a punto de estallar de nuevo en cualquier momento. (…)
El criterio del 3% es una arbitrariedad, una farsa, pero, además, algo completamente inútil para lo que aseguraban que iba a servir, es decir, para reducir la deuda: cuando comenzó a utilizarse como criterio de cumplimiento obligatorio para todos los países la deuda era aproximadamente de un 55% del PIB, como media de los países europeos, y ahora, como he señalado, supera el 90%.
La prueba de que se trata de una cifra completamente arbitraria, que no se establece así porque sea mejor o peor para la economía o para reducir la deuda, sino como recurso de los dirigentes europeos para disciplinar y someter a los gobiernos y para anular su capacidad de maniobra, es que se puede incluir o dejar de incluir dentro de ese porcentaje lo que le venga en gana a quien lo impone. (…)
Decía hace unos días el presidente del Banco Central Europeo, Mario Draghi, que la integración europea se había debilitado en los últimos tiempos por los populismos. Una opinión que demuestra que las autoridades europeas han perdido completamente el norte y que no entienden el sentido de las cosas que están pasando y de las que se encuentran ya a la vuelta de la esquina en Europa. Eso que llaman los populismos no es lo que debilita la integración europea sino la consecuencia de haber querido integrar a Europa a base de mentiras y de políticas que constantemente han dado como resultado lo contrario de lo que se decía que traerían consigo.
Cuando se ha hecho sufrir a millones de personas y cuando han muerto miles a causa de los recortes, cuando se han deteriorado los servicios públicos y no se han atendido las necesidades básicas de la población porque, según se decía, había que cumplir a rajatabla la norma del déficit, y de pronto se dice que no hay límite para comprar armamento, carros de combate o minas, ¿tienen también culpa los populismos del asco o de los negros fantasmas que comienzan de nuevo a recorrer Europa?»
Juan Torres López»

[Cit. in blog «Entre as brumas da memória»]

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

O imperialismo alemão trata dos interesses da Alemanha, os outros que se lixem


O Brexit e  o Não a Renzi foram um Não ao imperialismo alemão, que domina o BCE e a Comissão Europeia.
Se o movimento 5 estrelas conseguir um referendo na Itália sobre a moeda euro, o povo italiano, provavelmente, votará pela saída da Zona Euro.
A legislação da moeda euro é danosa para a Itália, é danosa para a França, é danosa para a Espanha, é danosa para Portugal.

O chamado Tratado Orçamental é uma aberração irracionalíssima. Ângela Merkel insiste num tratado irracionalíssimo. E assim, prevê-se que a Itália saia da Zona Euro e depois a França.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Quando o povo está contra é porque não está a favor - e em muitos países o povo está contra Bruxelas

«Addio Renzi

bufão Renzi era o homem do governo alemão e de outros europeístas em Itália, ou seja, o homem para impor todas as reformas neoliberais inscritas na lógica do euro, a começar e a acabar nas relações laborais.

Trata-se de uma moeda, todo um regime económico, com grandes responsabilidades por uma estagnação que dura há tanto tempo quanto a nossa: com menos quebra de investimento e menos dívida externa, em percentagem do PIB, mas mais crédito malparado no balanço de bancos ainda mais periclitantes, dadas as suas ligações mais fortes a uma base industrial erodida.

Que tais reformas pudessem ser facilitadas por uma concentração de poder no executivo seria só a enésima confirmação da forma como o capital financeiro olha para as constituições antifascistas do Sul. A lógica do chamado vínculo externo está há muito tempo pensada pelas elites neoliberais italianas, incluindo Draghi, para eliminar tudo o que foi conseguido num tempo com outra correlação de forças, incluindo o mais importante Partido Comunista da Europa Ocidental.

Ontem, a resposta popular esteve à altura, num país onde a esquerda foi devastada pelo europeísmo – da coisa que dá pelo nome de Partido Democrático, onde foram desaguar antigos democratas-cristãos como Renzi e antigos comunistas convertidos aos Consensos de Washington e de Bruxelas, aos restos de coisas ridículas como a lista “com Tsipras” às últimas eleições europeias.

No país de Gramsci e de Togliatti, sobram os sindicatos e algumas ainda pequenas forças que já perceberam que a tarefa principal tem os contornos de uma libertação nacional de novo tipo. Ontem, deu-se um passo para desencadear um processo que urge. Resta saber quais os seus tempos, contornos e protagonistas.»


[João Rodrigues in blog «Ladrões de Bicicletas»]



«França: Quem é o dono da poção mágica?







