sábado, 9 de dezembro de 2017

Trump é muito perigoso, já incendiou a Palestina em nome da barbárie dita democrática

O Estado de Israel foi criado pela União Soviética e pelos Estados Unidos, com o apoio da ONU, para compensar os judeus das atrocidades que sofreram às mãos dos alemães durante o III Reich. Estaline foi o principal impulsionador da criação do Estado de Israel, no quadro da ONU com a divisão da Palestina em dois Estados, o Estado de Israel e o Estado da Palestina.
Em 2017 o Estado da Palestina está sob ocupação do Estado de Israel com o apoio dos Estados Unidos. Os palestinianos são roubados, presos, torturados e assassinados pelos judeus.
Em 2017 O Estado de Israel baseia-se num fanatismo religioso altamente delirante, altamente desumano e altamente perigoso para a Humanidade. A barbárie israelita chama-se barbárie em nome da Democracia, porque os eleitores são na sua maioria tão malvados como os eleitos.
Trump acossado no plano interno decidiu mudar a embaixada dos EUA de Tel Aviv para Jerusalém, incendiando a Palestina.

"Acabou o teatro dos EUA entre Israel e Palestina (Alexandra Lucas Coelho) 

«Israel nunca se viu realmente confrontado com a ilegalidade do que tem feito, de forma crescente, desde 1967. Os Estados Unidos nunca foram confrontados com o facto de serem árbitros e ao mesmo tempo principais aliados de uma das partes. Sempre houve aqui um conflito de interesses e toda a gente assobiou para o ar.»"  [Cit in blog «Entre as brumas da memória»] 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Os alemães vão abdicar das vantagens que o euro germânico lhes dá? Berlim só se rende quando não tiver alternativa.

"Será possível curar o euro?




«Com a eleição de Mário Centeno para a presidência do Eurogrupo as perguntas e inquietações relevantes multiplicam-se. Tanto Centeno como Costa têm sido claros na necessidade de impulsionar uma reforma do euro que permita conciliar disciplina nas finanças públicas com a criação de uma economia que não condene o Estado social à míngua e a juventude à precariedade e ao desemprego. Ao contrário do seu antecessor, Dijsselbloem, para quem a atual ordem do euro era sagrada e inamovível, tudo indica que Centeno percebe que o euro só se mantém a flutuar porque o BCE resolveu colocar entre parêntesis o artigo 127 do Tratado de Funcionamento da União Europeia (que limita a ação do BCE ao combate à inflação) começando a fingir que é um banco central a sério, imitando as políticas de financiamento monetário da economia da Reserva Federal dos EUA. Não tenho quaisquer dúvidas sobre as competências teóricas de Centeno, nem sobre a sua capacidade de argumentar serenamente com os seus colegas (muitos deles ansiosos por alguém que não tenha medo da verdade) sobre novos caminhos a trilhar. O principal problema da saúde do euro não reside na teoria económica, mas naquilo a que Lutero chamava o lenho retorcido da condição humana. A ortodoxia da austeridade, de que o governo alemão tem sido o campeão, alimenta-se de um profundo elemento de irracionalidade. Fazendo uma analogia: alguém acredita que será possível convencer Trump da seriedade das alterações climáticas com um bom manual de física básica? Do mesmo modo, tenho dúvidas de que o cartel da austeridade que está a sangrar os europeus seja demovido da sua funesta ideologia através de argumentos inteligentes. O carácter patológico da ideologia reside na sua total blindagem tanto à razão como às provas empíricas. Isso vale para Trump, em relação ao clima, como para Schäuble em relação à austeridade, como para os saudosistas da URSS, que continuam amarrados a um mito que nunca existiu.
Os donos da atual ortodoxia do euro precisariam de ser tratados com técnicas terapêuticas típicas da psicanálise. Teriam de ser levados, suavemente, ao momento traumático da discussão franco--alemã entre 1990 e 1997, onde se desenhou e consolidou o absurdo edifício de uma moeda que viola todas as regras da sã doutrina económica e toda a experiência histórica das uniões monetárias bem--sucedidas. Esses anos, entre o Tratado de Maastricht (1992) e o Pacto de Estabilidade e Crescimento (1997), marcam o recalcamento da verdade objetiva. Empurrada pela França para o euro, Berlim resolveu - entre o trauma da sua população pela perda do marco e a gestão de novas oportunidades para as suas elites - rasgar tudo o que se sabia sobre as reformas estruturais que permitem passar de moedas nacionais para uma moeda comum. Nesses anos, foram esquecidos os ensinamentos de Robert Mundell (1961), as lições do fracassado Plano Werner (1970), os sábios conselhos do Relatório MacDougall (1977) que considerava como requisito mínimo para uma maior integração europeia um orçamento comunitário entre 5% e 7% do PIB europeu (hoje o orçamento europeu corresponde ainda a um magro 1% do PIB agregado da UE). Nem o célebre Manifesto dos 62 economistas alemães (1992), acusando corretamente Maastricht de estar a construir a casa pelo telhando (a moeda antes da união política), foi poupado. O euro tornou-se a mais bizarra experiência histórica de uma união monetária de baixo custo: um condomínio onde se vive sem confiança, com escassa justiça, e onde o futuro é tema tabu. Boa sorte, Mário Centeno!»
Viriato Soromenho Marques" [Cit in blog «Entre as brumas da memória»]
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sábado, 2 de dezembro de 2017