«O antigo Presidente Charles de Gaulle sintetizava numa frase o problema central de França: "Como se há-de governar um país que tem 246 variedades de queijo?" A pergunta não era retórica. De Gaulle era um homem partidário de soluções fortes, como mostrou ao longo da sua carreira política. Mas, defronte das respostas de França às suas iniciativas, percebeu a fragilidade do seu poder. Há muito que os franceses procuram uma poção mágica (como a que ajudou Astérix e os seus bravos gauleses a combater com sucesso o poderio romano) capaz de dar resposta às suas inquietações.
Por um lado, a sua situação económica (e do emprego) é preocupante. Por outro, muita da "profunda França" vê com desconfiança o multiculturalismo e, sobretudo, quer uma resposta musculada ao terrorismo islâmico. Como se isso não bastasse, os franceses assistem, há muito, a uma subordinação do seu país às opções da Alemanha dentro de uma União Europeia que tinha sido desenhada à medida de dois poderes fortes que dividiam entre si as decisões. (…)
A vitória de François Fillon nas directas dos republicanos diz muito sobre esta nova França. Ele, que partia como o mais frágil dos candidatos (Sarkozy dizia que ele era o "Mr. Nobody"), impôs-se a Nicolas Sarkozy (o mais estridente defensor de políticas mais à direita) e a Alain Juppé (mais centrista). Não foi um acaso do destino: Fillon, que foi primeiro-ministro durante a presidência de Sarkozy, vem há muito lamentando o declínio económico francês. Mas, escudado na ventania "anti-establishment" que levou Donald Trump à Casa Branca, Fillon acabou por ser a melhor voz de uma França inquieta. Por um lado, é uma França conservadora e católica que não tem visto com bons olhos leis liberais em áreas como a da família. Por outro lado, detesta a elite de Paris, que considera culpada por tudo. Fillon percebeu o que esses franceses desejam: defesa dos valores tradicionais, conter a imigração e voltar a impor o poder francês fora das fronteiras. (…)
As suas francas hipóteses de vencer, quer François Hollande (ou outro candidato da esquerda) quer Marine Le Pen, são visíveis: o seu discurso é duro e de ruptura. Algo que muitos querem ouvir. /…)
A entrada em cena de François Fillon vem mostrar como a França se está a virar para a direita e para a defesa de políticas mais duras contra os fantasmas que a assolam. Mais uma dor de cabeça para Bruxelas e para Angela Merkel, que vão vendo esboroar-se a ideia de uma União Europeia feita à medida das ideias de Berlim. Isto mostra também uma deslocação de França do centro de gravidade da Europa comum, por troca com um país mais isolado e com soluções próprias para os seus problemas. Se Marine Le Pen é a solução mais rápida e dolorosa para o estilhaçar da União Europeia, Fillon representa uma opção não menos dura. Mais diplomática. Mas, ao mesmo tempo, é um sinal destes tempos anti-elites e antiglobalização. E é para aí que caminha França. Em busca de uma poção mágica que lhe traga a força perdida.»

Fernando Sobral» [Cit in blog «Entre as brumas das memória»]

Renzi perdeu, claramente, o referendo, porque os italianos já não suportam Bruxelas

[In «La Reppublica»]

O traidor Renzi perdeu o referendo e demitiu-se

Renzi o europeísta que queria arruinar ainda mais a Itália perdeu o referendo de 4 de Dezembro de 2016 e demitiu-se. 
Os italianos já começam a estar mesmo fartos do que pensa Bruxelas e querem ser eles próprios a mandar na Itália.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Fidel Castro e os festejadores da morte


A morte de Fidel Castro foi muito festejada pelos seus inimigos e inimigas, de todas as idades, especialmente em Miami.

No entanto, os festejadores e as festejadoras da morte de Fidel Castro festejavam as suas próprias mortes, eles e elas festejavam as suas próprias mortes, que vão ocorrer dentro de horas ou dentro de dias ou daqui por uns anos. Todos eles e todas elas, os festejadores e as festejadoras da morte, estão condenados à morte e depois da morte transformar-se-ão em lixo tóxico.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Análise das mudanças no voto dos eleitores

« A esquerda perante a direita populista


Toda a esquerda deve reflectir em como responder à ascensão da direita nacional-populista. Esse debate começou no Reino Unido aquando da vitória referendária da Brexit - em que estranhamente muita esquerda portuguesa via virtudes - mas a vitória de Trump na eleição presidencial dos EUA torna-o globalmente inadiável. As hipóteses seguintes de escalada serão avaliadas já no próximo Domingo (segunda volta da presidencial austríaca), e mais decisivamente em Abril, quando parece certo que Marine Le Pen chegará à segunda volta da presidencial francesa.