Terrorismo em Portugal

«A rede terrorista de extrema-direita no pós-25 de Abril

Há alguns dias, pus aqui um pdf com o conteúdo do livro Quando Portugal Ardeu.
Fica hoje uma entrevista muito esclarecedora ao seu autor, Miguel Carvalho. De certo modo, até mais frontal do que o próprio livro, na minha opinião.» [Joana Lopes in blog «Entre as brumas da memória]




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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O carácter corrupto dos mídia portugueses

A SIC e o «Expresso» são os mídia mais corruptos que há em Portugal, ambos seguem a voz do dono Balsemão e militam no PSD.

«Capas e contracapas (II)


Como transformar um aumento salarial numa redução? Ou melhor, o que fazer para que um acréscimo efetivo de salário possa parecer, aos olhos da opinião pública, uma perda de rendimentos? Por momentos, parece ter sido esse o desafio a que se dedicaram alguns meios de comunicação social, em mais um momento de «capas e contracapas». Desta vez, o mote foi a restituição do subsídio de férias e de Natal e a consequente eliminação dos duodécimos (ou seja, a repartição destes subsídios pelos 12 meses do ano, em vez do correspondente pagamento de 14 salários).


O truque é simples: ignora-se que os subsídios de férias e de Natal voltam a ser pagos em dois meses do ano (guardando-se essa informação, na melhor das hipóteses, para o miolo do texto) e diz-se que o valor mensal do salário vai diminuir. Depois basta fazer a festa toda nas «gordas» da notícia: ora dizendo que o «salário no privado desce em janeiro», ora assinalando que os «trabalhadores passam a receber menos ao final do mês» ou que os salários vão encolher. A ponto de se poder ocultar uma melhoria real dos rendimentos, como aquela que terá lugar em 2018, em resultado do aumento, por exemplo, do salário mínimo (em pelo menos 322€, caso se mantenha o valor proposto pelo Governo, de 580€ por mês).


Trata-se, além do mais, de um acerto que não se repete. Ou seja, a aparente redução do salário, em termos mensais, deixará de se verificar no próximo ano, quando já não for necessário converter duodécimos em subsídios pagos de uma só vez. Aliás, foi justamente para obter o efeito inverso (a aparência de manutenção dos rendimentos num contexto de cortes efetivos nos salários e nas pensões), que o anterior Governo diluiu os subsídios de férias e de Natal pelos 12 meses do ano. Uma farsa que chega ao fim, com o OE de 2018.»

[In blog «Ladrões de Bicicletas»]

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

A ideologia dos tratados da União Europeia é uma ideologia de Direita

Os tratados da União Europeia consideram a burguesia uma classe ungida pelos deuses e o que está «certo» nesses tratados é favorecer a burguesia, e se observarmos com mais atenção a aplicação dos tratados, a burguesia alemã, a tal que dominou a Europa durante o III Reich.

"Leituras



«A austeridade é um programa de redistribuição da riqueza ao contrário, que passa pela transferência de recursos financeiros do Estado para as empresas, do trabalho para o capital e do sector produtivo para o sector financeiro. E é por isso que, no mesmo texto em que diz que não há dinheiro para tudo, João Miguel Tavares não tem qualquer dificuldade em defender os apoios à banca e não teria seguramente qualquer dificuldade em defender a redução de impostos para as empresas. O problema está, para ele, num governo que diga às pessoas que pode ser diferente. Um governo assim merece toda a ira dos trabalhadores. Porque lhes alimenta esperanças. Mais uma vez, tem razão: é quando a situação alivia e as pessoas sentem que podem reconquistar qualquer coisa que a luta ressurge. A sua receita é óbvia: as coisas nunca devem aliviar. Se a coleira estiver sempre apertada e a trela sempre curta ninguém vai exigir nada. Esta é a paz social que a direita nos propõe: a austeridade eterna em nome de um futuro que será sempre de perda».

Daniel Oliveira, A austeridade eterna como programa político

«Para eles, a desigualdade social é o único mecanismo que pode garantir o crescimento económico, e para existir essa desigualdade é fundamental que as “pessoas certas”, os partidos certos e os grupos sociais certos estejam no poder para manter uma hierarquia que garanta essa desigualdade. E este programa não dá ao “trabalho” uma função criativa e dinâmica na economia, logo na sociedade, e muito menos os dá aos trabalhadores, sejam do sector privado, sejam do sector público. Vivemos anos de uma crise provocada pelos desmandos do sector financeiro, mas cujos custos foram assacados ao “esbanjamento” dos trabalhadores. Os trabalhadores eram os responsáveis por uma sociedade que vivia “acima das suas posses” e teria de ser “ajustada”. É o que hoje ainda pensam: cada euro que vá para salários ou funções sociais é um risco para a “economia”, e quando o “Diabo” vier vai ter de ser tudo, outra vez, posto na ordem»

José Pacheco Pereira, O amor da direita radical pelos trabalhadores do sector privado

«Os quatro OE que o governo PSD-CDS elaborou, entre 2011 e 2015, espelham o que Pedro Passos Coelho e Paulo Portas pensaram ser o melhor para a sociedade portuguesa. Diminuição da carga fiscal sobre as empresas, o capital e os rendimentos financeiros, à custa de um enorme aumento de impostos sobre os trabalhadores por conta de outrém. Ora, a atual solução governativa fez da reversão dessas medidas o seu cimento. O OE de 2018 é claramente mais favorável ao trabalho que ao capital. Contempla um aumento extra de 6 a 10€ para os pensionistas e continua a repor os valores do RSI, o CSI e o Abono de Família. Desaparece o corte de 10% que se aplicava ao Subsídio de Desemprego ao fim de 6 meses. Acaba com os cortes nas horas extraordinárias dos funcionários públicos e as progressões nas carreiras serão totalmente descongeladas em 2018 e 2019. Em contrapartida, vai buscar dinheiro a bens importados ou prejudiciais à saúde, mantém a taxa de energia sobre a Galp, REN e EDP. Continuam as contribuições extraordinárias da banca, energia e farmacêuticas. E pode aumentar a derrama para empresas com lucros acima dos 35 milhões de euros. Por tudo isto, este é um orçamento de esquerda»

Nicolau Santos, OE 2018: desta vez ganham os trabalhadores e perdem as empresas

«Ao contrário daquilo que foram dizendo durante anos, é possível viver melhor em Portugal. Quando nós, neste orçamento, aumentamos as pensões, nós não estamos a ser eleitoralistas, nós não estamos a dar nada a ninguém. Nós estamos a respeitar quem trabalhou uma vida inteira e merece ter uma reforma com dignidade. Quando nós neste orçamento baixamos os impostos, não para os rendimentos do capital, mas para os trabalhadores da classe média e da classe média baixa, nós não estamos a ser eleitoralistas, nós estamos a respeitar quem trabalha e ganha pouco em Portugal e merece de todos nós respeito e um esforço orçamental importante. Quando nós descongelamos as carreiras, não estamos a ser eleitoralistas nem a dar nada a ninguém. Estamos a respeitar, a respeitar quem trabalha todos os dias nos hospitais deste país, nas escolas deste país, nas ruas deste país. Estamos a respeitar os trabalhadores do Estado, estamos a respeitar o contrato que o Estado tem com os seus trabalhadores»

Pedro Nuno Santos (intervenção no Debate na Especialidade do OE para 2018)"

[In blog «Ladrões de Bicicletas»]