A direita nacional-populista rejeita a globalização, o establishment político, mediático e financeiro, e denuncia a (real ou suposta) «corrupção» dos políticos centristas; apela à xenofobia (ou mesmo ao racismo) e à islamofobia; preconiza o isolacionismo, o protecionismo e a «preferência nacional» ou até a expulsão de imigrantes, e a limitação à liberdade de culto dos muçulmanos. Este discurso não aliena os apoios habituais da direita, mas acrescenta-lhe sectores que habitualmente votariam à esquerda. Sistematizo abaixo cinco problemas - quase nenhum deles fácil para a generalidade da esquerda - e possíveis soluções.
Primeiro problema, os «perdedores da globalização»: concretamente, os tão falados  trabalhadores das regiões desindustrializadas do norte da Inglaterra, do Midwest ou do nordeste da França. É necessário reconhecer que a livre deslocalização de empregos para o terceiro mundo e restante evolução económica e laboral dos últimos vinte cinco anos trouxe-lhes principalmente o desemprego e o aumento da desigualdade. Fala-se menos das classes ex-médias cujos salários estagnaram, e que viram cavar-se um fosso face às elites. É bem possível que mais à frente estas pessoas descubram que o «regresso à identidade nacional» que a direita radical lhes oferece não lhes dará dinheirinho. Mas entretanto, a quimera do regresso ao mercado dentro das fronteiras do Estado-nação terá algum sucesso, ao qual só se pode responder opondo uma regulação muito mais dura da globalização através de instâncias supra-nacionais (não exclusivamente a UE), que não deixe toda a liberdade às multinacionais.
Segundo, a politização do combate à corrupção redefiniu o que era antes um crime de forma a ser agora qualquer falta ética ou de transparência. Mais importante: a corrupção hoje só existe no discurso público enquanto acto cometido por políticos no poder, e mais especificamente no poder executivo: só os políticos são corruptos. Logo, teve maior impacto Clinton usar um servidor privado de email para assuntos de Estado do que a evasão fiscal do empresário Trump. Tal como sendo Dilma Rousseff Presidente (poder executivo) a desorçamentação de despesa («pedalada fiscal»), foi causa formal para a destituir, enquanto as acusações de corrupção passiva (no sentido exacto - criminal - do termo) mal beliscaram o seu maior acusador, o deputado Eduardo Cunha (poder legislativo), que passou sem manifestações embora hoje - ao contrário de Dilma - esteja preso. O discurso contra a corrupção tem que ser despolitizado e remetido ao seu lugar natural no sistema judicial.
Terceiro, há que lidar com as limitações da política identitária. Ter elegido um negro presidente dos EUA foi uma vitória simbólica contra o racismo, mas não trouxe mudança substancial para os afro-americanos (muito menos para África), como comprovado pela continuação da violência policial «racialmente» direccionada. Eleger uma  mulher teria sido uma vitória simbólica contra a misoginia, mas é lícito duvidar que significasse um grande progresso na desigualdade de género nos salários. Mais perversamente, a acção de afirmar uma identidade gera uma reacção histérica das identidades contrárias, como o birtherism ou o machismo de Trump contra Clinton (ou da direita brasileira contra Dilma). A esquerda deve continuar sempre a combater as discriminações étnicas e de género, mas a prioridade tem que ser a mudança substancial, económica.
Quarto, e como repito há mais de dez anos neste blogue e alhures, a esquerda responde erradamente ao islamofascismo se se limitar a combater a islamofobia. Negar a realidade da existência de uma ideologia autoritária, sexista e homofóbica de inspiração islâmica é uma contradição com as denúncias que se fazem desses preconceitos quando vêm de outras origens (religiosas ou não). Pior: só desajuda os progressistas que na Europa, nos EUA ou no «mundo muçulmano» combatem os extremistas. A defesa da laicidade e a crítica do integrismo religioso deve ser feita contra todas as religiões, maioritárias ou minoritárias, do Ocidente ou do Oriente.
Quinto, o melhor precedente histórico de Trump não é Mussolini, mas sim Berlusconi: empresários que sabem dominar os media e abrir telejornais todos os dias, desbocados, narcisistas e pouco confiáveis. Não são fascistas, embora ambos tenham levado fascistas, mais ou menos disfarçados, para o governo. Insistir em chamar «fascista» a uma direita radical que anda há duas décadas a reconstruir-se, é falhar o alvo. Estamos perante um problema diferente, que usará armas muito diferentes. O que não torna a defesa da democracia e do pluralismo menos importante.»

[Ricardo Alves in blog «Equerda Republicana»]

terça-feira, 29 de novembro de 2016

A eleição indirecta nos Estados Unidos pode colocar fora do poder quem teve muito mais votos

«Que grande lata !


Rangel no seu melhor

Imodéstia à parte, nem precisava de ler o artigo de Paulo Rangel hoje no Público para saber que argumento fundamental que iria usar para tentar justificar um tão escabroso título: nem mais menos que os EUA são uma República Federal, daí o Colégio Eleitoral e, no fundo, uma espécie de eleição indirecta do  Presidente. Mas tem azar Paulo Rangel: é que, por exemplo, o Brasil também é um República Federal e não consta que lá alguma vez o segundo mais votado tenha sido eleito Presidente.  Bem no fundo, Paulo Rangel, tal como outros, refugia-se num formalismo seco onde a vontade real e maioritária dos votantes é um pormenor a esquecer depressa, onde o princípio fundador de um homem - um voto é esmagado por obsoletas e velhas regras com 186 anos e através do qual aqueles que atiram para o lixo dois milhões de votos são capazes depois de perorar candidamente sobre o desencanto dos cidadãos com a política.»

[In blog «O tempo das Cerejas 2»]

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Fidel Castro ou o homem-alvo dos assassinatos falhados da CIA

«Ben Jennings no «Guardian ou...


... o cartoonista que lembrou
o que muitíssimos quiseram
esquecer: as centenas de tentativas norte-americanas de assassinato
de Fidel Castro»



[In blog «O Tempo das Cerejas 2»]

sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel Castro viveu 90 anos (1926 - 2016), foi uma das figuras mais marcantes da Esquerda marxista na segunda metade do século XX


Fidel Castro, oriundo de uma família da alta burguesia cubana, juntamente com Che Guevara dirigiu a Revolução Cubana contra a ditadura fascista de Fulgêncio Baptista.
Muitos presidentes dos Estados Unidos tentaram assassiná-lo, através da CIA, sem sucesso.
Barack Obama, enquanto presidente dos Estados Unidos, restabeleceu as relações diplomáticas com Cuba.
A Revolução Cubana está ligada aos sucessos e aos fracassos do marxismo-leninismo. A evolução não foi a esperada, hoje pensa-se que a Humanidade gosta das desigualdades sociais e que odeia a ideia de diminuir, acentuadamente as desigualdades sociais. Como será daqui por mil anos? E daqui por 20 mil anos? Não sei.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A crise da Democracia na Europa é porque temos duas extremas-direitas: a de Marine Le Pen e a de Ângela Merkel, esta a germânica é a mais letal



Não há alternativa, Heil Hitler, não há alternativa, Heil Angela Merkel.
Ângela Merkel está a fazer tanto mal à Grécia como fez Adolf Hitler.

Marine Le Pen pretende fazer mal aos franceses e às francesas, no domínio dos direitos e liberdades fundamentais, mas na política externa pretende libertar a França do imperialismo alemão.

O Passos e o Coelho dizem uma coisa e o seu contrário

«Pensamentos precários


Pedro Passos Coelho já sabe como vai votar no projecto de lei que visa a integração dos precários na administração pública: vai votar contra. Porquê? Porque, segundo diz, não é assim que se fazem reformas.

Já nem falo das reformas que ele tentou introduzir no Estado: além dos cortes de vencimentos e pensões, promoveu - à porta fechada - uns debates sobre as funções do Estado e pediu um estudo ao FMI. E depois adiou até às eleições aquilo que achava ser O problema nacional - um Estado enorme, gerador de défices e de falta de competitividade nacional...

Agora, tendo sido incapaz de formar governo, diz às segundas, quartas e sextas-feiras que há carências de pessoas no Estado e que o Governo está a degradar o Estado Social.

Às terças, quintas e sábados afirma que "há muitos anos houve um governo do PS que disse uma coisa simpática: há muitos precários no Estado, é preciso passar essas pessoas para o Estado e foram quase 100 mil. Depois veio a troika e tivemos de pôr fora 80 mil".

Ao domingo, adormece e esquece-se do que disse antes...»

[João Ramos de Almeida in blog «Ladrões de Bicicletas»]